Março Lilás: Conscientização e Combate ao Câncer de Colo do Útero

Uma maneira comprovada para prevenir o câncer do colo do útero é a realização de exames, como o exame Papanicolaou e o exame de detecção do papilomavírus humano (HPV), para diagnosticar a presença de lesões pré-cancerígenas antes que elas se transformem em tumores malignos.

Conceito

O câncer do colo do útero é caracterizado pela replicação desordenada do epitélio de revestimento do órgão, comprometendo o tecido subjacente (estroma) e podendo invadir estruturas e órgãos contíguos ou à distância. Há duas principais categorias de carcinomas invasores do colo do útero, dependendo da origem do epitélio comprometido: o carcinoma epidermoide, tipo mais incidente e que acomete o epitélio escamoso (representa cerca de 90% dos casos), e o adenocarcinoma, tipo mais raro e que acomete o epitélio glandular (cerca de 10% dos casos). Ambos são causados por uma infecção persistente por tipos oncogênicos do Papiloma Vírus Humano (HPV).

É uma doença de desenvolvimento lento, que pode cursar sem sintomas em fase inicial e evoluir para quadros de sangramento vaginal intermitente ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor abdominal associada com queixas urinárias ou intestinais nos casos mais avançados.

A prevenção primária do câncer do colo do útero está relacionada à diminuição do risco de contágio pelo papilomavírus humano (HPV). A transmissão da infecção pelo HPV ocorre por via sexual, presumidamente através de abrasões microscópicas na mucosa ou na pele da região anogenital. Consequentemente, o uso de preservativos (camisinha) durante a relação sexual com penetração protege parcialmente do contágio pelo HPV, que também pode ocorrer através do contato com a pele da vulva, região perineal, perianal e bolsa escrotal.

A principal forma de prevenção, entretanto, é a vacina contra o HPV. O Ministério da Saúde implementou no calendário vacinal, em 2014, a vacina tetravalente contra o HPV para meninas e em 2017, para meninos. Esta vacina protege contra os subtipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os dois primeiros causam verrugas genitais e os dois últimos são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero.

O grupo etário alvo da vacina é de 9 a 14 anos pois esta vacina é mais eficaz se usada antes do início da vida sexual. Devem ser tomadas duas doses, com intervalo de seis meses. Grupos especiais, como pessoas com imunodeficiência causada pelo HIV, devem seguir orientações específicas.

A meta é vacinar pelo menos 80% da população alvo para alcançar o objetivo de reduzir a incidência deste câncer nas próximas décadas no país. A vacinação, em conjunto com o exame preventivo (Papanicolaou), se complementam como ações de prevenção deste câncer. Mesmo as mulheres vacinadas, quando alcançarem a idade preconizada, deverão realizar o exame preventivo, pois a vacina não protege contra todos os subtipos oncogênicos do HPV.

FONTE: https://www.inca.gov.br/controle-do-cancer-do-colo-do-utero/acoes-de-controle/prevencao

Referências

1. WORLD HEALTH ORGANIZATION. International Agency for Research on Cancer. Globocan. Acesso em: 10/02/2020.

2. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Estimativa 2020. Incidência do Câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2020.

3. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Atlas da Mortalidade. Acesso em: 10/02/2020.


Sinais e Sintomas do Câncer do Colo do Útero

  • Sangramento vaginal anormal.
  • Sangramento menstrual mais prolongado que o habitual.
  • Secreção vaginal incomum, com um pouco de sangue.
  • Sangramento após a menopausa.
  • Sangramento após a relação sexual.
  • Dor durante a relação sexual.
  • Dor na região pélvica.

Em casos de doença avançada os sinais e sintomas podem incluir:

  • Inchaço das pernas.
  • Problemas ao urinar ou evacuar.
  • Sangue na urina.

Esses sinais e sintomas também podem ser provocados por outras condições além do câncer de colo do útero. Ainda assim, se algum desses sinais ou outros sintomas suspeitos surgirem você deve consultar um ginecologista imediatamente, para que a causa seja diagnosticada e, se necessário, iniciado o tratamento.

Recomenda-se realizar exames de Papanicolaou e pélvicos regularmente a partir do início da atividade sexual.


Como diminuir o risco de câncer?

O câncer é uma doença tão comum hoje em dia que está presente em quase todas as famílias. A doença tem se tornado uma epidemia mundial e uma das maiores causas de morte. Assim, é importante saber se a pessoa tem risco de ter a doença, porque se esta for descoberta em seu início, maiores serão as chances de sucesso no tratamento.

O primeiro passo na prevenção de câncer é a verificar a história familiar. A pessoa deve checar entre os familiares mais próximos – irmãos, pais e filhos – se há alguém com câncer, fazer os exames necessários para sua detecção e adotar hábitos preventivos. Existem outros testes, se a pessoa tem dúvida, que podem descobrir o risco aumentado. Porém, estes testes podem ser caros e, às vezes, não acessíveis. Veja na tabela a seguir quais seriam os testes específicos para câncer.

Marcadores de câncer Tipos de câncer
CA 12.5 Ovário
AFPα Fígado
CA 15.3 Mama
BRCA 1 e 2 Mama
CA 19.9 Pâncreas
CA 72.4 Estômago, ovário e intestino
CEA Intestino
PSA (Antígeno específico da próstata) Próstata
EBV (Epstein Barr vírus) Nasofaringe
HBV, HCV (Hepatite B e C vírus) Fígado
HPV (Human papiloma vírus) Colo uterino, boca, garganta

Complicadores

Em segundo lugar, deve-se avaliar a associação com o cigarro. O fumo é o mais importante fator responsável pelo câncer. Os principais cânceres relacionados ao fumo não são apenas aqueles localizados no pulmão e vias respiratórias, mas em outros locais mais distantes, como no esôfago, estômago, fígado, intestino, pâncreas, bexiga, rins, colo do útero, leucemia, pele e pênis.

O fumante ou ex-fumante deve estar ciente destes riscos e fazer exames frequentes para detecção precoce. Existem 69 substâncias cancerígenas na fumaça do cigarro e pelo menos 11 delas são especificamente cancerígenas para o ser humano. E para confirmar que o cigarro pode causar, uma dessas substâncias chama-se Polonium 210, que é radioativa e usada em usinas nucleares e na fabricação de bombas atômicas.

Outro fator que aumenta o risco de câncer é o excesso de peso e a obesidade. Estima-se que pelo menos 13 tipos diferentes de câncer estão associados à obesidade. Eis aqui a lista: boca, faringe, laringe, fígado, rins, esôfago, estômago, intestino, próstata, mama, vesícula biliar, útero e ovário. O risco parece ser maior para aqueles que acumulam gordura no abdômen; esta gordura produz substâncias inflamatórias e outras que causam um aumento da insulina no corpo. A insulina em excesso é promotora de câncer.

Cuidados fundamentais

Fatores ambientais também precisam ser observados, principalmente em pessoas que trabalham em ambientes poluídos. Quem atua na agricultura e lida com pesticidas também têm um risco aumentado de câncer, assim como os das áreas hospitalares, onde estão expostos aos raios X.

Outros fatores são relacionados com o estilo de vida. Este deve começar bem cedo porque hoje se sabe que as pessoas que tiveram um crescimento acelerado e aumentado durante a infância por conta de uma dieta rica em gorduras, açúcar e carboidratos refinados, terão um risco maior de câncer, principalmente da mama e da próstata.

O consumo de carne vermelha ligado ao câncer intestinal. Comer carnes embutidas (frios, salame, salsichas) também aumenta o risco nessa região, e provavelmente do pâncreas. Comer mais fibra originária de vegetais e frutas diminui o risco.

Em geral, existem dois tipos fundamentais de câncer: um está associado com alterações produzidas pelo estilo de vida, como vimos anteriormente, incluindo o cigarro, a obesidade e a poluição ambiental; o outro tipo está relacionado a vírus ou infecções. Por exemplo, o câncer do estômago está ligado a uma bactéria chamada Helicobacter pillory. Ela é a mesma bactéria que causa úlceras no estômago e que, em geral, pode ser eliminada pelo tratamento com antibióticos.

Outros fatores infecciosos que estão relacionados com o câncer foram mencionados no final da tabela 1. Muitos destes são transmitidos pela contaminação do sangue ou pela transmissão sexual, como o vírus HPV, que aumenta o risco de câncer do colo uterino, da boca e garganta (por causa de práticas sexuais). Por isso, as autoridades têm desenvolvido uma vacina para pessoas de risco ou aquelas com comportamento sexual promíscuo. A contaminação pelos vírus HBV, HCV e HIV também aumenta o risco de câncer.

Depois de ler tudo o que apresentei, creio que você já tenha se convencido de que ninguém está protegido contra o câncer, pois é difícil não estar afetado por alguns destes fatores. Você também pode concluir por que temos hoje um aumento de câncer na comunidade. Mas o objetivo deste artigo não é espantar ou criar pânico, mas esclarecer, principalmente às pessoas que têm um risco aumentado. Assim, estas podem requerer de seus médicos exames mais específicos para descobrir cânceres em fase prematura.

O objetivo final, e talvez o mais importante, é destacar que mudanças no estilo de vida podem prevenir a doença. E quanto mais cedo estas mudanças ocorrerem, mais eficaz será a prevenção.

“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10:31).


Para mais artigos de saúde como este, veja o livro eletrônico Manual do Hildemar.

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