A experiência da Páscoa

Um relato que fala da realidade da Páscoa, como a celebração de Jesus Cristo vivo que pode mudar a forma de se ver a vida.  A tumba vazia fala muito para quem crê em um Deus vivo e atuante.

Crônica inspirada no relato dos evangelhos e no livro de Ellen White, intitulado O Desejado de Todas as Nações.

O sol escaldante daquele primeiro dia da semana deixava o trabalho da guarda naturalmente mais pesado. Sair pelas ruas empoeiradas de Jerusalém e arredores era comum, embora cansativo. Normalmente, eu mantinha a frieza peculiar ao lidar com os moradores locais, pois o distanciamento entre a figura militar romana e a população em geral implicava em segurança.

A monótona e previsível rotina da atividade de um soldado comum, no entanto, sofreu abrupta interrupção. O dia prometia ser diferente. Um colega subitamente surpreendeu ao demonstrar emoções caracterizadas por um misto de choro e espanto. Aproximou-se, olhou diretamente para mim e começou a falar de um corpo que havia sumido. E foi além. Comentou sobre a pedra removida do sepulcro. Mencionou a respeito de homens com vestes brancas, de um terremoto e pessoas voltando à vida de uma forma sobrenatural. E de uma luz tão forte que cegava, mas atraía ao mesmo tempo.

Uma luz

Tentei entender melhor do que se tratava, mas ele saiu. Foi chamado para dar explicações às autoridades religiosas e políticas. Permaneci um tanto inerte com fortes impressões, especialmente por conta do relato de pessoas ressuscitadas. E aquela luz? O que poderia ser isso?

Na mente de um soldado romano, certas coisas simplesmente não faziam sentido. Fiquei perturbado e resolvi tentar descobrir mais sobre esse turbilhão de fatos. Fui às ruas e entendi que gente simples havia conhecido Jesus Cristo. Ele, que havia ensinado e curado por alguns anos na região da Judeia, Galileia e arredores, acabara condenado à crucifixão. Alguém diferente e que produzira na mente de pessoas, com quem eu falei, uma profunda transformação. Não saíra da mente de muitas pessoas a imagem de Jesus Cristo como alguém especial, um que encarnava o amor e a paz. Uma impressão inigualável. Talvez equivalente à luz ofuscante vista pelo colega soldado na tumba?

O testemunho

Alguns me disseram que, naquele domingo, tinham visto gente que antes estava morta, voltar a viver. Mas e o corpo do tal Jesus Cristo? Estava desaparecido, garantiram pessoas que sequer tinham sido seguidores seus, mas que conheciam seus discípulos mais próximos. Esses discípulos, imaginei, estavam radiantes em uma hora como esse se o seu mestre realmente estivesse vivo.

Voltei a encontrar, pouco tempo depois, o soldado que tinha montado guarda no sepulcro durante a noite de sábado, lá na tumba de Jesus Cristo. Estava um pouco menos abalado, contudo resoluto em sua narrativa do que havia testemunhado. Dessa vez, foi enfático; assegurou que tinha visto a Deus em sua frente! A vida daquele homem mudara definitivamente. Reforçou que nunca mais seria o mesmo. E realmente seu semblante havia se modificado. Estava iluminado. Lembrei de novo da luz! Do sepulcro vazio! Um homem comum reconhecendo alguém maior do que ele!

A experiência

Algumas coisas pareciam começar a fazer sentido. Eu tinha ouvido falar da crucifixão de Jesus Cristo, o nazareno. Da maneira como tinha sido julgado e condenado. Seria ele Deus? Ou um falso messias, como tantos que se autoproclamavam no período de festas religiosos dos judeus?

Ressurreição. Escutara antes sobre isso, mas sinceramente não acreditava em tal fenômeno. Só que agora não era possível mais ignorar tantas fortes impressões ao mesmo tempo. Pensei na tumba vazia, no corpo desaparecido ou, melhor, ressuscitado. Em Jesus Cristo vivo e alegre dando a notícia para seus discípulos aqui. Pensei, claro, na luz. Tudo isso começou a fazer sentido. Deus não estava morto!

E me dei conta que eu também já não era mais o mesmo. Iniciei minha jornada com a menor expectativa possível para um dia absolutamente ordinário. Mas não foi. Esse Jesus Cristo era muito especial mesmo. Tudo sobre Ele era extraordinário. Tantos relatos impressionantes de gente extasiada. Não cheguei a ver nenhum dos seus discípulos mais próximos. Porém, tive a certeza de que eles não estavam seguindo uma pessoa comum, mas alguém infinitamente maior do que aquelas ruas poderiam suportar, capaz de reviver e reavivar.

Soube que circulou, depois, uma versão dando conta de que o corpo de Jesus tinha sido roubado. Era uma forma humana de tentar explicar o que a falta de fé não conseguia. Mas eu não acreditei nisso. Havia testificado sobre muitas coisas que falavam de um Deus vivo e de pessoas iluminadas.

Ah! A luz que quase cegou os soldados na tumba esvaziada agora representava um caminho iluminado para mim. Percorri algumas ruas onde Jesus havia passado com a população local. Eu não tinha estado ali com eles. Mas agora poderia percorrer uma jornada nova e distinta. Voltei ao trabalho rotineiro, à realidade de um guarda romano, porém eu não me considerava mais o mesmo de antes.

A experiência da tumba vazia e da luz alteraram, para sempre, meu olhar.

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