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Meditação Diária

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MEDITAÇÃO MATINAL 2018

UM DIA INESQUECÍVEIS

DESCRIÇÃO DO LIVRO

Alguns dias marcam a vida para sempre, são as gotas do rio da existência. Se a vida fosse um muro, os dias seriam seus tijolos. Na grande muralha da história humana, muitos bons tijolos foram colocados, enquanto outros, nem tanto. A boa notícia é que você pode extrair preciosas lições espirituais deles e escolher hoje o melhor material para construir seu amanhã com Deus. Aquele cuja vida não se mede em dias. Você vai encontrar neste livro uma forma de olhar para o passado, refletir no presente e transformar seu futuro. Deus ainda realiza maravilhas. Ele é especialista nisso. Hoje pode ser um dia inesquecível.


JANEIRO 2018


NÃO TEMOS UM REI, SENÃO CÉSAR – 16 JANEIRO 2018

Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? Responderam os principais sacerdotes: Não temos rei, senão César! João 19:15

cristianismo surgiu em uma época na qual a Palestina estava sob domínio romano. A Bíblia nos conta que José e Maria viajaram de Nazaré a Belém por causa de um decreto de recenseamento promulgado por César Augusto (Lc 2:1-5), cujo nome verdadeiro era Gaio Otávio (63 a.C.-14 d.C.). Após derrotar Marco Antônio e Cleópatra, Otávio se tornou o primeiro governante de toda a República Romana. Em 16 de janeiro de 27 a.C., o Senado votou novos títulos para ele, que se tornou oficialmente Imperator Caesar Divi Filius Augustus. Entretanto, os historiadores normalmente se referem ao monarca apenas como Augusto.

O imperador romano costumava ser tratado como uma figura divina, a quem eram dedicados templos, altares e sacerdócios. Ele era considerado “deus” ou “filho de deus”. Mas “a questão da divindade absoluta, isto é, da natureza divina, não era muito relevante na antiguidade pagã. Aquilo que era expresso na adoração imperial consistia na divindade relativa, ou seja, no status divino e no poder absoluto que ele desencadeava em relação aos adoradores” (Ittai Gradel).

Durante o julgamento de Jesus, Pilatos fez a pergunta: “Hei de crucificar o vosso rei?” A multidão precisava decidir a quem seria leal. Os principais sacerdotes estavam presentes, e as cerimônias diárias que ministravam prefiguravam o santo sacerdócio de Cristo. Eles deveriam ter sido os primeiros a honrá-Lo e defendê-Lo. Em vez disso, porém, bradaram em blasfêmia: “Não temos rei, senão César!” O Messias foi rejeitado por eles, mas não por Deus.

Jesus foi glorificado por meio de Sua mais profunda humilhação (Jo 12:23, 24). Conforme declara Filipenses 2:9 a 11, “pelo que também Deus O exaltou sobremaneira e Lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai”.

Em contraste com aqueles cuja lealdade se resumia a César, Paulo se referiu ao nosso Senhor Jesus Cristo como “bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores” (1Tm 6:15). João viu o Cordeiro conquistando os reis da terra, “pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis” (Ap 17:14; 19:16).

Que permaneçamos leais a Cristo, apesar de tudo aquilo que as multidões ao nosso redor estejam gritando.


UM MILAGRE NO RIO HUDSON – 15 JANEIRO 2018

Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. Apocalipse 5:12

tarde do dia 15 de janeiro de 2009 parecia igual a outra qualquer no aeroporto de La Guardia, em Nova York. Mas três minutos após a decolagem, uma aeronave da US Airways (voo 1549) se chocou com um bando de gansos canadenses, causando a falha dos dois motores. Era possível ver fogo saindo de ambos. Sem qualquer chance de chegar a alguma pista de aterrissagem próxima, o comandante Chesley B. Sullenberger III decidiu fazer um pouso forçado no rio Hudson. Era um dia frio. Fazia sete graus abaixo de zero. A água congelante começou a entrar no avião, por isso a tripulação evacuou rapidamente os passageiros para as asas da aeronave. Antes de sair, Sullenberger percorreu duas vezes a cabine de passageiros para garantir que ninguém havia ficado para trás.

O processo inteiro de resgate e sobrevivência foi um modelo de trabalho em equipe, liderado por Sullenberger, com o apoio de sua tripulação e da equipe de salvamento em solo. O mais extraordinário é que as 155 pessoas a bordo sobreviveram, e somente duas precisaram passar a noite no hospital. Especialistas classificaram o acontecimento como “um exemplo magnífico de profissionalismo na aviação” (Don Shepperd); “a evacuação mais bem-sucedida da história da aviação” (Kitty Higgins); e “uma conquista heroica e única para a aviação” (Associação de Pilotos e Navegadores Aéreos).

Após ouvir algumas reportagens sobre esse incidente memorável, minha imaginação se voltou para a cruz, na qual Cristo morreu a fim de nos resgatar, e depois prosseguiu para a cena dos remidos no Céu, louvando-O por Sua graça salvadora. Apocalipse 5 nos dá vislumbres extraordinários da adoração celestial ao Cordeiro, revelando qual será o tom do louvor ao longo da eternidade.

Ao chegar ao Céu, Adão “olha em redor de si e contempla uma multidão de sua família resgatada, no Paraíso de Deus. Lança então sua brilhante coroa aos pés de Jesus e, caindo a Seu peito, abraça o Redentor. Dedilha a harpa de ouro, e pelas abóbadas do céu ecoa o cântico triunfante: ‘Digno, digno, digno, é o Cordeiro que foi morto, e reviveu!’ A família de Adão associa-se ao cântico e lança as suas coroas aos pés do Salvador, inclinando-se perante Ele em adoração” (O Grande Conflito, p. 648).

Minha oração é que você e eu estejamos lá nessa ocasião gloriosa!


VIDA DE SERVIÇO – 14 JANEIRO 2018

Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por Minha causa e pelo evangelho, a salvará. Marcos 8:35, NVI

Há muito mais declarações retóricas acerca de serviço altruísta do que exemplos práticos que o ilustrem na vida real. Um dos exemplos de ser humano corajoso que realmente praticou aquilo que ensinava foi Albert Schweitzer (1875-1965). Ele nasceu em 14 de janeiro de 1875, na província alemã de Alsácia-Lorena, e se tornou um renomado teólogo, músico, filósofo e médico. A enfermeira holandesa Maria J. Lagendijk disse: “Ele foi um verdadeiro alsaciano. Tinha o charme de um francês e a firmeza de um alemão.”

Em 1904, Schweitzer leu um artigo sobre a necessidade de médicos na colônia francesa do Gabão, na África equatorial. Para espanto de todos, abriu mão de sua brilhante carreira como professor na Universidade de Estrasburgo e se matriculou no curso de Medicina. Em 1913, ele e a esposa foram a Lambarene, onde construíram uma clínica na selva. Posteriormente, explicou: “Por anos, eu me doei por meio de palavras e foi com alegria que cumpri o chamado de professor de Teologia e pregador. No entanto, por meio dessa nova forma de atividade, eu não me veria mais como alguém que fala sobre a religião do amor, mas que realmente a coloca em prática.”

Em 10 de dezembro de 1953, o doutor Schweitzer recebeu o Nobel da Paz do ano anterior. Mesmo assim, ele voltou à África e usou o dinheiro do prêmio para investir em seu hospital para leprosos em Lambarene. Pouco antes de morrer, sua esposa lhe perguntou por quanto tempo planejava permanecer na África, ao que respondeu: “Enquanto eu tiver fôlego.” Ao comentar sobre uma vida feliz, declarou: “O sucesso não é a chave para a felicidade. A felicidade é a chave para o sucesso. Se você ama aquilo que faz, será um sucesso.” E mais: “Felicidade nada mais é do que uma boa saúde e uma péssima memória.”

Acerca do serviço altruísta, Schweitzer acrescentou: “O propósito da vida humana é servir e demonstrar compaixão e o desejo de ajudar os outros.” “A vida é mais difícil quando vivemos pelos outros; mas, ao mesmo tempo, torna-se mais rica e feliz.” “O exemplo não é o elemento principal para influenciar os outros; é o único.” “As únicas coisas importantes quando partirmos serão os traços de amor que deixarmos para trás.” Reflita nessas declarações e em como elas podem influenciar sua vida.


GUERRA TOTAL – 13 JANEIRO 2018

Pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. Efésios 6:12, NVI

Somente aqueles que se envolveram em uma guerra são capazes de avaliar sua brutalidade e seu horror. Durante a Segunda Guerra Mundial, o exército alemão usou uma técnica militar chamada Blitzkrieg(“guerra-relâmpago”), tática devastadora baseada na velocidade e na surpresa. Em 13 de janeiro de 1943, Adolf Hitler declarou guerra total. Ele estava disposto a fazer qualquer sacrifício de vidas e outros recursos a fim de conquistar a vitória completa. Ao substituir os operários nas fábricas por trabalhadoras, conseguiu levar cerca de 500 mil homens para o exército. Tamanha mobilização só pôde ser superada pelos Aliados ao custo de milhões de vidas, nas batalhas mais terríveis travadas na Europa.

A Bíblia nos conta que também estamos em guerra contra as forças espirituais do mal (Ef 6:12), e que o diabo está cheio “de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap 12:12). Esse conflito abrange todas as dimensões de nossa vida e todos os momentos de nosso tempo. Ellen White explica: “Pudesse nossa visão espiritual ser ativada, e veríamos […] anjos voando velozes em auxílio desses tentados, forçando a retroceder as legiões do mal que os sitiavam, e colocando seus pés sobre firme plataforma. As batalhas entre os dois exércitos são tão reais como as travadas pelos exércitos deste mundo, e do resultado do conflito espiritual dependem destinos eternos” (Profetas e Reis, p. 176).

No entanto, como podemos obter vitória sobre as forças do mal? O estrategista militar chinês Sun Tzu (544-496 a.C.) afirmou: “Toda batalha é ganha antes mesmo de ser travada.” Em outras palavras, não há vitória sem um completo preparo anterior. Por esse motivo, o apóstolo Paulo descreveu em Efésios 6:10 a 20 qual é a armadura completa do soldado cristão vitorioso. Lembre-se de que, nessa batalha cósmica, “ninguém, sem oração, se encontra livre de perigo durante um dia ou uma hora que seja” (O Grande Conflito, p. 530). Além disso, “não estamos seguros por uma hora sequer enquanto deixamos de prestar obediência à Palavra de Deus” (Fundamentos da Educação Cristã, p. 537).

Para aqueles que entregam a vida incondicionalmente ao Senhor, permanece a promessa de que “mais fácil seria enviar Ele todos os anjos do Céu para protegerem Seu povo, do que deixar a alma que Nele confia ser vencida por Satanás” (O Grande Conflito, p. 560).

Que essa seja nossa certeza!


A PALAVRA TRANSFORMADORA DE DEUS – 12 JANEIRO 2018

Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. Salmo 51:10

palavra de Deus tem um extraordinário poder criador e recriador. As Escrituras nos contam que, por ordem divina, o Universo veio a existir (Hb 11:3). De fato, Deus “falou, e tudo se fez” (Sl 33:9). Entretanto, o mesmo poder extraordinário também está presente na palavra escrita de Deus, a Bíblia.

Em 12 de janeiro de 2013 a produtora JWM, de Takoma Park, próximo a Washington, DC, lançou um documentário para televisão intitulado 101 Objects that Changed the World (101 Objetos Que Mudaram o Mundo). Transmitido pelo History Channel, a produção citou a Bíblia no topo dos objetos que mais mudaram o mundo e, consequentemente, a vida das pessoas! Um exemplo clássico de uma mudança assim é a conversão de Agostinho.

Agostinho de Hipona (354-430) se tornou um dos mais influentes teólogos e filósofos da história do cristianismo. Durante a juventude, ele era escravo da luxúria. Contudo, sua vida mudou completamente depois que leu Romanos 13:13 e 14: “Comportemo-nos com decência, como quem age à luz do dia, não em orgias e bebedeiras, não em imoralidade sexual e depravação, não em desavença e inveja. Ao contrário, revistam-se do Senhor Jesus Cristo, e não fiquem premeditando como satisfazer os desejos da carne” (NVI).

A conversão traz paz e estabilidade à nossa vida. Em Confissões (1.1.1), Agostinho orou: “Pois Tu [ó Senhor] nos criaste para Ti mesmo, e inquieto está nosso coração até encontrar descanso em Ti.” Ellen White acrescentou: “A entrega de todas as faculdades a Deus simplifica grandemente o problema da vida. Enfraquece e abrevia milhares de lutas com as paixões do coração natural” (Mensagens aos Jovens, p. 30).

Nosso relacionamento com Deus não consiste apenas em uma experiência mística que pode ser mantida sem conexão com a Bíblia. Assim como Jesus Cristo é a Palavra de Deus encarnada (Jo 1:14), a Bíblia é a Palavra de Deus escrita (Jo 5:39), e ambas estão em harmonia perfeita uma com a outra. Logo, a fé salvadora não corresponde a uma emoção ingênua e sem fundamentos. Trata-se de um relacionamento pessoal com Cristo, firmemente fundamentado em Sua Palavra. Separemos um tempo especial todos os dias para estudar a Bíblia, aprender seus ensinos maravilhosos e sentir seu extraordinário poder transformador em nossa vida.


GRATIDÃO – 11 JANEIRO 2018

Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. 1 Tessalonicenses 5:18

vida se torna muito mais significativa e atraente quando adornada pelo belo manto da gratidão. Conforme afirmou William Arthur Ward, “a gratidão é capaz de transformar dias comuns em ações de graças, tarefas rotineiras em alegrias, oportunidades comuns em bênçãos.” Os ventos da competição, do excesso de demandas e da crítica têm tornado nosso mundo um lugar frio para se viver. No entanto, palavras de apreço e reconhecimento podem aquecer o ambiente e fazer uma enorme diferença àqueles que nos rodeiam. Mantenha em mente, porém, que a gratidão na vida é como uma flor que só desabrocha quando não esperamos nada em troca e apreciamos tudo.

Hoje, 11 de janeiro, é o Dia Internacional do Obrigado, que não deve ser confundido com o Dia de Ação de Graças, comemorado nos Estados Unidos, no Canadá e em alguns outros países toda quarta quinta-feira de novembro. O começo dessa celebração é incerto. Alguns sugerem que as empresas fabricantes de cartões promoveram essa data especial a fim de aumentar as vendas. Apesar da origem, essa é uma boa oportunidade para refletir sobre esse importante assunto.

Existem pelo menos três níveis de gratidão. O primeiro e mais superficial é o nível retórico, no qual alguém diz formalmente “muito obrigado”, sem necessariamente estar agradecido de coração. O segundo e mais profundo é o nível sincero, no qual a pessoa sente e demonstra gratidão por presentes e atos. O terceiro e mais significativo é o nível do estilo de vida, no qual o indivíduo é continuamente grato, mesmo por detalhes ínfimos do dia a dia. O apóstolo Paulo diz que devemos dar graças “em tudo […] porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus” (1Ts 5:18).

Com muita frequência, reservamos nossas palavras de apreço para o momento em que aqueles que merecem ouvi-las não estão mais em nosso meio. Como hoje é o Dia do Obrigado, quero expressar minha gratidão por você ter paciência comigo e ler estes devocionais de minha autoria. Mas também gostaria de encorajá-lo a enviar uma mensagem de agradecimento a uma pessoa especial que fez a diferença em sua vida e talvez ainda o apoie. Suas palavras de apreço podem iluminar o caminho daqueles que o amam e cuidam de você. Seja agradecido hoje e todos os dias!


ATRAVESSANDO O RIO – 10 JANEIRO 2018

Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós. Josué 3:5

rio Rubicão, no norte da Itália, marcava a fronteira entre a província romana da Gália Cisalpina e a Itália em si, que era controlada diretamente por Roma. Nenhum general das províncias romanas tinha permissão de adentrar o país como chefe de suas tropas. Fazer isso era considerado crime capital. Entretanto, em 10 de janeiro de 49 a.C., Júlio César atravessou inten-

cionalmente o Rubicão com sua legião, dando início a uma guerra civil. Pompeu e muitos outros membros do Senado fugiram de Roma com medo. A expressão “atravessar o Rubicão” foi derivada desse episódio e se refere a tomar uma decisão difícil, da qual não há volta.

Muitos séculos antes, os israelitas também chegaram às margens de um rio – o Jordão – e precisavam cruzá-lo para alcançar a terra prometida. Era a época do ano na qual o rio estava transbordando “sobre todas as suas ribanceiras” (Js 3:15). Não havia pontes nem barcos disponíveis. O único elemento capaz de sustentá-los naquele momento crucial era a fé na palavra infalível de Deus. “Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós” (Js 3:5). Deus abriu as águas do rio, e os israelitas o atravessaram em terra seca.

A travessia do Jordão inspirou numerosos sermões e muitas músicas. Esse acontecimento dramático demonstra que Deus é capaz de resolver até nossos problemas mais insolúveis. Assim como no caso dos israelitas, também necessitamos confiar em Deus, nos consagrar a Ele e então permitir que o Senhor realize Seus planos em nossa vida. A fé é uma condição básica para que Jesus possa agir com eficácia em nós, conforme Ele disse a Marta: “Não te disse Eu que, se creres, verás a glória de Deus?” (Jo 11:40).

Outros autores já destacaram o paralelo entre a jornada dos israelitas na travessia do Jordão em direção à terra de Canaã e a viagem final dos santos saindo deste mundo para o Monte Sião celestial (Ap 14:1). “Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede. Não os afligirá o Sol, nem qualquer calor abrasador, pois o Cordeiro que está no centro do trono será o seu Pastor; Ele os guiará às fontes de água viva. E Deus enxugará dos seus olhos toda lágrima” (Ap 7:16, 17, NVI). Você e eu precisamos estar lá também!


EDUCAR PARA SALVAR – 09 JANEIRO 2018

E a vida eterna é esta: que te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. João 17:3

Evangelismo e educação andam de mãos dadas. Por meio do evangelismo, alcançamos todos os segmentos sociais. Por meio da educação, moldamos as novas gerações. Ao olhar para o mapa-múndi, podemos afirmar que a Igreja Adventista é forte e saudável nos lugares em que essas duas vertentes da Obra vão bem. Isso significa que o lugar certo para as crianças adventistas estudarem é nas escolas denominacionais. Entretanto, e se os membros da igreja não valorizarem mais a educação confessional?

Em 9 de janeiro de 1894, Ellen White declarou: “Quando os que atingiram a idade da juventude e da varonilidade não veem diferença alguma entre nossas escolas e os colégios do mundo, e não têm preferência no tocante a qual deles irão frequentar, embora o erro seja ensinado por preceito e exemplo nas escolas do mundo, é então necessário examinar acuradamente as razões que conduzem à semelhante conclusão. Nossas instituições de ensino podem pender para a conformidade mundana. Podem avançar passo a passo em direção ao mundo; são, porém, prisioneiros de esperança, e Deus as corrigirá e iluminará, trazendo-as de volta à sua honrada posição de separação do mundo. Estou observando com intenso interesse, esperando ver nossas escolas completamente imbuídas do espírito de religião pura e sem mácula” (Fundamentos da Educação Cristã, p. 290).

Exatamente um ano depois, em 9 de janeiro de 1895, Ellen White acrescentou: “O fim de toda educação verdadeira é expresso nas palavras de Cristo: ‘E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste’ (Jo 17:3)” (Man. 40, 1895). Contudo, a espiritualidade nunca deve ser usada como desculpa para um fraco desempenho acadêmico, e a excelência acadêmica não substitui o compromisso espiritual. Ambos se complementam. Se nossas escolas estão perdendo a identidade espiritual, chegou a hora de resgatá-la, para que possam entrar em sintonia com o motivo de sua existência.

Como igreja e famílias, precisamos unir esforços para apoiar a educação adventista, elevando o nível espiritual e acadêmico de nossas instituições de ensino e incentivando todas as famílias a colocarem os filhos em nossos colégios. Critiquemos menos e façamos mais pelas futuras gerações de adventistas. Nossos alunos devem ser cuidadosamente preparados para esta vida e para a eternidade!


TRADIÇÕES – 08 JANEIRO 2018

Assim, por causa da sua tradição, vocês anulam a palavra de Deus. Mateus 15:6, NVI

Ao longo dos séculos, várias tradições sem base bíblica foram defendidas pela igreja como verdades absolutas das Escrituras. Essas posturas dogmáticas distorceram diversos ensinamentos bíblicos, inibindo a compreensão da verdade e confundindo fé com credulidade. Isso se tornou evidente na posição adotada pela Igreja Católica Romana nos debates entre geocentrismo (Terra no centro) e heliocentrismo (Sol no centro), nos séculos 16 e 17.

Os gregos antigos acreditavam que a Terra era o centro do sistema solar e, com o tempo, esse ponto de vista se tornou predominante. Em contraste, o astrônomo polonês Nicolau Copérnico sugeriu que, na verdade, o Sol era o centro. Em 1632, o modelo heliocêntrico recebeu ainda mais endosso com o livro Diálogo sobre os Dois Máximos Sistemas do Mundo, escrito pelo astrônomo e físico italiano Galileu Galilei (1564-1642). Apesar de suas contribuições científicas extraordinárias, Galileu foi punido por heresia pela Igreja Católica Romana.

Em 22 de junho de 1633, o astrônomo, aos 70 anos, compareceu diante da Inquisição, em Roma, usando a camisa branca de um penitente. Ele foi declarado “veementemente suspeito de heresia, a saber, de ter acreditado na doutrina e propagado a crença falsa e contrária às Escrituras Sagradas e divinas de que o Sol é o centro do mundo e não se movimenta do Leste para o Oeste, mas que a Terra se move e não é o centro do mundo”. Seu livro foi queimado, e Galileu foi colocado em regime de prisão domiciliar até sua morte, no dia 8 de janeiro de 1642.

As pessoas argumentam que a Bíblia ensina o modelo geocêntrico. Por exemplo, Davi se refere ao Sol como “um noivo que sai de seu aposento […]. Sai de uma extremidade dos céus e faz o seu trajeto até a outra; nada escapa ao seu calor” (Sl 19:5, 6, NVI). Salomão acrescentou: “O sol se levanta e o sol se põe, e depressa volta ao lugar de onde se levanta” (Ec 1:5, NVI). Essas declarações subentendem que a Terra é o centro do sistema solar? Não necessariamente.

As Escrituras não usam linguagem científica. Até hoje falamos sobre o “nascer” e o “pôr” do sol, sem defender o modelo geocêntrico. Por que deveríamos esperar que elas usassem linguagem científica se nem nós mesmos a empregamos em nossas conversas cotidianas? Devemos evitar extrair da Bíblia sentidos não explícitos, acrescentando-lhe conceitos e teorias modernas.


NIKOLA TESLA – 07 JANEIRO 2018

Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir? Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele, dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar. Lucas 14:28-30

Muitos projetos fracassam quando se permite que a criatividade e o idealismo passem por cima do planejamento e do orçamento. Um provérbio egípcio diz: “Estique as pernas de acordo com o tamanho da sua coberta.” De modo semelhante, um provérbio italiano declara: “Não estique o braço mais do que alcança a manga de sua blusa.” Esses provérbios não têm a intenção de reprimir sonhos e ambições, mas pretendem nos alertar a viver de acordo com nossos meios e a não sonhar com coisas que não temos condições de alcançar.

Nikola Tesla (1856-1943) foi um talentoso inventor, engenheiro, físico e futurista. Nascido no Império Austríaco, no território atual da Croácia, ele imigrou para os Estados Unidos em 1884, a fim de trabalhar com Thomas Edison. Com o auxílio de patrocinadores, logo criou os próprios laboratórios e companhias, a fim de desenvolver uma série de aparelhos elétricos. Sua mente brilhante “inventou, projetou ou contribuiu com o desenvolvimento de centenas de tecnologias que desempenham um importante papel em nossa vida diária – como o controle remoto, lâmpadas de neon e fluorescentes, transmissão sem fio, computadores, smartphones, raios laser, raios X e, é claro, a corrente alternada, a base para o sistema elétrico da atualidade” (Marissa Newhall).

Em 1901, ajudado por investidores, Tesla começou a construir um laboratório com uma usina elétrica e uma torre capaz de transmitir eletricidade e sinais sem fio, gratuitamente, para o mundo inteiro. Preocupados com a falta de lucro do projeto, aos poucos, os patrocinadores foram retirando o apoio financeiro. Para piorar, em 1917, o governo dos Estados Unidos demoliu a torre inacabada com medo de que espiões alemães a usassem para interceptar mensagens durante a Primeira Guerra Mundial. O grande inventor viveu seus últimos anos em isolamento social e pobreza. Morreu em 7 de janeiro de 1943, em um modesto quarto de hotel na cidade de Nova York.

Conforme alguém disse: “A distância entre seus sonhos e a realidade se chama ação.” Portanto, seja idealista e sonhe grandes coisas que possam ser conquistadas; trace projetos que não venham a cair; e viva dentro do seu orçamento, mesmo que isso signifique viver com simplicidade.


UMA LÁGRIMA DE ÓRFÃOS – 06 JANEIRO 2018

A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo. Tiago 1:27

revista Life de 23 de julho de 1951 publicou um artigo escrito por Michael Rougier intitulado “O Garotinho Que Não Sorria”. Trata-se da tocante história de Kang Koo Ri, um menino de cinco anos que morava com os pais e o irmão mais velho em uma casinha que ficava cerca de 25 quilômetros ao norte de Seul. Durante a Guerra da Coreia, a vila na qual viviam foi destruída, e um pelotão chegou para resgatar os civis que ainda estavam vivos. Na casa de Kang, eles chamaram para ver se havia sobreviventes, mas não receberam resposta. Ao procurar com mais cuidado, um dos soldados viu o garotinho acocorado contra a parede em um cantinho distante, com os olhos arregalados. No outro canto, identificou o corpo de uma mulher deitado em um colchão de palha, com vermes e moscas. Ficou claro que a mãe de Kang estava morta havia muitos dias. Não havia sinal nem do irmão mais velho, nem do pai da criança.

A narrativa continua: “Enquanto era levado embora, Kang levantou um braço na direção da casa. Lágrimas corriam por suas bochechas, e seu corpo chacoalhava em espasmos. Os soldados norte-americanos acharam que ele estava tentando dizer alguma coisa, mas não saía som nenhum. Ao longo de todo o caminho, chorou sem parar, com lágrimas escorrendo dos olhos, mas sem som algum sair de sua garganta.” Quando o menino chegou ao posto de comando do regimento, o capelão percebeu que ele não passava “de um monte de pequenos ossos, ligados só Deus sabe pelo quê”. No orfanato, não tinha força emocional para se socializar. “Assustado e emudecido, ele dava as costas para as outras crianças e se afastava, com os olhos cheios de lágrimas. Ele ficava ali, com uma mão torcendo o polegar da outra, as pernas ligeiramente encurvadas e os olhos voltados para o chão.” O tempo passava, mas o garoto continuava a pedir que o levassem de volta para seu irmão.

Kang é apenas mais um exemplo dos muitos milhares de órfãos de guerra que sofrem com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Por iniciativa da organização francesa SOS Enfants En Détresse [SOS Crianças em Aflição], o dia 6 de janeiro foi escolhido como o Dia Mundial dos Órfãos de Guerra. De acordo com Tiago 1:27, é nosso dever sagrado cuidar das pessoas solitárias que não têm ninguém mais para zelar por elas. Elas necessitam ver em nós um reflexo do amor divino em um mundo a perecer.


SABEDORIA EM VEZ DE RIQUEZA – 05 JANEIRO 2018

Naquela mesma noite, apareceu Deus a Salomão e lhe disse: Pede-me o que queres que Eu te dê. […] Dá-me, pois, agora, sabedoria e conhecimento. 2 Crônicas 1:7, 10

Como alguém pode ser, ao mesmo tempo, uma pessoa dedicada à ciência e um homem de Deus? Esse foi o caso do afro-americano George Washington Carver (c. 1864-1943). De origem humilde, ele construiu uma carreira bem-sucedida como botânico e inventor. Seu costume era começar o dia com uma oração, pedindo a Deus que lhe revelasse os mistérios sobre as plantas. Conta-se que, certa vez, Carver orou: “Senhor Criador, mostra-me os segredos do Teu Universo”. Ao que Deus respondeu: “Homenzinho, você não é grande o bastante para conhecer os segredos do Meu Universo, mas Eu lhe mostrarei os segredos do amendoim.”

Carver descobriu mais de 300 usos para o amendoim, incluindo vários tipos de comidas, óleo, tinta de pintura e de caneta, sabão, xampu, creme facial e plástico. Também encontrou mais de cem produtos extraídos da batata-doce, incluindo farinha, amido e borracha sintética. Por ser um especialista de renome mundial nas áreas de botânica e agricultura, Mahatma Gandhi e Joseph Stalin procuraram seus conselhos. Thomas Edison e Henry Ford o convidaram a trabalhar para eles. Entretanto, o cientista preferiu permanecer no próprio laboratório, que ele chamava de “pequena oficina de Deus”, e dali ajudar outras pessoas.

Ele poderia ter juntado uma riqueza considerável ao patentear suas descobertas, mas decidiu deixá-las sem patente, para que os pobres pudessem fabricar os produtos descobertos por meio de seu trabalho sem precisar pagar por isso. Carver morreu em 5 de janeiro de 1943, deixando-nos um exemplo de serviço altruísta. O epitáfio de sua sepultura no campus da Universidade Tuskegee diz: “Ele poderia ter acrescentado fortuna à sua fama, mas, sem se importar com nada disso, encontrou felicidade e honra em ser útil ao mundo.”

Qual é a motivação de nossa vida? O mesmo rei Salomão, que pediu a Deus que lhe concedesse “sabedoria e conhecimento” (2Cr 1:7-10), também declarou que “mais vale o bom nome do que as muitas riquezas” (Pv 22:1). Os exemplos de altruísmo do bom samaritano (Lc 10:25-37), de Dorcas (At 9:36-39) e de George Washington Carver não deveriam permanecer apenas como monumentos do passado para ser admirados. Em vez disso, devem nos motivar a superar nossas tendências egocêntricas e a viver de maneira altruísta para o bem da humanidade.

Pela graça de Deus, você também pode fazer a diferença!


CIÊNCIA E RELIGIÃO – 04 JANEIRO 2018

Ele estende os céus do norte sobre o espaço vazio; suspende a terra sobre o nada. Jó 26:7, NVI

Muitos cientistas contemporâneos argumentam que é impossível crer em Deus e ser um profissional sério. Entretanto, vários pesquisadores que ajudaram a lançar as bases da ciência moderna eram criacionistas. Um exemplo clássico é Isaac Newton, nascido em Woolsthorpe, Inglaterra, no dia 4 de janeiro de 1643. Considerado por muitos o cientista mais influente de todos os tempos, ele ajudou a desenvolver conceitos sobre física, astronomia, matemática e ciências naturais. Além disso, é extremamente conhecido pela Lei da Gravitação Universal, pelas Três Leis do Movimento e por seus estudos sobre a refração da luz.

Em 1676, Newton confessou: “Se consegui ver além dos outros, é por estar de pé sobre os ombros de gigantes.” Posteriormente, acrescentou: “Não sei como pareço para o mundo; mas, para mim, sou apenas como um menino brincando na praia e me divertindo de vez em quando, ao encontrar uma pedra mais lisa ou uma concha mais bonita do que de costume, enquanto o grande oceano da verdade permanece intocado à minha frente.”

Contrariando pesquisadores modernos que acreditam que a ciência tem a palavra final sobre a origem e a complexidade do Universo, Newton afirmou: “A gravidade consegue explicar o movimento dos planetas, mas não explica o que colocou os planetas em movimento.” E mais: “A gravidade pode colocar os planetas em movimento, mas, sem o poder divino, ela nunca seria capaz de colocá-los em uma órbita tão circular quanto a que têm em volta do Sol. Logo, por esse e outros motivos, sou compelido a atribuir a estrutura desse sistema a um Ser inteligente.”

Ciente das limitações da ciência e da razão humana, Newton nunca perdeu de vista a confiança em Deus como Criador e “Governante Universal”. Ele inclusive escreveu mais sobre religião do que sobre ciência. Em 1733, sua célebre obra As Profecias de Daniel e o Apocalipse foi publicada postumamente, em Londres.

Para o célebre cientista, “a oposição à fé em Deus é ateísmo em profissão e idolatria na prática”. Em outras palavras, não existe ateísmo de verdade, somente uma transferência de adoração. Aqueles que não adoram a Deus acabam adorando a si mesmos ou criando os próprios deuses preferidos, a despeito de quem ou do que eles sejam.


FOLHAS DE OUTONO – 03 JANEIRO 2018

Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra. Atos 1:8

As florestas podem ser classificadas de diferentes maneiras e com base em variadas perspectivas. Por exemplo, por latitude, os três principais tipos de florestas são: tropical, temperada e boreal. Da perspectiva de como suas folhas reagem às mudanças de estação, existem as florestas perenes e as decíduas. Enquanto a primeira consiste total ou principalmente de árvores que mantêm a folhagem verde ao longo do ano inteiro, a última é dominada por árvores de folhas que caem todos os anos.

Ellen White extraiu lições espirituais dessa segunda classificação. As florestas perenes exemplificam o compromisso que deveríamos ter com Deus e Sua Palavra. Ela afirmou: “No verão, nenhuma diferença se nota entre os ciprestes e as outras árvores; mas, ao soprarem as rajadas hibernais, aqueles permanecem inalteráveis, enquanto estas perdem a folhagem. Assim, aquele que, com coração falso, professa a religião pode agora não se diferençar do cristão verdadeiro; está, porém, justamente diante de nós o tempo [de intolerância religiosa] em que a diferença aparecerá” (O Grande Conflito, p. 602).

Em contraste, as árvores decíduas ilustram a disseminação da literatura adventista ao redor do mundo. Em 3 de janeiro de 1875, quando a Igreja Adventista do Sétimo Dia tinha apenas uma editora, em Battle Creek, Ellen White contemplou, em visão, “prelos em outros países, publicando a mensagem em muitas línguas, e ela era espalhada como folhas de outono” (Arthur L. White, “The Vision of January 3, 1875”). Anos depois, ela visitou Basileia, na Suíça, e Oslo, na Noruega, e reconheceu que as pequenas editoras recém-inauguradas naqueles lugares faziam parte das que havia contemplado em visão. Teve ainda uma experiência semelhante na década de 1890, quando conheceu a Editora Echo, na Austrália.

Recebemos a instrução de que as publicações adventistas “devem ser multiplicadas e espalhadas como folhas de outono. Esses mensageiros silenciosos estão iluminando e modelando a mente de milhares em todo país e em toda região” (O Colportor Evangelista, p. 5).

Da mesma maneira que as florestas temperadas decíduas cobrem todo o chão com suas folhas durante as estações de outono e inverno, devemos ajudar a cobrir o mundo inteiro com a mensagem divina para este tempo.


VISÃO OBSCURA – 02 JANEIRO 2018

Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido. 1 Coríntios 13:12

As fotografias perpetuam nossas lembranças mais preciosas. Elas dão vida ao passado, asas à nossa imaginação e tocam nossos sentimentos mais profundos. Aliás, “um retrato não se faz dentro da câmera, mas ao redor dela” (Edward Steichen). E mais: “Uma verdadeira fotografia não precisa ser explicada, nem pode ser contida em palavras” (Ansel Adams). Atualmente, quase todos os seres humanos têm a pretensão de ser fotógrafos, compartilhando suas imagens nas redes sociais. Entretanto, nem sempre foi assim.

Em 1826 ou 1827, o inventor francês Nicéphore Niépce tirou a mais antiga fotografia de uma cena do mundo real da qual se tem notícia. No dia 2 de janeiro de 1839, outro francês, Louis Daguerre, tirou o primeiro retrato da lua. Infelizmente, dois meses depois, um incêndio destruiu seu laboratório, incluindo a foto. Essas primeiras fotografias eram em preto e branco, retratando apenas uma visão obscurecida da realidade. Não conseguiam reproduzir toda a beleza das pessoas e cenas fotografadas. A partir de então, a fotografia passou por diversas etapas de desenvolvimento, usando placas metálicas, filmes plásticos, papéis de polaroide, com diferentes substâncias químicas para capturar os efeitos da luz.

Apesar da aura que envolve a fotografia, nem mesmo as imagens digitais mais modernas são capazes de retratar toda a paisagem e a majestade dos lugares mais belos que você já visitou. Sem sentimento em si mesmas, são apenas imagens que evocam lembranças. O retrato de um pôr do sol é apenas uma imagem do sol se pondo. No entanto, há muito mais no pôr do sol do que na fotografia. De igual modo, o Apocalipse nos apresenta apenas um retrato obscurecido e vago do reino celestial, longe de representar sua glória e majestade plenas (1Co 13:12).

Enquanto ainda nos encontramos neste mundo, devemos nos lembrar das reflexivas palavras de Ziad K. Abdelnour: “A vida é como uma câmera. Foque no que é importante, capture bons momentos, desenvolva a vida a partir de negativos. E, se as coisas não derem certo, tire outra foto.”

Quando Deus nos tirar daqui para nos levar ao Céu, do tempo para a eternidade, então todas as melhores fotografias desta vida perderão seu significado. Contemplaremos “a Sua face” e Ele nos dará Sua luz (Ap 22:4, 5). Na presença do Senhor, encontraremos a expressão mais plena de nossa existência!


UMA PORTA ABERTA – 01 JANEIRO 2018

Conheço as tuas obras – eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar – que tens pouca força, entretanto, guardaste a Minha palavra e não negaste o Meu nome. Apocalipse 3:8

Cada “novo ano” traz consigo novas expectativas e desafios. Mas quando o dia 1o de janeiro foi escolhido para ser o dia de ano-novo? Devemos aos antigos romanos essa ideia. Por razões políticas e militares, em 153 a.C., o Senado romano definiu que 1o de janeiro seria o início do novo ano. A despeito de algumas divergências, o dia foi mantido tanto no calendário juliano, aceito em 46 a.C., quanto no gregoriano, adotado, a princípio, em 1582, pela maioria dos países católicos e, posteriormente, por outras nações também.

Alguns autores argumentam que o nome “janeiro” (do latim Ianuarius) deriva do termo latino para “porta” (ianua), pois janeiro é a porta do ano. No entanto, a maioria dos historiadores associa a palavra a Janus, o deus romano das portas e portões, dos inícios e transições. Por ter dois rostos, seria capaz de contemplar o passado atrás de si, ao mesmo tempo em que olharia para o futuro. De todo modo, as duas interpretações possíveis expressam a noção de uma abertura para o futuro.

Em contraste com esse antigo deus romano, Jesus Cristo Se apresenta a nós como o “caminho” (Jo 14:6), “o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim” (Ap 22:13), e Aquele que pôs diante de nós “uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar” (Ap 3:8). Em Sua graça, Ele abriu para nós o caminho de acesso a um novo conjunto de 365 segmentos temporais que chamamos de “dias”.

Estamos apenas começando nossa jornada neste novo ano, e cada dia é um recomeço. Entretanto, não estamos sozinhos. Em Mateus 28:20, Cristo nos prometeu: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”; ou, como se encontra na paráfrase A Mensagem: “Eu estarei com vocês […] dia após dia após dia, até o fim dos tempos”. Isso quer dizer que Ele estará ao nosso lado em nossos dias ensolarados, mas também nos dias nublados e chuvosos.

Mantenha na lembrança que a vida é apenas uma sucessão de dias, e cada um deles é sua vida em miniatura. Você será exatamente quem é hoje, a menos que ocorra uma mudança. Se essa mudança for necessária, por que não começar agora? Dê o melhor da sua vida por Deus e pela humanidade que necessita de salvação. Com o Senhor, este pode ser o melhor ano de sua vida. Feliz ano-novo!

 

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