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As 7 Doutrinas que + dividem os evangélicos no mundo

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Existem atualmente mais de 30 mil ramificações do cristianismo no mundo, inúmeras igrejas com as mais deferentes doutrinas. No entanto a Bíblia diz que há um só Senhor e uma só Fé. (Ef. 4:5)

Por que todos os evangélicos não se unem? Essa é uma pergunta que revela uma crítica subentendida. Se os evangélicos seguem a Deus, por que são tão desunidos nas opiniões?

Sabemos que na volta de Cristo haverá um só rebanho (Ver Jo 10:16). Mas enquanto isso, iremos conviver com as diferenças entre denominações religiosas.

E pensando nisso, decidi organizar um esboço com as 7 principais doutrinas que mais dividem as igrejas evangélicas no Brasil e no mundo.

DOUTRINAS X POLÊMICAS

Vejamos agora as 7 doutrinas mais polêmicas que dividem as igrejas evangélicas.

1 – PREDESTINAÇÃO X LIVRE ARBÍTRIO

É chamada ‘calvinismo’, a linha teológica que crer na predestinação, essa é uma das doutrinas mais populares no meio evangélico. Calvino foi um reformador da época de Lutero.

Ele ensinou que a salvação e a perdição é um decreto divino, e não depende da escolha do homem. Esse ensino é esboçado no que se chama de ‘5 pontos do calvinismo’, são eles:

1 Depravação Total: Ninguém alcança a salvação de si mesmo, todos estão alienados de Deus.

2 Eleição Incondicional: Deus elege aqueles que vai salvar, como também quem vai se perder, independente da vontade da pessoa.

3 Expiação Limitada: O sacrifício de Cristo foi apenas para os eleitos.

4 Graça Irresistível: Quem Deus elegeu para salvação não poderá resistir, ou seja, não poderá escolher negar a Deus.

5 Perseverança dos santos: Significa basicamente, uma vez salvo, salvo para sempre.

Essa interpretação é confrontada pelo segmento teológico chamado ‘Arminianismo’, Armínio foi um reformador holandês. Ele elaborou uma ‘contra proposta’ a doutrina da predestinação, veja:

1 A eleição condicional (e condenação no dia do julgamento): a salvação só é alcançada mediante a fé;
2 A expiação, embora qualitativamente suficiente a todos os homens, só é eficaz ao homem de fé;

3 Sem o auxílio do Espírito Santo, nenhuma pessoa é capaz de responder à vontade de Deus;

4 A graça é resistível;

5 Os crentes são capazes de resistir ao pecado, mas não estão fora da possibilidade de cair da graça.

E você, é Calvinista ou Arminiano?

2 – IMORTALIDADE X RESSURREIÇÃO

As ideias de imortalidade são muito populares nas denominações evangélicas, isso se deu por conta da herança do helenismo clássico presente na igreja primitiva.

Os antigos gregos ensinavam o dualismo, a separação entre alma e corpo, sendo o corpo físico mau e mortal, e a alma, eterna. Essa visão filosófica foi inserida no cristianismo tendo sido aceita por quase a totalidade do cristianismo moderno, com raras exceções.

A Bíblia não faz essa distinção, já na primeira página no livro de Gênesis é dito:

“Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.” (Gênesis 2:7).

O homem passou a ser, e não a ter, uma alma.

Deus salva o ser humano como um todo e não apenas sua alma, e isso se dará pela ressurreição do corpo. (Jo 5:38,39)

A imortalidade da alma é uma doutrina muito popular, apesar de estar em confronto direto com a doutrina da ressurreição. Se a alma dos mortos justos vai direto para o céu após a morte quem Cristo virá ressuscitar na sua vinda? Essa é uma pergunta intrigante.

Aqui entra também o conceito de inferno. Grande parte da teologia evangélica acredita num lugar literal de tormento onde os ímpios estarão a queimar por toda a eternidade, e que a alma deles já iria para ali imediatamente após a morte.

Essa compreensão tem dividido os evangélicos, mas apenas os Adventistas e outras poucas denominações pregam que a alma é mortal (Ez 18:4), e que não existe inferno eterno.

No juízo final, após a ressurreição dos ímpios, Deus aniquilará o mal e não deixará vestígios de nada relacionado ao pecado e suas consequências, a não ser as marcas no corpo de Cristo. (Ap 20:9-15).

3 – TRINDADE

Existem pelos menos 4 tipos de interpretação sobre o estudo da divindade na Bíblia.

1 A unicidade de Deus

De acordo com Dt 6:4:

“Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR.” 

Os judeus e as testemunhas de Jeová creem que Deus é apenas 1, que nem Jesus e nem o Espírito são Deus.

Os estudos cristãos primitivos sobre essa abordagem do Deus único são chamados de Arianismo, por que foram organizados primariamente por ‘Ário’ em torno do ano 319 A.D.

As testemunhas de Jeová reconhecem Jesus como ‘um deus’ menor, com ‘d’ minúsculo, isso pode ser visto lendo a Bíblia ‘TNM – Tradução Novo Mundo’ em Jo 1:1. Dessa forma, indiretamente, favorecem a crença em 2 deuses, um maior, e outro menor.

2 Bindade

Um pequeno grupo de denominações cristãs defendem que Jesus é igual a Deus, mas acreditam que o Espírito é apenas uma força de Deus, não sendo uma pessoa com o pai e o filho, creem na dualidade pai e filho como 1 Deus.

Uma outra corrente encabeçada por ‘William Marrion Branham‘ resume a divindade apenas na pessoa de Jesus, que o pai na verdade é ele mesmo, e que o espírito é sua força. Essa é uma visão pouco aceita na comunidade evangélica.

3 Triteísmo

É a distinção do Pai, do Filho e do Espírito Santo como deuses separados, sendo portanto 3 deuses parceiros que se auxiliam mutuamente, com ou sem hierarquia entre eles. Não lembro de alguma denominação que siga essa vertente.

4 Trindade

A trindade é a mais popular explicação sobre a divindade nas escrituras, a grande maioria das igrejas creem nela como sendo ‘um Deus em 3 pessoas’, que mesmo sendo 3, formam um único Deus, a única divindade. Todo o resto é criatura.

É possível que haja ainda mais diferentes entendimentos sobre a trindade, mas basicamente esse é o conceito que mais se vê no mundo evangélico, e os tipos polêmicos mais usuais dessa doutrina.

4 – ARREBATAMENTO SECRETO

Essa doutrina está contida dentro da teologia do dispensacionalismo, que é a visão dual do povo de Deus no mundo, ou seja, basicamente essa linha teológica defende o sionismo e a ênfase nas 2 dispensações, que são: o povo judeu e a igreja cristã, Israel e os gentios convertidos.

E que os eventos futuros só ocorrerão após Israel estabelecer seu domínio na terra santa, que haverá um governo do anticristo por 7 anos, o qual será bruscamente interrompido no meio, aos 3 anos e meio. Onde acreditam eles, que todo o Israel será salvo.

Mas antes disso, ocorrerá o arrebatamento da igreja, a qual não enfrentará a grande tribulação.

Uma gigantesca parte do mundo evangélico defende essa interpretação, outras igrejas ficam do lado do ‘historicismo’, a abordagem teológica que afirma a existência de uma única dispensação, e que o povo de Deus no tempo do fim é apenas um.

“Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” (Gálatas 3:28)

E com isso pregam que o arrebatamento não será secreto, pelo contrário, será visível e glorioso conforme Paulo menciona em 1 Ts 4:16-18 e ocorrerá ao final da tribulação, no momento literal da segunda vinda de Cristo, onde também haverá a ressurreição dos que morreram em Cristo.

Sendo os 2 grupos: mortos justos ressuscitados e vivos salvos, arrebatados de forma visível aos céus.

5 – BATISMO

O batismo começou com João (Lc 3), na Bíblia é dito que há ‘um só batismo’ (Ef. 4:5), no entanto, nas igrejas cristãs existem pelo menos 3 tipos de Batismo, são eles:

1 Aspersão

Como a própria palavra diz, é quando a água é ‘aspergida’ na cabeça do individuo, geralmente, uma criança.

2 Efusão

É quando a água é ‘derramada’ na cabeça da pessoa.

3 Imersão

É quando a pessoa mergulha na água de corpo inteiro, molhando-se completamente.

Acredita-se que Jesus foi batizado dessa forma (Mc 1:9,10), tendo em vista que é o método que mais se assemelha ao simbolismo da ressurreição, citado por Paulo em Romanos:

“Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. (Rm 6:3,4).

Ao entrar na água é como se estivesse morrendo, ao submergir é como estivesse sepultada, e ao emergir, é como se estivesse ressuscitando.
RESUMINDO

Então existem igrejas que batizam crianças, catolicismo é um exemplo, mas há outras. Existem igrejas que batizam por efusão, presbiterianos são um exemplo, e existem igrejas que batizam por imersão, a igreja adventista é um exemplo.

tipos de batismo

Como você acha que deve ser o verdadeiro batismo?

6 – DOM DE LÍNGUAS

As línguas estranhas é um fenômeno religioso moderno nas chamadas ‘igrejas pentecostais’.

Aparece em At 2 como sendo o dom concedido aos apóstolos para pregar o evangelho em outros idiomas, Paulo discorre sobre o papel desse dom na igreja de corinto em 1 Coríntios 14.

Todavia, o avivamento atual do ‘Dom de línguas’ surgiu nos Estados Unidos com um pregador afro-americano chamado ‘William Joseph Seymour’, no que ficou conhecido como ‘Reavivamento da Rua Azusa‘ e dali disseminou-se por toda a América.

Até mesmo na igreja católica existem uma comunidade carismática que pratica o ‘dom de línguas’.

Em muitas igrejas pentecostais esse dom é visto como pré-requisito ou ‘sinal’ do ‘recebimento do Espírito Santo’ onde o crente ‘fala em mistérios’.
As igrejas tradicionais rejeitam totalmente o modelo incompreensível de linguagem usada nesses movimentos, chamado ‘fenômeno da glossolalia’, tendo em vista que pouco se sabe acerca do significado das palavras que são ditas.

Fato é, que em Atos 2, todos os presentes entenderam o que os apóstolos falavam.

Mas essa é mais uma doutrina que divide as igreja evangélicas.

Como isso é visto na sua igreja?

7 – SÁBADO X DOMINGO

A maioria das igrejas evangélicas guarda o domingo, apenas a igreja Adventista, outras pequenas denominações e os Judeus, guardam o sábado.

Muito se fala que estamos no tempo da graça, que a lei passou e que Cristo nos libertou dos mandamentos.

Por isso essa questão do sábado é uma polêmica que volta e meia viceja nos debates evangélicos, inclusive já ocorreu de congregações inteiras de evangélicos guardadores do domingo passarem a guardar o sábado e mudarem a placa da igreja (Veja aqui).

Acreditamos que esse tema do Sábado será de uma polêmica ainda mais intensa no tempo do fim, com um evento previsto para acontecer nos Estados Unidos chamado: ‘decreto dominical’.

CONCLUSÃO

Você acompanhou aqui 7 das principais doutrinas que mais dividem as igrejas evangélicas, o que achou desse tema, deixe sua opinião nos comentários.


FONTE: https://www.maisrelevante.com.br/

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