Expectativa e paciência: duas chaves para aguardar o retorno de Cristo

O cristão jamais deve perder de vista o foco no retorno de Jesus.

“A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo. Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos” (Romanos 8:19-25).

No artigo anterior estudamos sobre a maneira incorreta de esperar o retorno de Cristo e os últimos eventos dessa terra. Vimos que corremos o perigo de ter uma “expectativa impaciente” ou uma “paciência irresponsável”. Neste artigo iremos, com a ajuda do texto de Romanos 8, estudar sobre a maneira correta de esperar Jesus voltar a este mundo.

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O primeiro conselho de Paulo é: espere Jesus voltar com uma ardente expectativa. Ou seja: deseje o retorno de Cristo, clame por isso. E a melhor maneira de desejar isso com expectativa é conhecê-Lo intimamente.

Em minha infância, aprendi a amar a Jesus e a ter desejo por Seu retorno. Lembro do dia em que descobri que Jesus voltaria em uma nuvem que inicialmente seria do tamanho da mão de um homem. Eu ficava comparando o tamanho da minha mão com as nuvens para ver se uma delas seria aquela que traria
Jesus.

De igual modo, tenho tentado ensinar meus filhos a amarem e aguardarem o retorno de Cristo. Um dia minha filha me abraçou e, chorando, disse: “Papai, estou com saudades de Jesus.” E você? Será que não perdeu a saudade de Jesus? A ardente expectativa deve leva-lo não à especulação, mas ao conhecimento pessoal e íntimo.

Conexão permanente

Por isso, não permita que seu tempo na terra limite seu contato com o céu. Tenha um encontro íntimo e pessoal diariamente com Cristo. Permita que Sua palavra aqueça seu coração. Uma ardente expectativa é o resultado da dependência diária de Deus, de aquietar-se e saber que Ele é Deus e cumprirá suas promessas. Isso poderia ser chamado de “expectativa paciente” ou “expectativa equilibrada”.

O segundo conselho de Paulo é: “Esperem com paciência”, mas não uma paciência irresponsável, e sim uma paciência expectante e cheia de esperança. Enquanto Jesus não retornar, passaremos por momentos difíceis. Mas o apóstolo reforça: “sejam pacientes.” Iremos derramar lágrimas, perder entes queridos, enfrentar a fúria do inimigo, mas ele pede: “sejam pacientes, não desanimem.”

Uma das melhores maneiras de permanecer paciente, aguardando o retorno de Cristo, é trabalhando intensamente para a causa da cruz. João, o discípulo amado, tornou-se seguidor de Cristo quando ainda era jovem e passou toda sua vida crendo em uma promessa que Jesus fez de que retornaria a esta terra. Trabalhou pela causa não com o que lhe sobrava, mas com o seu melhor. Por isso, ele já cansado e idoso foi preso na ilha de Patmos.

Jesus então aparece para ele e lhe dá visões do tempo do fim. Com isso, João então escreve em Apocalipse 22:20: “Certamente venho sem demora”. Talvez, se eu estivesse no lugar de João, teria dito: “Senhor, tenho te esperado há mais de 50 anos, mas para mim está demorando muito. Como posso escrever que o Senhor virá sem demora?” No entanto, não foi isso o que João disse. Sua resposta foi: “Amém. Ora vem, Senhor Jesus.”

Eu não imagino João ouvindo Jesus dizer: “Escreva: certamente venho sem demora”, e João friamente dizendo: “Ok, Senhor. Entendi. Amém!” João conhecia Jesus intimamente e eu só consigo imaginá-lo dando um brado de vitória: “Amém. Ora vem, Senhor Jesus.”

Relação pessoal

Quem conhece a Cristo intimamente e trabalha intensamente por sua causa não está preocupado com a data: só deseja que Ele venha. Se hoje, amém, vem Senhor! Se amanhã, amém, vem Senhor Jesus. O importante é que Ele venha.

Quero concluir com uma história. Para mim, só um homem tinha o direito de perder a ardente expectativa no retorno de Jesus. Era Guilherme Miller. Ele, mais do que ninguém, experimentou no estômago o amargo da decepção do não aparecimento de Cristo nas nuvens em 1844.

Ele havia estudado a Bíblia minuciosamente com oração. Deus claramente o enviou para pregar e ele fez isso até a exaustão. Por 12 anos, falou para mais de meio milhão de pessoas. E mesmo assim o evento que ele predisse não se cumpriu. Hoje sabemos com clareza que ele havia acertado a data da profecia, mas errado o evento. Jesus não voltaria naquele ano.

Em meio à toda essa decepção, ele, que foi ridicularizado em diversos jornais, declarou: “Eu acreditei e preguei que Cristo haveria de vir a qualquer momento no fim dos períodos proféticos.  Mas eu ainda acredito, e, com a ajuda de Deus, vou pregar até que Ele venha. Eu posso dizer com todo o meu coração e alma: “Amém, vem, Senhor Jesus.”

A inabalável confiança de Miller no breve retorno de Cristo continuou até o momento de sua morte, em 20 de dezembro de 1849. Durante seus últimos meses de vida, esteve confinado à cama. Quando a morte parecia iminente, um telegrama foi enviado a seu amigo, Josué V. Himes, para ir para Low Hampton, Nova Iorque. Himes o encontrou praticamente cego e muito fraco. Miller reconheceu seu amigo. Uma das poucas coisas que o já cansado pregador disse a ele foi: “Diga aos irmãos que a vinda do Senhor está próxima; mas eles devem ser pacientes e esperar por Ele.”

Três dias depois, na parte da manhã do ultimo dia de vida de Miller, ele não conversou com ninguém em particular, mas teve lances de expressões como: “Ele é poderoso para salvar!”, “Ó, eu quero estar lá.”, “Vitória! vitória!”, “Vencida está a morte!”

Ele finalmente cochilou. Ocasionalmente despertava, abria os olhos, mas não era capaz de falar. Continuou a respirar cada vez mais lentamente, até às 15h05, quando com calma deu seu último suspiro.

A escritora Ellen White teve uma visão em que testemunhou um anjo guardando o túmulo de Miller até a ressureição. Deus não irá falhar com ele, pois O conhecia. Miller sabia muito sobre a volta de Cristo e não se permitiu ser surpreendido. Como adventistas, esse é nosso maior risco: perder a salvação e ser surpreendidos pelo evento que mais conhecíamos.

Se isso ocorrer, chegaremos à conclusão de que conhecíamos apenas a doutrina da volta de Cristo, mas não Sua pessoa. Talvez você tenha compreendido, através desse artigo, que está vivendo em uma expectativa impaciente ou em uma paciência irresponsável e hoje gostaria de dizer: “Senhor, eu te amo e quero em breve proclamar, olhando para a nuvem: “Esse é o Deus que eu aguardava”. Me desperta hoje para o perigo de ser pego de surpresa, apesar de todas as oportunidades e conhecimento. Me ajuda a ter diariamente um encontro espiritual contigo até o dia em que terei um encontro face a face. Amém!”

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É um grande privilégio de elaboração do site PORTAL ADVENTISTA DE BAIXO GUANDU/ES, no dia 18 de Setembro 2014 para a divulgação aqui na cidade local, regional e em todos os Países. Nosso Objetivo é divulgarmos os programas, materiais entre outros que se realizam na Igreja Adventista do Sétimo Dia, em prol do Evangelho Eterno, assim diz o Senhor: “ Breve Jesus Cristo Voltará” Apocalipse 22:1-21. Portanto não será então em benefício próprio, sim a necessidade desse divulgação nessa cidade que todos se entregam sua vida a Jesus Cristo, nosso Salvador. Att: Thiago Amaral de Oliveira - Baixo Guandu/ES.

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