Sermão: Dia da Liberdade Religiosa 2021

Arquivo em WORD com o  sermão para o Dia (sábado) da Liberdade Religiosa 2021, com o título: Foco na Liberdade: Pensamentos bíblicos acerca de um presente divino

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SERMÃO PARA O SÁBADO DA LIBERDADE RELIGIOSA

Por Pastor Ganoune Diop

Diretor de Assuntos Públicas e Liberdade Religiosa, Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia / Secretário-geral, Associação Internacional de Liberdade Religiosa (IRLA)


Foco na Liberdade: Pensamentos Bíblicos acerca de um Presente Divino

Introdução

Do ponto de vista bíblico, focar na liberdade religiosa, também chamada de liberdade de religião ou crença, é de fato focar no evangelho, nas boas novas. Mais do que ser uma norma legal, fazer parte das declarações dos tratados internacionais e das constitucionais federais, a liberdade religiosa é um dom espiritual dado pelo próprio Deus, o Autor da liberdade.

A liberdade religiosa é fundamental para que a convivência com outras pessoas na sociedade seja possível. O bom relacionamento manifestado em amor, bondade, mansidão só podem existir onde está presente o Espírito de Deus, pois como escreveu o apóstolo Paulo: “Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (II Coríntios 3:17). Mas acima de tudo e mais importante, não há como separar a liberdade religiosa das boas novas do evangelho, que resultam em liberdade total para adorar a Deus, ter acesso à comunhão eterna com esse Deus de amor e viver em paz e harmonia com os seres humanos. Isso foi o que Jesus viveu, pois Ele de fato é o Evangelho, as boas novas de Deus para um mundo que estava perdido sob o domínio do pecado.

  1. O primeiro e o segundo adventos

O conteúdo mais importante do evangelho é a vinda do Salvador. Essa boa nova possui dois aspectos que fazem dela um evento abrangente: o primeiro e o segundo advento do Senhor Jesus Cristo.

O coração da mensagem, identidade e missão adventista é a mensagem do advento. Ela pode ser chamada de a profecia das profecias, consistindo em dois eventos. A encarnação do Filho de Deus e a vinda do Filho do Homem como Rei dos Reis e Senhor e dos Senhores. Ambos os adventos envolvem liberdade.

A primeira vinda que resultou na cruz e na ressurreição, na ascensão e no ministério sacerdotal no Céu é sobre a liberdade. Em sua fala na sinagoga de Nazaré, depois de ser batizado, Jesus aplicou a si, a profecia de Isaías 61:1-3 sobre a obra do Messias:

“O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor” (Lucas 4:18-19).

Neste texto há uma ênfase na realidade da liberdade: liberdade para os cativos, liberdade para os oprimidos e libertação geral no ano do jubileu, o que significava libertação da escravidão, da pobreza e recuperação da herança original de cada família.

Parte da obra de plena libertação começou a ser cumprida durante o ministério terreno de Jesus. Jesus curou os doentes, abriu os olhos dos cegos, curou os coxos, ressuscitou os mortos, embora isso não tenha significado imunidade completa contra a morte, porque até mesmo Lázaro, que foi ressuscitado por Jesus, voltou a morreu outra vez. Não é por acaso que no evangelho de João, por exemplo, os atos de cura de Jesus foram chamados de sinais. João 2:11 coloca da seguinte forma: “Com este, deu Jesus princípio a seus sinais em Caná da Galileia; manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele”.

Na carta aos Colossenses, o apóstolo Paulo nos lembra que na cruz fomos perdoados, o que significa que fomos libertados da culpa e da condenação do pecado. Cristo cancelou o registro da dívida que estava contra nós, com suas demandas legais. Diz assim o texto: “Tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” (Colossenses 2:14-15). Esta é uma notícia maravilhosa de liberdade.

Mas há certos atos de Deus, atos de libertação, que serão concluídos somente na segunda vinda e durarão para todo sempre. Por exemplo, na segunda vinda seremos libertados da fragilidade e vulnerabilidade de corpos frágeis, corruptíveis, sujeitos a vírus, bactérias e infecções.

Na segunda vinda haverá também libertação não só da doença, mas também da guerra, da violência e das violações da integridade das pessoas, sejam elas físicas, emocionais, intelectuais, espirituais ou sociais. Haverá liberdade da discriminação ou condenação por causa da fé. Será o verdadeiro advento da paz, o shalom completo e total.

No entanto, existem aspectos da libertação dos quais já podemos nos beneficiar agora. O primeiro advento nos garante o seguinte:

  1. Desfrutar da certeza do fim da separação eterna de Deus. Temos a garantia de que a segunda morte não terá poder sobre aqueles que creem em Jesus Cristo.
  2. Estar livres para ter comunhão com Deus. A nova aliança restabeleceu o acesso direto a Deus em nome de Jesus, por meio do Espírito Santo.
  3. Ser libertados da condenação do pecado de acordo com Romanos 8:1: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”.
  4. Estar livres também do poder do pecado, pois de acordo com Romanos 8:4, “não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito”.
  5. Ser libertos para nos unirmos a Cristo. Seu destino se torna nosso destino. Sua justiça, nossa justiça, sua vida, nossa vida. Morremos e ressuscitamos com Ele no batismo e nos tornamos oficialmente cidadãos de Seu reino.
  6. Orar “venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu”, com a certeza de expressar nosso anseio pelo segundo advento de Jesus, quando Ele finalmente estabelecerá seu reino completamente.

O primeiro advento assegurou a libertação da condenação e do poder do pecado. O segundo advento, garantirá a libertação da presença do mal, da presença de Satanás e da morte, para sempre (ver Romanos 8:11).

Com a segunda vinda de Cristo ganharemos o presente mais precioso, ou seja, a garantia de que estaremos livres de viver separados de Deus. Teremos a liberdade para receber o dom da vida eterna, o dom da imortalidade e eterna comunhão com Deus e com a humanidade redimida.

O sumo sacerdócio de Cristo e a liberdade

O evangelho ou boas novas está relacionado com a chegada de um Salvador que foi previamente anunciado pelos profetas. Isaías profetizou:

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto” (Isaías 9:6-7)

O Novo Testamento começa com uma escolha deliberada de títulos atribuídos a Jesus Cristo. Ele é o Filho de Davi. Ele é o filho de Abraão (Mateus 1:1). Ambos os títulos são o cumprimento das promessas que Deus fez a Davi e a Abraão.

Para Davi, Deus disse que nunca faltaria um descendente dele para ocupar o trono de Israel. O problema é que a dinastia davídica terminou com a conquista de Judá por Babilônia e com o exílio de seu último rei. Mateus está dizendo a seus leitores que o verdadeiro Rei, o descendente de Davi, veio em Jesus Cristo. A Abraão Deus fez a promessa de que por meio do descendente dele, a bênção seria dada a todas as famílias da terra; e essa dádiva veio em Jesus Cristo, o filho de Abraão.

No evangelho, Jesus se refere a si mesmo repetidamente como o “Filho do Homem” reafirmando que ele, como o novo representante de toda a família humana, havia chegado.

De uma figura nacional, filho de Abraão e filho de Davi, a uma figura cósmica global, o Filho do Homem, filho da humanidade. Fundamentalmente, o evangelho é a libertação da humanidade do mal, da ocupação e invasão de espíritos malignos que transformaram o planeta Terra em um território ocupado. É Deus no Cristo encarnado que executa esta libertação.

O Filho de Deus é também o Filho do Homem. Essa é a característica distintiva da fé cristã. Deus abraçou a família humana para mostrar solidariedade e libertar a família humana. Falando sobre a encarnação e o trabalho mediador do sumo sacerdote, assim lemos:

“Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida. Pois ele, evidentemente, não socorre anjos, mas socorre a descendência de Abraão. Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo. Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados” (Hebreus 2:14-18).

O ofício do Sumo Sacerdote faz parte do ministério de libertação de Deus. Isso faz parte da beleza da mensagem do advento. Antes do segundo advento, o Sumo Sacerdote está envolvido no ministério de libertação, libertação do medo, libertação do medo da morte, a qual o diabo confina aqueles que não estão conectados com esta mensagem. A obra de Jesus como sacerdote é parte integrante do plano de salvação e da libertação que Deus concebeu.

Conclusão

É por isso que somos convidados a achegar-nos “confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4:16). Deus nos convida a experimentarmos a libertação da condenação do pecado, a libertação do poder do pecado, tendo a certeza de que um dia, seremos libertados para sempre da presença do pecado e de todas as terríveis consequências que ele nos trouxe.

Enquanto esse dia não chega, que bênção é poder contar com a intercessão de nosso “misericordioso e fiel” Sumo Sacerdote, que vive para interceder por nós e que nos deu a certeza de que “pode salvar totalmente, os que por ele se chegam a Deus” (Hebreus 7:25). Que o Senhor nos abençoe, para que possamos desfrutar as bênçãos dessa tão preciosa liberdade. Amém.

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"É um grande privilégio de elaboração do site PORTAL ADVENTISTA DE BAIXO GUANDU/ES, no dia 18 de Setembro 2014 para a divulgação aqui na cidade local, regional e em todos os Países. Nosso Objetivo é divulgarmos os programas, materiais entre outros que se realizam na Igreja Adventista do Sétimo Dia, em prol do Evangelho Eterno, assim diz o Senhor: “ Breve Jesus Cristo Voltará” Apocalipse 22:1-21. Portanto não será então em benefício próprio, sim a necessidade desse divulgação nessa cidade que todos se entregam sua vida a Jesus Cristo, nosso Salvador. Att: Thiago Amaral de Oliveira - Baixo Guandu/ES."

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