Feliz Páscoa? Por quê?

Deus considera uma vida humana tão importante que enviou seu filho para resgatar aqueles que deveriam perecer eternamente. Cristo se doou pela humanidade para que ela tivesse a oportunidade de, ao aceitá-lo como Salvador, viver o plano original do Criador.

Há poucos dias, durante nossos afazeres domésticos, eu discutia com meus filhos – de 9 e 12 anos – sobre quem seria o responsável por eles terem nascido neste mundo de pecado. Os pais? Adão e Eva? Satanás? Minha filha disse que eu seria o responsável. Defendi-me dizendo que eu também nasci em um mundo de pecado.

E enquanto assim teologizávamos, meu filho discordou da irmã dizendo que não seriam os pais, pois, segundo ele, se não tivesse nascido deste casal teria nascido de outro. “Você crê na reencarnação, ou na sua pré-existência eterna?”, perguntei-lhe. “Não”, o garoto respondeu, “mas Deus já tinha um plano para mim”. Filosofia ou pensamento fértil de uma criança?

Desde quando Deus tem um plano para a vida de cada um de nós? Do período pós-socrático, ou melhor, helenístico, o documentário de um médico sobre duas gestantes pode nos ensinar muito sobre esses profundos questionamentos: logo nos dias em que ficou grávida, “Maria foi apressadamente à região montanhosa, a uma cidade de Judá, entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Ouvindo esta a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então, Isabel ficou possuída do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: ‘Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre! E de onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor? Pois, logo que me chegou aos ouvidos a voz da tua saudação, a criança estremeceu de alegria dentro de mim. Bem-aventurada a que creu, porque serão cumpridas as palavras que lhe foram ditas da parte do Senhor’” (Lucas 1:39-45).

Lições divinas

O que Isabel disse, na realidade, são palavras do Senhor. Nessa narrativa, ela atuou como uma profetiza que, por inspiração, apresentou uma revelação divina. Portanto, vejamos o que Deus pensa sobre o assunto, enumerando algumas lições deste texto relacionadas ao tema em questão:

1) “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre”. Já ouviu a frase “meu corpo, minhas regras”? Muitas vezes, é usada por mulheres que querem dizer que o que carregam não é outra pessoa, mas sim somente mais uma parte de seu próprio corpo, como um órgão. Se isso fosse verdade, não seriam duas bênçãos. Ou precisaria dizer: “bendita seja você; bendito seja o seu fígado…”? Não! Aqui o Espírito Santo atribui duas bênçãos respeitando a individualidade de cada um.

2) Para uma biografia que já estava em curso, o papel de Maria também já é considerado naquele momento: “mãe”. Se ela já era mãe, um filho já existia! Por isso, aquele que há pouco iniciara-se nas clivagens gestacionais, já é mencionado em sua própria identidade, “meu Senhor”. Ambas as funções declaradas indicam que tanto a mulher quanto o embrião eram vidas com propósitos definidos e distintos.

3) “Logo que me chegou aos ouvidos a voz da tua saudação, a criança estremeceu de alegria dentro de mim”. Aquele que Isabel carregava ao sexto mês de gestação já era capaz de responder a estímulos externos. De acordo com o que a Associação Americana de Psicologia reconhece como uma das emoções humanas, o que ele expressou ali foi a “alegria ativa”[1], que é mais intensa, associada ao ambiente, exprime o desejo de compartilhar o que sente com os outros, e associa-se à autoestima do indivíduo.[2] Superando a “visão idealista do desenvolvimento psicológico” de Freud e Piaget[3], aqui vemos o reconhecimento divino da psiquê de um feto.

4) “Bem-aventurada a que creu, porque serão cumpridas as palavras que lhe foram ditas da parte do Senhor”. Creu no quê? Que palavras? As palavras que o anjo usara para explicar a Maria sobre como ela ficaria grávida (Lucas 1:31-35). Naquela visita, antes da existência do zigoto, ficou revelado que o Céu já tinha um plano para Aquele que viria. Ou seja, antes de nascer, Ele já existia nos planos de Deus “desde a fundação do mundo” (Apocalipse 13:8).

Vida nova

Entende por que cerca de 75% das mulheres passam por sofrimentos mentais ou traumas psicológicos quando perdem o que estão gerando?[4] É porque ele era um ser vivo! Para cada um que ainda não nasceu, Deus já tem um sonho, a concessão de uma individualidade, a atribuição de uma identidade, a delegação de um propósito, o reconhecimento de uma psiquê e um plano de vida! Pois com Jesus, nosso modelo, foi assim. Porque, desde antes de nascer, Ele vive! Quando nasce, o bebê é apenas a comprovação de tudo isso!

Foi sublimando-se a essa transcendência que o casal Bill e Gloria Gaither compuseram sobre “como é doce segurar um bebê recém-nascido e sentir o orgulho e a alegria que ele dá”. E que isso comprova que “maior ainda é a calma segurança com a qual podemos enfrentar dias incertos, pelo fato de que [E]ele vive”![5] Quando cresce, mesmo fazendo suas escolhas, a pessoa segue também trilhando aquilo que antes lhe fora determinado. Note que ao João Batista chamar o primo de “Cordeiro” (João 1:29), estava apenas confirmando a prescrição (Apocalipse 13:8). Se deliberadamente interrompemos a formação de uma criatura, estamos nos responsabilizando pela subtração de uma vida organizada por Deus.

Ele escolheu a gente em Jesus desde antes da fundação do mundo (Efésios 1:4-5) também, sabia? Sim, meu amado, você não está aqui por acaso. O Senhor criou o ser humano para viver eternamente (Gênesis 1:26-27), mas avisou que, caso se desconectasse da Fonte da vida, morreria (Gênesis 2:17).

Deus nos deu essa possibilidade de escolha. Por esse motivo, foi Ele que permitiu que você nascesse em um mundo de pecado. Mas Ele também “deu Seu filho unigênito” (João 3:16) para morrer, em nosso lugar, a morte eterna (Romanos 6:23). Por isso, podemos não morrer, mas somente “dormir” tranquilos, podendo crer no amanhã, sabendo que, por ser o Autor da vida (Atos 3:15), Ele ressurgiu e, para sempre, viverá!

E Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?” [6]

Feliz Páscoa? Por quê? Porque este é o verdadeiro significado da Páscoa!


Referências:

[1] https://dictionary.apa.org/joy

[2] Ibid.

[3] Facci, Marilda Gonçalves Dias. A periodização do desenvolvimento psicológico individual na perspectiva de Leontiev, Elkonin e Vigostski. Cadernos CEDES [online]. 2004, v. 24, n. 62 [Acessado 14 Abril 2022] , pp. 64-81. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0101-32622004000100005>

[4] Coleman, P. (2011). Abortion and mental health: Quantitative synthesis and analysis of research published 1995–2009. British Journal of Psychiatry, 199(3), 180-186. doi:10.1192/bjp.bp.110.077230

[5] https://www.letras.mus.br/gaither-vocal-band/1221219/

[6] João 11:25-26

 

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