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Sermonário da Semana Santa – Amor Escrito com Sangue 2020 (Texto)

SUMÁRIO

MOMENTO PARA CELEBRAR …………………………………………………….

1. SÁBADO, 4 DE ABRIL / AMOR ESCRITO COM SANGUE …………………..

2. DOMINGO, 5 DE ABRIL / CRISTO, NOSSO SUBSTITUTO ………………..

3. SEGUNDA, 6 DE ABRIL / CRISTO, NOSSO RESGATADOR ………………..

4. TERÇA, 7 DE ABRIL / CRISTO, NOSSA GARANTIA ………………………….

5. QUARTA, 8 DE ABRIL / CRISTO, NOSSA ESPERANÇA ……………………..

6. QUINTA, 9 DE ABRIL / CRISTO, NOSSO ADVOGADO …………………….

7. SEXTA, 10 DE ABRIL / CRISTO, NOSSO JUIZ …………………………………

8. SÁBADO, 11 DE ABRIL / CRISTO, NOSSO REI ………………………………..


MOMENTO DE CELEBRAR – SEMANA SANTA 2020

O evangelismo de colheita na Semana Santa é uma oportunidade única para apresentar Jesus e a vida que encontramos nEle por meio da Palavra de Deus. O objetivo do evangelismo é relembrar o sacrifício, a morte e a ressurreição do Senhor Jesus Cristo em favor da humanidade, incentivando milhares de pessoas a aceitar a salvação que Ele oferece. Em 2020, a Igreja Adventista do Sétimo Dia comemora 50 anos desse projeto, entre os dias 4 e 11 de abril. Será uma semana marcante, servindo mais uma vez para ajudar pessoas em praticamente toda América do Sul a ter uma experiência viva com o Cristo que salva e intercede por nós. Neste ano, adotaremos o mesmo tema da primeira edição desse projeto: Amor Escrito com Sangue. Refletiremos no valor do sacrifício de Jesus a partir das lições do santuário ao longo da Bíblia. Assim, apreciaremos mais o tremendo esforço e o sofrimento de Cristo na cruz para nos salvar. Como muito bem expressou a escritora norte-americana Ellen G. White: “Toda dor suportada pelo Filho de Deus sobre a cruz, as gotas de sangue que corriam de Sua fronte, Suas mãos e pés, as convulsões de agonia que sacudiam Seu corpo, e a indescritível angústia que enchia Sua alma ao Dele ocultar o Pai a face, falam ao homem, dizendo: Foi por amor de ti que o Filho de Deus consentiu em levar sobre Ele esses odiosos crimes; por ti Ele rompeu o domínio da morte e abriu os portões do Paraíso e da vida imortal (História da Redenção, p. 225). A história da liberdade humana foi escrita com o sangue de um Deus que preferiu morrer a viver sem você (Jo 3:16). Ele o convida a olhar Seu amor durante esta Semana Santa. “Olhai para Mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da Terra; porque Eu sou Deus, e não há outro” (Is 45:22). Seu Filho Jesus é quem nos atrai; basta olhar: “Mas Eu, quando for levantado da terra, atrairei todas as pessoas para Mim” (Jo 12:32). “Todo aquele que é da verdade ouve a Minha voz” (Jo 18:37).

Jesus nos atrai pessoalmente: Ele tem um vínculo pessoal conosco. “De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei” (Hb 13:5). Jesus nos atrai emocionalmente: Ele acalma o coração angustiado. “Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (1Pe 5:7). Jesus nos atrai espiritualmente: Ele nos capacita a seguir na caminhada. Lembre-se do que Jesus disse: “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15:5). O convite dEle é: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mt 6:28). Reflita, estude e pregue esta mensagem com toda convicção, pois o Cristo que morreu por nós em breve virá! Ele conta com você.

Pr. Herbert Boger Ministério Pessoal da Divisão Sul-Americana


SÁBADO

AMOR ESCRITO COM SANGUE

SAUDAÇÃO
TEXTO CHAVE: Apocalipse 13:8 “E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo”.

INTRODUÇÃO

É difícil acompanhar os noticiários. Vemos muitas tragédias e maldades todos os dias. Muitos se perguntam como Deus lida com isso. E o futuro ainda reserva momentos dramáticos. O tema de Apocalipse 13 é o fi m do grande conflito entre o bem e o mal vivenciado em nosso planeta. De um lado está a besta, um monstro simbólico, com sete cabeças e dez chifres. Por meio dela, o dragão (Satanás) busca ser adorado. Do outro, temos o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo e por isso é digno de receber “o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor” (Ap 5:12). Nossa resposta a quem vamos adorar decidirá nosso destino eterno. O Cordeiro e o dragão são os dois protagonistas no grande conflito que se arrasta por milênios e que teve sua origem no templo ou santuário onde Deus habita. Vamos descobrir como isso aconteceu.
Pergunta de transição:Onde Deus habita?

1. EXISTE UM SANTUÁRIO NO CÉU

Dezenas de textos na Bíblia afirmam a existência de um templo ou santuário no Céu, morada de Deus. Moisés escreveu: “Olha desde a Tua santa habitação, desde o Céu, e abençoa o Teu povo, a Israel, e a terra que nos deste” (Dt 26:15). Davi afirmou: “O SENHOR está no Seu santo templo; nos Céus tem o SENHOR Seu trono” (Sl 11:4); o salmista ensina: “O SENHOR, do alto do Seu santuário, desde os Céus, baixou vistas à terra, para ouvir o gemido dos cativos e libertar os condenados à morte” (Sl 102:19, 20). Na Bíblia, as palavras santuário, templo e tabernáculo representam a morada de Deus, seja no Céu, seja na Terra. Ora apontam para o santuário construído por Moisés, após libertar o povo de Israel do cativeiro egípcio. Ora apontam para o templo construído por Salomão em Jerusalém, e outras vezes apontam para o santuário que existe no Céu, do qual o terrestre era uma apenas um tipo de cópia. Atividades do santuário Quais atividades ocorrem no templo ou santuário celestial? A Bíblia menciona várias atividades, e elas podem ser divididas em duas fases específicas, antes e depois do surgimento do mal e do pecado. O templo ou santuário celestial é a própria morada de Deus, o lugar de Sua habitação. João viu o santuário de Deus que se acha no Céu (Ap 11:19). Em Hebreus descobrimos que o verdadeiro santuário e tabernáculo foi construído no Céu, por Deus e não pelo homem (Hb 8:1, 2). O próprio tabernáculo que Moisés erigiu foi feito segundo o modelo celestial (Hb 8:5). O templo ou santuário celestial é também um local de adoração; por isso, tinha uma função litúrgica. O Salmo 150:1 diz: “Aleluia, louvai a Deus no Seu santuário”. O Salmo 134:1 e 2 convida: “Bendizei ao SENHOR, vós todos, servos do SENHOR, que assistis na Casa do SENHOR, nas horas da noite; erguei as mãos para o santuário e bendizei ao SENHOR”.
Pergunta de transição: Que acontecimento no santuário celestial afetou a ordem no Universo?

2. O SURGIMENTO DO MAL NO SANTUÁRIO DO CÉU

De acordo com o profeta Ezequiel, o mal teve origem no próprio templo ou santuário celestial. Em seu livro, usando a figura do rei de Tiro, uma importante cidade comercial do mundo antigo, ele compara esse rei com Satanás. O rei de Tiro, então, funciona como um tipo de Satanás. O profeta escreveu: “Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti” (Ez 28:14, 15).

A expressão “querubim da guarda ungido” ou “querubim ungido para cobrir” (ARC) indica que esse ser angelical havia sido ungido ou dedicado pelo próprio Deus para estar o mais próximo possível dEle. Note que esse ser angelical era ungido para cobrir o trono de Deus. A palavra “ungido” vem da mesma palavra para “messias”, um termo que foi reservado para Jesus como o Ungido por Deus para nos salvar (Dn 9:25, 26). Jesus, o Ungido, veio para destruir o mal causado desde tempos antigos pelo querubim ungido (1Jo 3:8). O profeta diz ainda que o querubim permanecia no “monte santo de Deus”, expressão que representa a sede do governo divino, ou seja, o próprio santuário celestial. Isto quer dizer que o mal surgiu no santuário celestial, e lá ele precisaria ser resolvido. “Lúcifer havia sido o querubim cobridor. Esteve à luz da presença divina. Era o mais elevado de todos os seres criados e o primeiro em revelar ao Universo os desígnios divinos” (O Desejado de Todas as Nações, p. 537). Todavia, misteriosamente, o mal começou a surgir no coração desse importante ser angelical. Ezequiel revela: “Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor” (Ez 28:17). O mal surgido no coração daquele anjo tinha que ver com uma admiração de si mesmo, o orgulho e a exaltação própria. Além disso, esse anjo “fez comércio” no santuário celestial: “Pela multidão das tuas iniquidades, pela injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários” (Ez 28:18). Aqui, a profecia liga as práticas corruptas de comércio do rei de Tiro com o “comércio” corrupto feito pelo querubim rebelde. Num primeiro momento, o mal surgiu em seu coração; em seguida, ele passou a tentar convencer os demais anjos a segui-lo em sua rebelião contra Deus. No livro do Apocalipse, o dragão arrasta com a sua cauda “a terça parte das estrelas do céu” (Ap 12:4), que são um terço dos anjos (Ap 1:20). Ou seja, o querubim rebelde ainda conseguiu convencer um terço dos anjos do Céu em sua revolta contra Deus! O resultado disso não poderia ser outro: conflito no Céu. Em Ezequiel, o inimigo de Deus foi “lançado por terra” (Ez 28:17). O próprio Jesus afirma: “Eu vi Satanás caindo do céu como relâmpago” (Lc 10:18, NVI). O livro do Apocalipse pinta essa batalha em tons dramáticos, fazendo uma conexão entre o conflito no Céu e a vitória na cruz de Cristo, que garantiu a expulsão definitiva dos inimigos. “Houve peleja no Céu. Miguel e os Seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no Céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos” (Ap 12:7-9). A expulsão de Satanás foi o primeiro passo dado por Deus para combater o mal. Além de ser a sede do governo divino, o santuário servia para a adoração a Deus, mas também se tornou “o próprio centro da obra divina em favor dos homens” ( Evangelismo, p. 222).

Pergunta de transição: Como esse conflito cósmico, iniciado no Céu, afetou nosso planeta?

3. O CORDEIRO MORTO: SACRIFÍCIO SUPREMO

A rebelião de Satanás é anterior à criação do planeta Terra. O surgimento deste mundo ocorreu em meio à grande controvérsia entre Jesus e Satanás. Em jogo estava o próprio Senhor, que era constantemente acusado por Satanás de ser um Deus tirano e limitador da felicidade e liberdade de Suas criaturas. Afinal, Satanás estava certo? Assim como sempre, Deus permitiu que cada ser criado por Ele, fossem anjos ou pessoas, analisassem e decidissem, mas também lhes apelou ao coração. Afinal, só existe amor quando há liberdade. Ninguém pode ser forçado a amar. Deus não força nem engana ninguém. Adão e Eva escolheram acreditar em um animal fantoche de Satanás, que lhes enganou, prometendo que seriam como Deus (Gn 3:1-6). Deram lugar à desconfiança e também se rebelaram contra o Criador, apesar de Ele ter-lhes dado a vida com tanto amor e carinho. Rebelando-se contra Deus, que era a Vida, tornaram-se mortais. Numa alegoria, seria o mesmo que se smartphones se “rebelassem” contra as fontes de energia e decidissem funcionar independentemente só com a carga de suas baterias. Em algum momento, esses aparelhos iriam se apagar. Assim ocorre conosco desde que nossos primeiros pais pecaram. Recebemos o pecado e a morte como herança: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram” (Rm 5:12). No entanto, apesar da ingratidão humana, Deus não desistiu de nós. Nosso destino seria a morte eterna, mas Deus já tinha um plano para nos salvar. Como vimos no início, Jesus é o “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13:8). Quando o mal surgiu, virtualmente Cristo já estava comissionado a nos salvar por meio de Sua morte na cruz. Quando o mal surgiu, a graça e o perdão já estavam prontos, assim como os bombeiros estão em prontidão para qualquer emergência. Deus nunca é pego de surpresa; Ele é um Pai amoroso que não desiste de Seus filhos, e Ele não desiste de você! Enxergamos aqui o plano da redenção, em que a própria Divindade Se sacrifica pela humanidade. Já imaginou isso? Existe maior prova de amor? Satanás acusava a Deus de ser tirano, mas Deus revelou na prática a que ponto estava disposto a ir para nos salvar. Ele não Se restringiu a palavras escritas com tinta e papel, mas foi além, com o vermelho vivo de Seu sangue, escrevendo na cruz do Calvário Seu amor por você e por mim. Em Jesus e Seu sacrifício, a graça apenas foi manifestada, pois ela já existia desde sempre no coração e nos planos de Deus. O apóstolo Pedro declara que somos salvos “pelo […] sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós (1Pe 1:19, 20). O próprio Filho de Deus Se ofereceu para assumir toda a culpa e resolver o problema do pecado. Por isso João, no Apocalipse, declara: “Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor” (Ap 5:12). Devemos ser infinitamente gratos por esse amor divino que nos restaura e nos salva.

CONCLUSÃO

O pecado surgiu no Universo com um anjo cobridor no próprio santuário celestial. Todavia, Deus não foi pego de surpresa, e nesse mesmo santuário o pecado passou a ser resolvido. No exato instante em que surge o mal, a graça divina já estava disponível. Mediante o sangue derramado pelo Cordeiro, morto desde a fundação do mundo, podemos ter a esperança da vida eterna.

APELO

O amor de Deus nos constrange. Não podemos ficar indiferentes ao amor de um Deus tão imenso, mas tão achegado a nós. Ainda hoje Ele não força ninguém a amá-Lo, mas convida, bate à porta do seu coração. Qual será sua resposta? Aceite hoje o convite de Jesus. Não se rebele, abra seu coração para que Cristo viva nele e lhe dê Seu perdão, confiança e paz.


DOMINGO

CRISTO, NOSSO SUBSTITUTO

SAUDAÇÃO

TEXTO CHAVE: Gênesis 3:15 “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.

INTRODUÇÃO

Você já sofreu com uma calúnia ou falsidade? Foi fácil provar sua inocência? Na história bíblica, Deus sofreu graves acusações da parte de Satanás. Após tolerar longamente a obra de engano do anjo caído, Deus por fi m precisou expulsá-lo do Céu. Em uma descrição que revela a expulsão do Céu completada na cruz, João viu que “foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo; sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos” (Ap 12:9). Como também já vimos, um terço dos anjos de Deus acompanhou Lúcifer em sua rebelião e também foram expulsos (Ap 12:4). Ao levar o pecado para a Terra, Satanás planejava expandir sua rebelião. Seus enganos, seu comércio de ideias sujas avançou, e ele continuava a lançar suas acusações contra Deus e Seus fi lhos, especialmente aos seres humanos pecadores. No livro de Jó, Satanás teve a ousadia de ir ao Céu e se apresentar junto aos “fi lhos de Deus”, diante do Senhor (Jó 2:1). Esses fi lhos de Deus não são mencionados como anjos, e tampouco são seres humanos, pois comparecem diante de Deus. Certamente são outros seres criados por Deus. Satanás foi perante o Senhor a fi m de lançar uma dupla acusação contra Ele e contra Jó. Perceba que Satanás continuava a espalhar suas sementes de ódio e rebelião a outros seres e mundos criados por Deus. De alguma forma, ele ainda fazia pairar uma dúvida sobre o caráter de Deus, e essa era sua principal arma no grande conflito.

Somente por ocasião da morte de Cristo as mentiras do inimigo foram completamente expostas. “Até à morte de Jesus, o caráter de Satanás não havia sido claramente revelado aos anjos e mundos não caídos. O arqui-apóstata se revestira por tal forma de engano que mesmo os santos seres não lhe compreenderam os princípios. Não viram claramente a natureza de sua rebelião” (O Desejado de Todas as Nações, p. 537). A intenção de Satanás era contaminar os mundos criados por Deus, assim como havia tentado contaminar o santuário no Céu (ver Is 14:12-14; Ez 28:1418) e a Terra, o que vamos entender melhor neste estudo. O inimigo de Deus buscou ter êxito no jardim do Éden, o lar do primeiro casal da família humana.
Pergunta de transição: O que a Bíblia informa sobre o jardim do Éden? Havia algum significado especial nele?

1. O ÉDEN E A LINGUAGEM DO SANTUÁRIO

O texto de Gênesis 2:4 a 3:24 apresenta termos-chave e conceitos que se ligam à mensagem do santuário no Antigo Testamento. Logo após o ser humano ter sido formado do pó da terra e Deus soprar em suas narinas o fôlego de vida, o Gênesis declara: “Plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, na direção do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado (Gn 2:8). O jardim do Éden foi criado não só para lhe servir como habitação, mas também como um ponto de encontro com o Criador. Vejamos este e mais alguns paralelos entre o Éden e o santuário, destacados por Angel Manuel Rodríguez (revista Ministry, abril de 2002), com base em vários estudiosos da Bíblia:

1. Ponto de encontro: Assim como Deus “andava no jardim” (Gn 3:8) para Se encontrar com Seus filhos, Ele também estava no meio de Seu povo no santuário (2Sm 7:6, 7).

2. Orientação para o leste: O jardim estava localizado na parte oriental do Éden (Gn 2:8), e a entrada do antigo santuário estava voltada para o oriente (Êx 27:13-16).

3. Fontes de água: O jardim era regado por um rio que saía do Éden e se dividia em quatro braços (Gn 2:10). Fontes de água também estão associadas ao santuário (Sl 46:4) e havia uma pia ou lavatório de bronze que ficava na entrada do santuário (Êx 38:8).

4. Trabalho: O primeiro casal devia “cultivar” e “guardar” o jardim (Gn 2:15). Em hebraico, os mesmos dois verbos são usados em relação ao serviço dos levitas no tabernáculo (Nm 3:7, 8; 8:26).

5. Plantas: Figuras relacionadas a plantas estavam presentes em objetos e partes de todo o santuário, as quais lembram a árvore da vida e a beleza natural do jardim recém-criado por Deus (Êx 25:31-36; 1Rs 6:18).

6. Querubins: Após o pecado, querubins passaram a guardar a entrada do jardim do Éden (Gn 3:24). Representações de dois querubins também foram colocadas no lugar santíssimo do santuário (Êx 25:18-22).

7. Juízo e redenção: Após o pecado, no jardim, Deus realiza um ato de juízo, ou seja, ele faz perguntas, avalia a situação com base no que ouve do primeiro casal, e dá sentenças (Gn 3:11-20). Porém, diante das necessidades de Adão e Eva, Ele lhes provê roupas de couro do animal morto (Gn 3:21) e promete a salvação no descendente prometido, que lhes pagaria o preço da salvação com Seu próprio sangue (Gn 3:15). No santuário, o couro dos animais sacrificados deveria ser dado aos levitas (Lv 7:8). O jardim do Éden é chamado na Bíblia de “jardim de Deus” (Is 51:3; Ez 28:13; 31:9). Era o lugar em que nossos primeiros pais deviam adorar e ter comunhão com o Criador. O propósito divino era que Adão e seus descendentes vivessem ali em perfeita harmonia e paz. Adão e Eva, os primeiros seres humanos, foram criados como agentes morais livres. Deveriam exercer seu livre-arbítrio, ao decidir pela obediência ou não às ordens divinas. No fogo cruzado da guerra entre o bem e o mal, deveriam tomar uma posição pela vontade de Deus ou pelo afastamento e rebelião.Pergunta de transição: Qual foi o teste aplicado ao homem? Como nosso planeta foi contaminado pelo pecado?

2. O MAL NO PARAÍSO

Deus deu a Adão a seguinte orientação: “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás (Gn 2:16, 17). Esse era o teste, e o obedecer ou não às ordens divinas resultaria em vida eterna ou morte eterna. Tragicamente, Adão e Eva desobedeceram à clara orientação divina e comeram do fruto proibido da árvore do conhecimento do bem e do mal. O problema não estava no fruto em si, mas no ato da desobediência e, principalmente, suas motivações: ao comer do fruto, eles acreditavam que poderiam ser como Deus. Havia ali um componente de audácia, orgulho e soberba. O resultado natural da desobediência era a morte; mas a maior perda não foi a expulsão do jardim, e sim a perda da possibilidade de estar na presença de Deus, que é a própria vida. O apóstolo Paulo explica que a serpente (Satanás), com sua astúcia, conseguiu enganar nossos primeiros pais e levá-los à desobediência (2Co 11:3). O inimigo prometeu que eles seriam “como Deus” (Gn 3:5), o que de certa forma já eram, pois o ser humano havia sido criado à imagem e semelhança divina (Gn 1:26). No entanto, pelo ato de desobediência a Deus, deixaram de ser semelhantes a Ele e se tornaram mais parecidos com o inimigo de Deus, pois passaram a mentir e se acusar mutuamente, como Satanás age (Ap 12:10). O pecado distorce a imagem divina no ser humano.

Todavia, Deus, em Seu infinito amor e misericórdia, não permitiu que ficássemos sem esperança e condenados à morte eterna. Ele proveu um substituto. No mesmo cenário em que surge o pecado, ocorre a mais linda manifestação de amor e graça.
Pergunta de transição: Qual foi a solução divina ao problema do pecado? Como Deus salvaria os seres humanos da morte eterna?

3. O SUBSTITUTO

Deus tinha sido claro em Suas orientações: “No dia em que dela comerdes, certamente morrerás” (Gn 2:17). A morte seria a consequência natural da desobediência. Assim, após o pecado, Deus poderia agir apenas uma dentre três maneiras: (a) Poderia ter deixado o primeiro casal morrer como resultado de sua desobediência, e isso não seria injustiça de forma alguma, pois o homem havia sido advertido previamente; (b) poderia, talvez, abolir suas próprias palavras que proibiam o casal de participar do fruto, mas as palavras e as leis de Deus não podem ser mudadas; ou (c) poderia executar a sentença contra um substituto a fim de livrar os seres humanos culpados. Foi exatamente isso o que Deus fez. Um animal morreu no dia em que o primeiro casal pecou. Era o primeiro sacrifício que simbolizava Aquele que morreria no lugar do ser humano. Assim, antes mesmo de falar das consequências negativas que recairiam sobre o primeiro casal e seus filhos, Deus anunciou as consequências que recairiam sobre Ele mesmo. O Criador disse à Eva e à serpente: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3:15). Deus seria ferido, mas nesse processo esmagaria a cabeça da serpente, decretando o fim de todo o mal. Com o pecado, houve uma aproximação mortal entre a serpente (Satanás) e a humanidade. Deus precisou intervir para gerar uma inimizade entre ambos e finalmente enviar o Salvador a fim de destruir Satanás e todo o mal que ele representa. Jesus viria para dar Sua vida e oferecer uma segunda chance, de modo que os seres humanos pudessem retornar ao paraíso que haviam perdido, e onde vão ter novamente acesso à árvore da vida (Ap 22:2). Jesus é designado no texto como “o Descendente” (Ap 12:1-5; cf. Gl 3:16, 19) que viria para ferir a cabeça da serpente. A palavra “ferir” na verdade significa “esmagar” na língua original. É evidente que esmagar a cabeça é bem mais grave do que ferir o calcanhar. Contudo, essa ferida no calcanhar indica que, ao salvar a humanidade, o Filho de Deus também seria ferido, teria um preço a pagar com Seu sangue. Afinal, mordidas de serpentes venenosas no calcanhar podem custar a vida! Assim, o Filho de Deus seria ferido de morte ao assumir sobre Si os pecados de toda a raça humana. Foi o eterno amor de Deus que o motivou a Se entregar em prol de Suas criaturas. Temos em Gênesis 3:15 um resumo do grande conflito entre Cristo e Satanás. Foi uma guerra que começou no Céu (Ap 12:7-9), continuou na Terra, onde Cristo novamente o derrotou (Hb 2:14), e que terminará finalmente com a destruição definitiva de Satanás no fim do milênio (Ap 20:10). Adão começou a olhar com novos olhos para a mulher, a quem havia culpado por seu erro. Passou a haver esperança, pois o descendente prometido seria gerado por ela. A alegria de saber que eles viveriam e teriam descendentes motivou tanto a Adão que ele deu à sua esposa o nome de “Eva” (ḥava) porque ela seria mãe de todo ḥay (“ser vivente”) (Gn 3:20). Por isso, também são significativas as palavras pronunciadas por Eva por ocasião do nascimento de Caim. Ela lhe dá esse nome (Qayin) porque afirma com emoção: “adquiri (qaniti) um varão, o SENHOR (et Yahweh)” (Gn 4:1). Diferentemente de várias versões bíblicas, no hebraico não se encontra nenhuma preposição indicando que Eva tinha ganhado um filho “com o auxílio” ou “pelo” Senhor. No original há apenas: “Adquiri um varão, o Senhor”. Adão e Eva esperavam que seu primeiro filho fosse o salvador prometido. Mas o tempo mostrou que não seria assim. Caim assassinou seu irmão mais novo, Abel, e o casal sofreu amargamente as consequências do mal que eles tinham abrigado no coração. Adão e Eva sacrificavam animais à porta do jardim. Em cada animal morto era anunciada a promessa do libertador. Este ritual foi passado a todos os seus descendentes. Por isso vemos os patriarcas Abraão (Gn 22:13) e Jacó (Gn 46:1) oferecendo sacrifícios ao Senhor. Todos eles esperavam o Salvador prometido. Jesus mesmo disse: “Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o Meu dia, viu-o e regozijou-se” (Jo 8:56). Assim também, nas festas estabelecidas por Deus no Sinai (Êx 12; Lv 23), na construção e nos serviços do santuário terrestre (Êx 25), as boas-novas de salvação seriam pregadas a todos os povos. Cada animal sacrificado era um símbolo da fé e da esperança na vinda do Messias salvador.

CONCLUSÃO

Devido à entrada do mal neste mundo, o jardim do Éden foi contaminado. Contudo, Jesus veio, cumprindo as profecias bíblicas. Por meio do mistério da encarnação e de Seu sacrifício seria garantida uma segunda chance. A justiça divina exigia que o pecado recebesse a penalidade, mas a misericórdia de Deus já havia encontrado uma forma de redimir a raça humana caída. Cristo não saiu ileso dessa batalha contra as forças do mal. As marcas dos cravos em Suas mãos e pés para sempre serão a lembrança do alto preço que pagou para nos livrar da morte eterna (Jo 20:25; Zc 13:6). Cristo não sairia ileso dessa batalha contra as forças do mal. As marcas dos cravos em Suas mãos e pés serão uma eterna lembrança do alto preço que pagou para nos livrar da morte eterna (Jo 20:25; Zc 13:6).

APELO

Contemple pela fé as marcas nas mãos de Cristo. As feridas que Ele sofreu ali foram por você. Valorize tamanho esforço feito pela sua salvação. Aceite hoje o chamado de Deus para salvar e transformar sua vida!


SEGUNDA-FEIRA

CRISTO, NOSSO RESGATADOR

SAUDAÇÃO

TEXTO CHAVE:

1 Coríntios 5:7 “Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado”.

INTRODUÇÃO

Os festivais bíblicos do povo de Israel eram janelas abertas para o conhecimento da salvação. Entendê-los é essencial porque eram a maneira que Deus usava para ensinar ao povo que a religião é festiva e alegre. As festas também celebravam o plano de salvação feito desde a eternidade. O povo de Israel celebrava sete festas ao longo do ano. Elas comemoravam eventos importantes da história nacional, mas também eram simbólicas ou tipológicas, uma vez que apontavam para eventos futuros de maior magnitude. Outro detalhe importante é que a relação simbólica não se verifi cava apenas quanto ao evento em si, mas também quanto ao tempo. Ou seja, os eventos tipifi cados pelas festas tinham também uma correspondência temporal ou cronológica. As festas em Israel aconteciam em duas estações do ano – primavera e outono. As festas da primavera (Páscoa, Pães Asmos, Primícias e Pentecostes) apontavam para os eventos relativos ao primeiro advento de Cristo, enquanto as do outono (Trombetas, Expiação e Tabernáculos), apontavam para os eventos relativos ao segundo advento de Cristo. A primeira festa celebrada na história de Israel foi a Páscoa.
Pergunta de transição:Qual a origem da Páscoa? Quando a primeira Páscoa foi celebrada?

1. A ORIGEM DA PÁSCOA

A festa da Páscoa era a mais importante para o povo de Israel. Ela foi instituída por ocasião da libertação da escravidão no Egito. Antes que a décima praga caísse, Moisés recebeu instruções divinas para que cada família israelita “separasse um cordeiro”; ele devia ser “macho, sem defeito e de um ano”. Devia ser separado no décimo dia do primeiro mês (abibe) e mantido até o 14º dia, quando deveria ser sacrificado ao entardecer (Êx 12:1-6). Após a morte do cordeiro, seu sangue deveria ser passado no batente das portas das casas, e a carne do cordeiro deveria ser assada no fogo e consumida à noite, com pães sem fermento (ou pães asmos) e ervas amargas. À meia-noite, já do dia 15 de abibe, uma calamidade recaiu sobre o Egito. Morreram todos os primogênitos nas casas que não tinham o sangue nas portas. A mortandade se espalhou até mesmo para os primogênitos do gado e dos animais domésticos em toda a terra do Egito (Êx 12:29, 30). Foi assim que Deus manifestou Seu poder, até que finalmente faraó permitiu que o povo de Israel fosse liberto do cativeiro. Liderados por Moisés, eles iniciaram sua marcha à Terra Prometida. Contudo, faraó e seu exército enfurecido os perseguiu. Quando chegaram ao Mar Vermelho, viram-se encurralados. Foi então que mais uma vez o poder de Deus se manifestou. O mar se abriu para que eles passassem e depois se fechou, destruindo todo o exército de faraó. Com mão poderosa, Deus libertou Seu povo. Em comemoração à libertação do cativeiro do Egito, a festa da Páscoa tem sido celebrada há milênios pelos judeus, até o presente.
Pergunta de transição: Além de celebrar a libertação do cativeiro do Egito, o que mais a festa da Páscoa simbolizava?

2. O CUMPRIMENTO DA PÁSCOA

A simbologia da Páscoa pode ser interpretada de duas maneiras objetivas: primeiro, como a libertação do povo de Israel do cativeiro do Egito, depois de séculos de opressão (Êx 12:37-51). Segundo e mais importante: a Páscoa apontava para a libertação do cativeiro do pecado por meio de Cristo Jesus, o verdadeiro Cordeiro pascal (1Co 5:7). O cordeiro oferecido na Páscoa tinha algumas características distintas: tinha que ser macho, sem defeito e de um ano. Isso representava Cristo como homem, sem mácula ou defeito, e que morreria na flor da idade. Mais do que isso, representava a pureza espiritual de Jesus, que viria ao mundo puro e jamais cometeria pecado (Is 53:9; 1Pe 2:22). Ninguém conseguia apontar algum pecado nEle (Jo 8:46-48). O cordeiro pascal não poderia, em hipótese alguma, ter um só osso quebrado, pois Jesus, a quem ele representava, seria morto sem ter também um único osso quebrado, o que era mais um indicativo de Sua perfeição (ver Jo 19:32-36). O cordeiro devia ser assado inteiro, significando que Cristo seria completamente moído por nossas iniquidades (Is 53:5). Como já foi dito, a relação tipológica da Páscoa não se verificava apenas quanto ao evento em si, mas também quanto ao tempo. Os eventos tipificados ou simbolizados pela festa deveriam ocorrer no mesmo dia e mês em que ela era celebrada. Já como parte da celebração da Páscoa, o cordeiro deveria ser separado ao décimo dia do primeiro mês, o mês de abibe (Êx 12:3). Cristo cumpriu todas as profecias messiânicas e todas as festas que para Ele apontavam. O profeta Zacarias havia escrito: “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta” (Zc 9:9). Jesus ordenou a dois de seus discípulos que tomassem um jumentinho emprestado e, montando nele, entrou na cidade de Jerusalém. Ellen G. White escreveu: “Foi no primeiro dia da semana que Jesus fez Sua entrada triunfal em Jerusalém” (O Desejado de Todas as Nações, p. 399). As multidões clamavam “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas!” (Mt 21:9). Toda a cidade estava pronta para coroá-Lo rei; mas, Jesus não aceitou e saiu de cena. Ellen G. White explica: “Enquanto o povo estava reunido em Jerusalém para a celebração da Páscoa, Ele, o Cordeiro de Deus, representado pelos sacrifícios simbólicos, voluntariamente Se pôs de parte como oblação [sacrifício]” (O Desejado de Todas as Nações, p. 400). E por que Ele fez isso? Porque aquele domingo era o dia 10 de abibe, quando o cordeiro pascal deveria ser separado. Na quinta-feira, dia 14 de abibe, véspera de Sua morte, Jesus pediu aos discípulos que preparassem a Páscoa (Lc 22:8). Em uma sala do andar superior de uma casa, depois de ter participado da ceia pascal, Jesus começou a ensiná-los como deveriam relembrar Seu sacrifício por meio da Ceia do Senhor a partir de então (Jo 13:1). Assim como a Páscoa era uma lembrança da libertação do Egito, hoje a Ceia do Senhor é a constante lembrança da morte redentora do Cordeiro de Deus no Calvário para nos libertar do cativeiro do pecado (1Co 11:26). Na sexta-feira, dia 15 de abibe do ano 31, Jesus morreu na cruz. Na hora em que o sacrifício vespertino seria apresentado no santuário, o verdadeiro sacrifício estava sendo oferecido na cruz. Nesse exato momento, o véu do santuário se rasgou de alto a baixo, indicando que todos os sacrifícios não eram mais necessários, pois o Cordeiro de Deus havia sido imolado (Mt 27:50, 51).
Pergunta de transição: Cristo morreu como um criminoso? Qual a relação entre os sacrifícios de cordeiros e a condenação de criminosos?

3. CORDEIRO PASCAL E MALDITO DE DEUS

Em Israel, os piores criminosos eram mortos e pendurados em um suporte de madeira, como advertência à sociedade. Quem sofria essa morte era considerado o pior tipo de pessoa, o mais vil criminoso. O próprio Deus havia instruído Moisés: “o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus” (Dt 21:23). É curioso notar que poucos versículos antes no texto de Deuteronômio, o último crime passível de morte a ser mencionado era o de um filho rebelde e desobediente. Ele deveria ser apedrejado e morto. Tragicamente, Cristo, o divino Filho de Deus, apesar de só ter feito o bem em sua vida, apesar de ter sido perfeito e “obediente”, foi considerado como um dos piores criminosos e destinado “à morte, e morte de cruz” (Fp 2:8), um maldito de Deus. Paulo aplica o texto de Moisés a Jesus, ao afirmar que “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-Se Ele próprio maldição em nosso lugar” (Gl 3:13). Perceba que Jesus não foi o preço para pagar a maldição, mas a própria maldição. Por quê? Porque Ele carregou em Si todos os pecados da humanidade de toda a história. Todas as mentiras, todos os assassinatos, roubos, torturas, traições, abusos e crueldades inimagináveis foram transferidos para Cristo, que os assumiu na cruz, como se Ele os tivesse cometido. O Inocente, então, foi considerado culpado de todos esses pecados e Se tornou um Réu divino, digno da mais terrível morte. A esse ponto, o Pai Se separou dEle, e Sua ligação com Deus não foi mais sentida. Em seu desespero, Cristo clamou: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” (Mt 27:46). Na cruz, Jesus sofreu a morte eterna, uma morte que estava decretada sobre mim e você. Sabemos que Jesus venceu na cruz e ressuscitou. Talvez isso pareça diminuir de alguma forma o infinito peso que Ele carregou. Quem sabe isso transmite a impressão de que tenha sido fácil para Ele, que era Deus. Contudo, não podemos nos esquecer de que Ele também era um ser humano como nós. Ele sofreu como ninguém sofreu nem jamais sofrerá. Por favor, reflita nessas palavras: “A culpa de todo descendente de Adão pesava-Lhe sobre a alma. A ira de Deus contra o pecado, a terrível manifestação de Seu desagrado por causa da iniquidade, encheram de consternação a alma de Seu Filho. Em toda a Sua vida Cristo havia anunciado ao mundo caído as boas-novas da misericórdia do Pai, de Seu amor cheio de perdão. A salvação para o maior pecador tinha sido Seu tema. Mas agora, com o terrível peso de culpas que carrega, não pode ver a face reconciliadora do Pai. O afastamento do semblante divino, do Salvador, nessa hora de suprema angústia, penetrou-Lhe o coração com uma dor que nunca poderá ser bem compreendida pelo homem. Tão grande era essa agonia, que Ele mal sentia a dor física” (O Desejado de Todas as Nações, p. 753).

O profeta Isaías havia declarado 700 anos antes da primeira vinda de Jesus: “Certamente, Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si; e nós O reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados” (Is 53:4, 5). Sete séculos antes de Cristo, um profeta de Deus descreveu de maneira clara o sofrimento vicário ou substitutivo do Messias. Seria um sofrimento altruísta, não por Si mesmo, mas pelos outros, por mim e por você! É impossível valorizar suficientemente tudo o que Jesus fez por nós na cruz. Graças à Sua morte em nosso lugar, temos o direito à vida eterna. Por Seu sacrifício, somos salvos da condenação à morte e temos a esperança da vida eterna. Louvado seja Seu nome!

CONCLUSÃO

Assim como o sangue do cordeiro pascal deveria ser passado nos batentes das portas para livrar os primogênitos da morte, hoje o precioso sangue de Cristo deve ser passado em seu coração para que você seja liberto da morte eterna.

APELO

O sacrifício já foi realizado. Sua salvação é oferecida por Aquele que deu a vida por você. É gratuita para você, mas custou muito caro para Ele. Cristo hoje o convida a aceitar Seu precioso sangue para purificar seus pecados e transformar sua vida. Não deixe para amanhã. Tome uma decisão agora, enquanto há tempo. Permita que Cristo reine em seu coração e em sua vida.


TERÇA-FEIRA

CRISTO, NOSSA GARANTIA

SAUDAÇÃO

TEXTO CHAVE: Êxodo 25:8 “E Me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio deles”.

INTRODUÇÃO

Desde a queda de nossos primeiros pais, a redenção humana dependia da vinda do Messias libertador. Já no Éden, um animal inocente teve que dar seu sangue e sua pele para cobrir a nudez do casal. Assim, o ser humano deveria sempre se lembrar de que o Filho de Deus teria que dar a vida para expiar sua transgressão e que unicamente a justiça de Cristo seria sufi ciente para cobri-lo. Para manter o plano da salvação vivo na memória dos seres humanos, Deus ordenou a Moisés que construísse um santuário no deserto (Êx 25:8).

O santuário e seus serviços ilustram três fases do ministério de Cristo em favor da salvação do ser humano:

(1) Seu sacrifício substitutivo;

(2) Sua mediação sacerdotal; e

(3) o julgamento final. A partir de hoje, nos próximos dias, vamos analisar essas três fases. Hoje vamos aprender sobre a primeira, o sacrifício substitutivo de Cristo, tipificado por todos os animais que morriam diariamente no pátio do santuário.
Pergunta de transição: Como era o santuário que Deus mandou construir? Qual foi o modelo usado por Moisés?

1. O SANTUÁRIO TERRESTRE

Por meio da construção de altares e do sacrifício de animais, tanto Adão quanto os patriarcas posteriores exerciam fé no Messias que estava por vir. Todos esperavam o “descendente da mulher” (Gn 3:15) que esmagaria a cabeça da serpente. Após libertar Seu povo do Egito, Deus deu a Moisés uma visão do santuário celestial e ordenou a construção de um santuário que fosse uma cópia do modelo mostrado a ele no monte (Êx 25:8, 9, 40). O tabernáculo foi construído de tal maneira que podia ser todo desmontado e carregado pelos israelitas em todas as suas jornadas pelo deserto. A tenda sagrada ficava em um espaço aberto chamado pátio, o qual estava rodeado de cortinas de linho fino, suspensas por colunas de cobre. O edifício era dividido em dois compartimentos, chamados santo e santíssimo, separados apenas por uma linda cortina, ou véu, suspensa em colunas chapeadas de ouro. No primeiro compartimento, ou lugar santo, estavam a mesa dos pães da proposição, o castiçal ou candelabro com sete lâmpadas e o altar de incenso. Além do véu interior estava o santo dos santos ou santíssimo, e nesse compartimento ficava a arca da aliança. Esta havia sido feita para ser o receptáculo das tábuas de pedra sobre as quais o próprio Deus havia escrito os Dez Mandamentos com Seu dedo. A cobertura da caixa sagrada chamava-se propiciatório. Este era feito de uma peça inteiriça de ouro, e sobre ele havia dois querubins, também de ouro, um de cada lado. Acima do propiciatório aparecia a shekinah ou manifestação da presença divina.
Pergunta de transição: Como funcionava a salvação para aqueles que viveram antes da primeira vinda de Jesus? Qual era a garantia de eles eram perdoados?

2. OS SACRIFÍCIOS NO SANTUÁRIO

Para que o perdão pudesse ser alcançado, os israelitas deveriam levar uma oferta até ao santuário, onde, na presença do sacerdote, o animal deveria ser sacrificado. Para cada tipo de pecado havia um animal designado pela lei. Além dos animais trazidos pelos ofertantes, o próprio santuário provia diariamente dois cordeiros para o holocausto (Êx 29:38, 39). Eram oferecidos um pela manhã e outro à tarde. Esse sacrifício contínuo, como era chamado, servia para beneficiar os pobres que não tinham animais para levar ao santuário e ofertar por seus pecados. Também servia para os israelitas que porventura estivessem longe ou mesmo a caminho do santuário. O sacrifício contínuo era um sinal da contínua graça e do perdão divino em favor daqueles que creem nEle. Esse sacrifício, assim como todos os outros, de fato não produziam expiação (substituição dos pecados). Todos os sacrifícios só teriam efeito se Jesus desse Sua vida na cruz, “porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (Hb 10:4). Jesus era a garantia de salvação para os antigos ofertantes de animais, assim como Ele é nossa garantia hoje.
O altar de holocausto Tudo no santuário, inclusive os móveis, apontava para Jesus e Seu ministério em favor do ser humano. No pátio, achava-se o altar de cobre para as ofertas queimadas ou holocaustos. Sobre esse altar eram consumidos todos os sacrifícios, e nas suas pontas era aspergido o sangue dos animais sacrificados. O altar de holocausto era um símbolo do Calvário, local onde Jesus daria Sua vida em favor da humanidade (Mt 27:50, 51; Hb 10:10-12). Os sacrifícios que aconteciam no pátio eram repetitivos; dia após dia, mês após mês, ano após ano. Em contraste, o antítipo – o verdadeiro sacrifício expiatório, a morte de Jesus no Calvário, ocorreu uma vez por todas (Hb 9:26-28; 10:10-14). Por isso, João Batista declarou, referindo-se a Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29). Ele é o verdadeiro Cordeiro de Deus, e somente por meio de Seu sangue podemos ter a vida eterna. Seu sangue foi derramado uma vez por todas (Hb 10:10, 12).
Pergunta de transição: Quando Jesus cumpriu o papel de oferta pelos nossos pecados e garantiu nossa salvação?

3. O SACRIFÍCIO DE JESUS

Deus nos assegura em Sua Palavra que certamente não fará coisa alguma sem antes revelar Seus segredos a Seus servos, os profetas (Am 3:7). Ao estabelecer o plano da salvação, um dia foi marcado para que Cristo morresse em lugar do pecador. Essa data foi revelada por meio de uma profecia registrada no livro de Daniel.
A profecia das setenta semanas (Dn 9:24-27) Essa profecia de tempo compõe a explicação da profecia das 2.300 tardes e manhãs, ou anos, dada no capítulo 8. Ela havia permanecido sem explicação, e o profeta Daniel ficou muito triste e perturbado. Então, começou a orar e a confessar os pecados de Israel, incluindo-se entre eles, pois lhe pareceu que Deus os estava rejeitando e que o cativeiro duraria para sempre. Então, enquanto Daniel orava, Deus enviou um anjo para confortá-lo e fazer-lhe “entender o sentido” da profecia (Dn 9:20-22). Para começar, em Daniel 9 é explicado que o primeiro período da profecia do capítulo 8 seria composto de 70 semanas de anos, as quais seriam cortadas ou extraídas do período profético maior de 2.300 anos. “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos” (Dn 9:24). Como resposta à oração de Daniel pelo perdão dos pecados de Seu povo, Deus lhe mostrou que esses pecados seriam perdoados mediante a vinda e o sacrifício do Ungido, o Messias, e que isso ocorreria dentro de “setenta semanas”. Logicamente, como já foi adiantado, elas não se tratavam de semanas literais. Para entender melhor essa profecia de tempo, é preciso descobrir por que ela se estende por quase cinco séculos e qual é seu ano de início. Se aplicarmos o princípio profético em que um dia profético equivale a um ano literal (Nm 14:34; Ez 4:6, 7), então temos um período de 490 anos literais (70 semanas de anos x sete = 490 anos). Mas quando se iniciaria esse período? Em Daniel 9:25 temos a resposta: “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas”. O ponto de partida para o período profético das 70 semanas é a ordem para “restaurar e para edificar” a cidade de Jerusalém. De acordo com o livro de Esdras, houve três decretos alusivos à reconstrução da cidade de Jerusalém. Um decreto de Ciro (Ed 1), outro, de Dario (Ed 6), e o último, de Artaxerxes (Ed 7). Todavia, como esses decretos eram cumulativos (ver Ed 6:14), deve-se levar em conta a data do 3o decreto, o de Artaxerxes, e este entrou em vigência no ano 457 a.C., quando de fato os muros foram reconstruídos. Ou seja, quando se passassem sete semanas (49 anos), mais 62 semanas (434 anos), ou seja, 69 semanas no total (483 anos), o Ungido (o Messias) Se apresentaria ao mundo. A expressão “ungido”, na profecia, refere-se ao batismo de Jesus, o momento em que Ele foi ungido pelo Espírito Santo (Mt 3:16) e iniciou Seu ministério público. Nesse dia, Ele foi chamado de “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29), pois Ele havia vindo para “dar fim aos pecados”, como a profecia de Daniel indicava (Dn 9:24). Assim, se avançarmos 483 anos a partir do ano 457 a.C., chegaremos ao ano 27 d.C., ou seja, o ano do batismo de Jesus. Então o anjo informou a Daniel: “Ele [o Messias] fará firme aliança com muitos por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares” (Dn 9:27). Jesus foi batizado no ano 27 d.C. e fez “aliança com muitos por uma semana”, ou seja, mais sete anos, o que nos leva ao ano 34 d.C. Essa aliança foi feita com muitos judeus, mas o Sinédrio, o corpo governante da nação judaica, rejeitou a Jesus, assim como muitos do povo em Jerusalém e na Judeia também. Essa situação demarcou uma transição no avanço da pregação de Cristo e dos apóstolos, até ali restrita ao povo judeu. De acordo com a profecia das 70 semanas, ou 490 anos, o fim do status de Israel, em um plano nacional como agência evangelizadora, foi assinalado no apedrejamento de Estêvão (At 7:54-58). Isso ocorreu no ano 34 da Era Cristã. Devemos nos lembrar, no entanto, que, segundo Paulo, Deus não rejeitou o povo judeu (Rm 11:1); o próprio Paulo, sendo um israelita, era um dos maiores pregadores do evangelho, se não o maior. Todos os outros apóstolos eram judeus. De fato, havia um remanescente israelita que tinha aceitado o Messias (Rm 11:3, 4). Inúmeros sacerdotes “obedeciam à fé” (At 6:7). O principal ponto em Daniel 9:24-27 é o tempo em que o Messias viria e daria a vida pelas transgressões do povo de Israel, assim como pelas de todo o mundo. Essa foi a resposta divina à oração de confissão e intercessão de Daniel. O Messias faria “cessar o sacrifício e a oferta de manjares” na metade da última semana (Dn 9:27). Daí, conclui-se que Jesus teria morrido no ano 31 d.C. Como Cristo fez cessar os sacrifícios do templo? Dando Sua vida sobre a cruz. Isso ocorre exatamente no ano 31 d.C., três anos e meio depois de Seu batismo, por volta dos 33 anos de idade.
O fim do sistema sacrifical Por meio da profecia das 70 semanas, sabemos o ano da morte de Jesus: 31 d.C. Sabemos o mês: o mês da Páscoa (abibe ou nisã). Sabemos o dia, uma sexta-feira, dia 15, pois na quinta, dia 14, os discípulos prepararam a Páscoa, participando do cordeiro pascal. Sabemos também a hora, pois Jesus foi crucificado às 9 horas da manhã; ao meio-dia houve trevas sobre a terra, que perduraram até 15 horas, hora de Sua morte (Mc 15:25; 33-38). No exato momento da morte de Jesus, “o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo” (Mc 15:38). Assim, todo o cerimonial estabelecido para representar o caráter mediador da obra de Cristo e Sua morte para redimir o mundo foi cumprido. Não haveria mais necessidade do sacrifício de animais, porque o acontecimento para o qual apontavam havia se consumado. Quando Jesus exclamou na cruz: “Está consumado” (Jo 19:32), todos os rituais que representavam simbolicamente esse sacrifício se tornaram desnecessários.

CONCLUSÃO

Na cruz, a penalidade pelo pecado humano foi plenamente cumprida. A justiça divina foi satisfeita. Sob a perspectiva legal, o mundo foi restaurado ao favor divino. A expiação ou reconciliação foi completada na cruz, conforme o tempo previsto pela profecia. Cristo Se sacrificou uma vez por todas, e o pecador que se arrepende pode confiar plenamente no amoroso Salvador.

APELO

Os planos de Deus sempre se cumprem, mas, para que eles se realizem em sua vida, você precisa permitir. Ele pode salvar todos ao seu redor, mas, se você não quiser, não será salvo. Permanecerá perdido, mesmo havendo oportunidade de salvação. Qual é sua decisão hoje? Entregue sua vida ao Senhor enquanto é tempo, confesse seus pecados e Ele lhe dará salvação e vida eterna.


QUARTA-FEIRA

CRISTO, NOSSA ESPERANÇA

SAUDAÇÃO

TEXTO CHAVE: 1 Coríntios 15:20 “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem”.

INTRODUÇÃO

Festas são ocasiões de alegria. São oportunidades de expressar felicidade e gratidão, unindo a família e pessoas queridas. O povo de Israel celebrava várias festas ao longo do ano. Essas festas comemoravam eventos importantes da história daquela nação, que revelavam como Deus os havia libertado da escravidão no Egito e conduzido a uma terra que lhes daria sustento e conforto. Por outro lado, as festas também eram prefi gurativas ou tipológicas, uma vez que apontavam para eventos futuros do plano da redenção. Todas as festas tinham alguma relação com o Salvador. As festas estavam ligadas ao ciclo agrícola de Israel, marcado pelas colheitas, e ocorriam em duas estações do ano. As festas da primavera (Páscoa, Pães Asmos, Primícias e festa das Semanas ou Pentecostes) ocorriam no início do ano e culminavam no início da colheita do trigo. Essas festas apontavam para os eventos relativos ao primeiro advento de Cristo. As festas do outono (Trombetas, Expiação e Tabernáculos) ocorriam após a colheita e apontavam para os eventos relativos ao segundo advento de Jesus. Hoje aprenderemos um pouco mais sobre a festa das Primícias e o que ela nos ensina sobre Cristo e nossa salvação.
Pergunta de transição: Como a festa das Primícias era celebrada em Israel nos tempos bíblicos? Qual era seu significado para aquele povo?

1. A FESTA DAS PRIMÍCIAS

Deus orientou a Moisés: “Disse mais o SENHOR a Moisés: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra que vos dou, e segardes a sua messe, então, trareis um molho das primícias da vossa messe ao sacerdote; este moverá o molho perante o SENHOR, para que sejais aceitos; no dia imediato ao sábado, o sacerdote o moverá. No dia em que moverdes o molho, oferecereis um cordeiro sem defeito, de um ano, em holocausto ao SENHOR (Lv 23:9-12). A festa das Primícias ocorria no início do ano do calendário religioso de Israel, dentro das festividades da Páscoa. A Páscoa era celebrada no dia 14 do primeiro mês, então era seguida pela festa dos Pães Asmos, que ocorria sempre no dia seguinte, em 15 de abibe. Já a festa das Primícias era celebrada no dia seguinte, o dia 16. Não era santa convocação, ou uma grande festa como as outras, mas envolvia a realização de um rito cheio de significado. Assim como todas as outras festas, o propósito era levar Israel a entender, por meio dos rituais e sacrifícios, que Deus lhes havia concedido a terra e as colheitas. O ritual basicamente envolvia a apresentação de um molho, ou seja, um feixe de plantas colhidas diante de Deus. “A cevada era o primeiro cereal a produzir-se […] e no início da festa estava começando a amadurecer. Um molho deste cereal era movido pelo sacerdote diante do altar de Deus, em reconhecimento de que todas as coisas eram dEle. Antes que esta cerimônia se realizasse não se devia fazer a colheita” (Patriarcas e Profetas, p. 539). O feixe deveria ser apresentado para que o povo fosse aceito (Lv 23:11). Segundo a tradição judaica, era requerido dos israelitas um ritual de preparação para a festa das Primícias. Uma parte de um campo era delimitada no dia 14 para ser dedicada à festa. Certamente, era a parte com as plantas mais saudáveis e carregadas de bons frutos. Três homens selecionados cortavam a cevada na presença de testemunhas. Depois de serem cortados, os feixes eram amarrados em um feixe maior e então apresentados diante do Senhor (Comentário Bíblico Adventista, v. 1, p. 871). A festa era celebrada para agradecer a Deus pelos frutos da terra; ou seja, tudo o que fosse colhido primeiro era apresentado ao Senhor como uma forma de gratidão pela provisão de alimento. Contudo, a cerimônia da oferta do molho movido também apontava para outras colheitas. A partir dela, deveriam ser contadas sete semanas, quando a colheita de trigo, o cereal mais importante, nascia. Esta era a festa das Semanas (Pentecostes, no Novo Testamento), pois ocorria 50 dias depois da festa das Primícias.
Pergunta de transição: Uma vez que as festas também eram prefigurativas ou tipológicas, para que evento futuro a festa das Primícias apontava?

2. CRISTO, NOSSAS PRIMÍCIAS

Em 1 Coríntios 15:20, o apóstolo Paulo afirma que Jesus representa “as primícias dos que dormem,” em uma clara referência à festa das Primícias. Jesus é o primeiro “feixe” do plano da redenção. Sua ressurreição após a morte na cruz e apresentação diante do Pai logo em seguida foi o cumprimento exato do ritual antigo da apresentação do feixe da colheita. Logo após Sua ressurreição, Jesus Se apresentou ao Pai e teve a confirmação de que Seu sacrifício foi aceito (Jo 20:17). Assim como os primeiros grãos de cereal eram sinal de sustento e vida para mais um ano, Jesus como o “Pão vivo que desceu do Céu” (Jo 6:51), era a certeza de que haveria vida não só para mais um ano, mas para a eternidade. Não somente vida abundante, verdadeira felicidade e paz no presente, mas a própria vitória eterna sobre a morte! Com Sua ressurreição, Jesus garantiu uma grande colheita de salvos ressuscitados, daqueles justos que dormiram nas sepulturas esperando a redenção final. Cristo foi as primícias, o sinal de garantia da parte do próprio Deus de que a ressurreição dos justos está assegurada. Assim como na visão de José, feixes colhidos representavam pessoas de sua família (Gn 37:7, 8), o ritual do molho movido representava a pessoa de Cristo. O cereal envolvido também guarda aplicações interessantes. A cevada era o cereal que enfrentava as piores condições climáticas para amadurecer logo após o inverno, no início da primavera. Era o mais barato e o principal alimento dos pobres. Da mesma forma, Jesus veio a este mundo como uma pobre criança, viveu como um servo pobre e, desde o nascimento, enfrentou as maiores dificuldades para nos salvar. Ele ainda teve de enfrentar terríveis lutas e adversidades. Por isso, o apóstolo nos apela: “considerai, pois, atentamente, Aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra Si mesmo…” (Hb 12:3). Pense um pouco no que Jesus precisou enfrentar para salvar você da morte eterna! Assim como a flor da farinha era amassada e apresentada diante do Senhor na festa das Primícias, Ele foi “moído pelas nossas iniquidades” (Is 53:5). Assim como a oferta devia ser agradável ao Senhor, a oferta de Jesus como Cordeiro de Deus também agradou ao Pai e foi suficiente para a nossa redenção (Is 53:10). Como Primícia, Ele foi apresentado primeiro, a fim de que fôssemos aceitos (Lv 23:11). Por meio de Cristo, somos aceitos diante de Deus, temos acesso a Ele. Antes, éramos pecadores em rebelião, agora somos reconciliados por uma cruz fincada entre o Céu e a Terra (Rm 5:1-11). Já éramos amados enquanto ainda inimigos de Deus. Agora, em Cristo, somos mais do que aceitos e abraçados no reino do Pai, assim como o filho ou a filha distante que volta para casa. Portanto, se Jesus foi aceito, nós somos aceitos. Você é aceito por Deus.

O cronômetro divino é perfeito. No ano em que Jesus deu Sua vida por nós, Sua ressurreição ocorreu exatamente no dia da oferta do molho movido, na festa das Primícias (Mt 28:1, 6). Os planos de Deus são perfeitos. Ele sempre age na hora certa. Assim Ele agiu ao longo da história sagrada e assim Ele atua em nossa vida. Se você está ouvindo esta mensagem hoje, é porque este é o momento, esta é a hora em que você precisa ouvir, porque você também precisa de Deus. Sem Ele, você não tem esperança de um futuro melhor. Somente nEle você encontra o perdão e a transformação de que tanto precisa para viver. Os que creem em Jesus e põem sua fé inteiramente nEle não se desesperam diante da morte, pois sabem que Cristo foi as primícias. A morte de Cristo foi algo tão poderoso que, no exato momento em que Ele deu Seu último suspiro na cruz, pessoas ressuscitaram em Jerusalém: “tremeu a terra, fenderam-se as rochas; abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram” (Mt 27:51, 52). Aqueles ressuscitados foram troféus da vitória de Jesus sobre a morte e eram apenas uma amostra, as primícias, da grande colheita de salvos que ainda está por vir. No Apocalipse, a segunda vinda de Jesus é representada como uma vasta colheita que vai envolver todo o planeta. Ele é descrito, simbolicamente, com uma foice na mão para com ela colher a humanidade, trazendo salvação e julgamento à Terra (Ap 14:14-16).
Pergunta de transição: Como a ressurreição de Jesus se relaciona com a ressurreição de todos os salvos?

3. ESPERANÇA DE VIDA ETERNA

Ao ressuscitar, Jesus obteve uma vitória definitiva sobre Satanás e a morte. Não precisamos ter medo, pois Aquele que nos ama e deu Sua vida por nós tem as chaves da morte e da sepultura (Ap 1:18). De Sua ressurreição depende a de todos os filhos de Deus. Conforme o apóstolo Paulo argumenta, Se Ele não tivesse ressuscitado, nossa fé e nossa pregação seriam vãs, sem proveito nenhum (1Co 15:13, 14). Felizmente, não é assim. Cristo ressuscitou, vive, reina e virá nos buscar! “Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda” (1Co 15:23). Todos os salvos olham com esperança, como Marta, para a ressurreição do último dia (Jo 11:24). Paulo tinha essa esperança e estava certo de que receberia a coroa da vida na volta de Jesus (2Tm 4:8).
Graças à ressurreição de Cristo, podemos ter esperança de reencontrar entes queridos que já perdemos e de receber finalmente a vida eterna. Ele é nossa esperança. Jesus mesmo prometeu: “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (Jo 5:28, 29). Todos os salvos serão ressuscitados por Ele no dia da Sua volta e então receberão a recompensa eterna pela oferta de salvação que Cristo fez na cruz por nós (Ap 22:12).
O espírito festivo das celebrações do Israel antigo representa a alegria que sentimos pela salvação que Deus nos oferece em Jesus. Temos a doce esperança, a certeza do perdão e plena confiança diante do futuro. Em Jesus, temos a esperança da vida eterna.

CONCLUSÃO

Imagine como será maravilhoso o grande reencontro dos salvos quando Jesus voltar. Será uma ocasião gloriosa, quando todos serão reunidos em família e jamais se separarão. Tudo isso, graças ao extraordinário amor de Jesus, Sua morte e ressurreição em nosso favor. Louvado seja Seu santo nome! Ele é nossas primícias.

APELO

Pense um momento no sacrifício de Jesus. Pense em quantas dificuldades Ele precisou enfrentar para salvar você. O pecado é mortal e nos separa de Deus. Somente em Cristo somos aceitos pelo Pai. Entregue hoje sua vida. Abandone seus pecados. Você precisa aceitar a Cristo para ser perdoado por Deus e viver para sempre em Seu reino. Jesus chama. Qual é a sua decisão? Quando um filho volta aos braços do Pai, há uma grande festa!


QUINTA-FEIRA

CRISTO, NOSSO ADVOGADO

SAUDAÇÃO

TEXTO CHAVE:

1 João 2:1 “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo”.

INTRODUÇÃO

Você já cometeu algum erro e se sentiu culpado? Em algum momento de sua vida já precisou de alguém para pôr a mão em seu ombro e dizer que acredita em você? É maravilhoso ter um defensor quando sabemos que precisamos de ajuda. Além de dar Sua vida por nós, Cristo também atua como nosso Advogado diante de Deus. Para entender isso, precisamos olhar para o passado e analisar como os sacerdotes atuavam no santuário. O santuário e seus serviços ilustram três fases do ministério de Cristo em favor de nossa salvação: (1) Seu sacrifício substitutivo; (2) Sua mediação sacerdotal; e (3) o julgamento fi nal. Hoje vamos aprender sobre a segunda fase, a da mediação sacerdotal de Jesus conforme simbolizada pelo ministério diário do sacerdote no pátio e no primeiro compartimento do santuário terrestre. As principais verdades ensinadas pelo ministério dos sacerdotes no santuário terrestre eram que o pecador não tinha acesso a Deus, mas que Deus havia estabelecido Sua tenda entre os pecadores. Para se aproximar de Deus e obter perdão e salvação, o pecador precisava de um mediador, o sacerdote. Hoje, da mesma forma, somente por meio do nosso Sumo Sacerdote, Cristo Jesus, podemos ter acesso a Deus. Para compreender esse assunto, é preciso lembrar que o santuário terrestre, construído por Moisés, e o santuário celestial, que serviu de modelo para o terrestre (Êx 25:9, 40), relacionam-se de duas formas: estrutural e funcionalmente. A estrutura de dois compartimentos do santuário terrestre aponta não somente para um santuário celestial com duas partes (santo e santíssimo), mas também para o ministério de Cristo em duas fases, correspondentes aos serviços desses dois lugares (Ap 1:12-16; 8:3-5; 11:19). Isso nos revela que Cristo ministraria como os sacerdotes faziam no santuário terrestre.
Pergunta de transição: Como o ministério do lugar santo no santuário terrestre funcionava? Qual a importância desse ministério para a salvação das pessoas da época?

1. O MINISTÉRIO DO LUGAR SANTO

O ritual diário do sacerdote no santuário terrestre incluía os seguintes serviços: (a) ofertar um cordeiro sobre o altar de holocausto de manhã e outro à tarde, com as devidas ofertas de manjares e libações (sacrifício contínuo); (b) manter acesas, com óleo sagrado, as lâmpadas do castiçal do lugar santo; (c) ofertar incenso com todo o serviço que o acompanhava; (d) repor os pães da proposição a cada sábado; (e) oferecer sacrifícios individuais, como as ofertas pelo pecado, ofertas queimadas, de manjares e pacíficas; e muitos outros deveres, como os sacrifícios pela purificação de leprosos, votos de nazireu, o provimento de lenha para o altar de holocaustos, o cuidado com as cinzas, a vigilância do santuário, etc. O recinto do templo, desde o amanhecer até que se fechassem as portas à noitinha, era um lugar muito agitado para os sacerdotes e levitas. Como vimos, de fato, o pecador não tinha acesso a Deus, e, para obter perdão e salvação, precisava de um sacrifício e de um mediador. Somente mediante o sacerdote ele poderia ser representado diante de Deus. O acesso a Deus era simbolizado pela presença de diversos móveis no interior do lugar santo: o altar de incenso, o candelabro e a mesa dos pães da proposição. Portanto, o serviço diário do sacerdote provia expiação por meio do sangue derramado; intercessão mediante a nuvem de fumaça que subia do altar de incenso; vida física e espiritual, por meio dos pães da proposição, e luz, por meio das sete lâmpadas do castiçal.
Pergunta de transição: Quando Jesus iniciou Seu ministério sacerdotal em nosso favor?

2. O SACERDÓCIO DE CRISTO

Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana e, após haver ressuscitado, permaneceu ainda 40 dias com os discípulos (At 1:1-3). Durante esse período, apareceu a eles várias vezes. Desejava-lhes dar provas de que havia ressuscitado e deixar orientações claras com respeito à obra que deveriam executar. Chegou o dia, porém, que deveria ascender definitivamente ao Céu e cumprir a promessa de enviar o Consolador, o Espírito Santo (Jo 14:16, 17).

Se Cristo não fosse ao Céu, o Consolador não viria (Jo 16:7). Depois de ter sido exaltado e entronizado, Jesus enviou o Espírito (At 2:32, 33), o que nos faz pensar na antiga festa das Semanas, ou festa do Pentecostes.
A festa de Pentecostes (ou festa das Semanas) A última festa da primavera celebrada em Israel era a Festa das Semanas ou festa do Pentecostes (Dt 16:9, 10). Como vimos, a colheita dos cereais começava com a colheita da cevada, na festa das Primícias. Ela terminava quando os campos de trigo eram colhidos, na festa do Pentecostes. Essa festa era assim chamada porque acontecia 50 dias depois da apresentação do feixe com os primeiros frutos, na festa das Primícias (ver Lv 23:15, 16). O cumprimento da festa do Pentecostes consistiu na grande colheita espiritual proporcionada pela descida do Espírito Santo no dia em que a festa era realizada, exatamente 50 dias após a ressurreição de Cristo. Os três mil que foram batizados naquele dia podem ser considerados os primeiros frutos da obra do evangelho, pois a festa do Pentecostes também era chamada de festa da Colheita (Êx 23:16). Contudo, a festa do Pentecostes tem outro significado ainda mais belo. Ela representa o momento da entronização de Cristo como sacerdote no santuário celestial. Em João 7:39 lemos: “Isto Ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nEle cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado”. Isso significa que a vinda do Espírito Santo no Pentecostes foi uma evidência da glorificação de Cristo no santuário celestial, quando Ele deu início à Sua obra sacerdotal no santuário. Pedro, em seu discurso no dia de Pentecostes, usa duas passagens das Escrituras para explicar o evento. Primeiramente, cita o livro de Joel, e depois, o Salmo 110, que é um retrato da entronização de Cristo. Quando os apóstolos receberam o Espírito Santo, esse foi certamente o momento em que Cristo estava sendo ungido para começar Sua função sacerdotal no santuário no Céu (ver At 2:14, 15). O livro de Hebreus também nos revela que, após Sua ressurreição, Jesus ascendeu ao Céu e foi para o santuário (Hb 8:1, 2).
Pergunta de transição: Por que o ministério sacerdotal de Cristo é essencial para nossa salvação?

3. UM ADVOGADO JUNTO AO PAI

Na cruz, Jesus efetuou completa expiação em favor dos pecadores. Seu sacrifício nos garante o direito à vida eterna. Porém, é mediante seu ministério sacerdotal no santuário celestial que esse sacrifício expiatório é aplicado a todo o que nEle crê. É ao Cristo vivo que nos dirigimos hoje, não ao Cristo morto. É o Cristo ressurreto que vive e intercede por nós diante do Pai, não a imagem congelada de um Jesus emagrecido exposto na cruz. A cruz não é um evento presente, mas passado. Hoje, é do Cristo vivo, do nosso Sumo Sacerdote que recebemos a salvação. Suas mãos estão marcadas pelos cravos, mas elas não estão mais sangrando. As cicatrizes das palmas de Suas mãos se levantam diante do Pai para mostrar o preço de nossa redenção e cobrir nossos pecados diante das santíssimas exigências de Deus. Conforme ocorria no serviço dos sacerdotes em Israel, Jesus ministra agora em nosso favor e aplica os méritos de Seu sacrifício, concedendo-nos perdão e vida eterna.
Um Mediador entre Deus e os seres humanos (1Tm 2:5, 6) Paulo ensina que Cristo é o Mediador entre Deus e os seres humanos, pois Ele é plenamente Deus e plenamente homem. Ele é a ponte que nos reconciliou com o Pai (2Co 5:18), o único que teve uma vida sem pecado, morreu pela raça humana e, em seguida, venceu a morte por meio da própria ressurreição. Ele possui autoridade e as credenciais necessárias para nos representar e interceder diante de Deus. Contrariamente aos sacrifícios de animais, o sacrifício de Jesus foi perfeito e realizado “uma vez para sempre” (Hb 7:27).
Uma obra especial (1Jo 2:1) Como Ele intercede por nós? No santuário antigo, após o sacrifício do animal, o sangue deveria ser levado pelo sacerdote para dentro do santuário em um recipiente. O sangue era levado até um altar de ouro e uma cortina que separava o lugar santo do lugar santíssimo. O sacerdote molhava seu dedo no sangue que havia no recipiente, o passava nas pontas do altar de incenso e espargia a cortina com gotas de sangue. Atrás da cortina, a presença de Deus se revelava por meio da shekinah, uma luz que pairava acima da arca da aliança, fechada com uma tampa (o propiciatório) com dois anjos esculpidos, e dentro da qual ficava a lei de Deus. Ou seja, o sangue era espargido sobre a tampa da arca, diante da presença de Deus, para aplicar o pagamento da penalidade que o pecador deveria sofrer. Em vez do sangue do pecador ser apresentado, era levado o sangue de uma vítima que havia morrido em seu lugar. O sangue era o preço que a lei de Deus exigia do pecador. A lei de Deus é uma expressão de Seu caráter justo e amoroso, e ela exigia a morte do transgressor. Por meio do sacrifício, da mediação do sacerdote e da apresentação do sangue dentro do santuário, bem como dos outros serviços, os pecadores poderiam ser poupados pelo Deus santo. A mediação do sacerdote e todo o serviço do santuário eram o único meio de os pecadores terem acesso a Deus e ao perdão que Ele oferece. Da mesma forma, após aceitar o sacrifício da cruz, precisamos ir pela fé ao santuário celestial, onde Jesus apresenta Seu sangue em nosso favor. Assim, nossas orações se dirigem a um lugar específico. Isso é uma notícia fantástica! Ainda hoje temos um santuário, por mais que ele não seja visível a nós. A cruz foi o preço pago, e esse preço é apresentado ininterruptamente no santuário celestial. A morte de Cristo foi para todos e é capaz de salvar todos, mas infelizmente nem todos serão salvos. Mesmo após termos aceitado a morte de Cristo no Calvário, precisamos que Ele, nosso grande Sacerdote, faça a aplicação de Seu sangue em nosso favor, no santuário celestial. Isso nos provê perdão diário e nos fortalece no processo da santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb 12:14). Hoje precisamos nos aproximar de Cristo com fé, mediante oração e confissão dos pecados para recebermos Seu perdão (1Jo 1:9). Ele é o Único capaz de nos auxiliar nas nossas fraquezas (Hb 4:14-16; 1Co 10:13), pois experimentou nossas dores e tentações, mas não pecou. Ele é nosso Advogado junto ao Pai. Lancemos sobre Jesus agora os nossos pecados, porque Ele cuida de nós (Mt 11:28-30; 1Pe 5:7).

CONCLUSÃO

Cristo nos proveu expiação, por meio de Seu sangue derramado (oferta); intercessão, mediante Seu ministério sacerdotal junto ao Pai (sacerdócio); vida física e espiritual, pois Ele é o Pão da Vida (pães da proposição); e luz, pois Ele é a Luz do mundo (candelabro).

APELO

Cristo provê cada uma das nossas necessidades. Nele se encontra nossa única esperança de salvação. Nele encontramos a segurança e o amparo de que tanto precisamos. Coloque sua fé Naquele que deu Sua vida por você. Consagre sua vida a Deus hoje.


SEXTA-FEIRA

CRISTO, NOSSO JUIZ

SAUDAÇÃO

TEXTO CHAVE:

Hebreus 4:15 “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”.

INTRODUÇÃO

Você já passou por alguma avaliação ou foi obrigado a esperar por algum resultado? Uma prova da escola ou da faculdade? Uma entrevista de emprego? O resultado de um exame médico ou biópsia? Certamente a espera gera alguma ansiedade e pensamentos de autoavaliação. Talvez pensou no que poderia ter feito melhor ou no que precisaria fazer diante dos possíveis resultados. Nos tempos bíblicos, todo início de ano, o povo de Israel fazia um exercício de autoanálise e de refl exão. Isso ocorria na época do Dia da Expiação, quando o santuário era purifi cado. Nesse período, ocorria um tipo de juízo, quando o povo era chamado a “afl igir a alma” e fazer um profundo autoexame (Lv 16:29-31). De fato, o santuário e seus serviços ilustram três fases do ministério de Cristo em favor da salvação do ser humano: (1) Seu sacrifício substitutivo; (2) Sua mediação sacerdotal; e (3) o julgamento fi nal. Hoje vamos aprender sobre a terceira fase, o julgamento fi nal, realizado por Jesus e tipifi cado pelo Dia da Expiação, o ministério anual do sumo sacerdote no segundo compartimento do santuário terrestre, o santo dos santos ou santíssimo. Durante o ano, o santuário era contaminado pelos pecados do povo que, simbolicamente, eram transferidos para dentro do mesmo pelo sangue dos sacrifícios ou da carne da oferta consumida pelo sacerdote. Assim, o pecado era perdoado; o pecador, considerado limpo, mas a impureza ligada ao serviço do santuário com a manipulação do sangue fi cava gravada no santuário. Por isso se fazia necessária uma purificação, a fi m de, simbolicamente, limpá-lo dos pecados acumulados ao longo do ano.

Pergunta de transição: Como era feita a purificação do santuário terrestre? Quando ela acontecia?

1. O JUÍZO NO SANTUÁRIO TERRESTRE

Como já vimos nesta semana, o povo de Israel celebrava sete festas ao longo do ano. A mais importante era o Dia da Expiação. Ela acontecia sempre no 10o dias do 7o mês (tisri), que era o primeiro mês. Nessa data, entrava em cena a maior autoridade religiosa de Israel, o sumo sacerdote. Essa festa era a coluna mestra do sistema sacrifical. A cerimônia do Dia da Expiação tinha o propósito de fazer uma limpeza tripla: do sumo sacerdote e de sua família (Lv 16:6, 17), do povo de Israel (v. 17) e do santuário (v. 16, 20, 33). A preparação para a expiação começava dez dias antes, com a festa das Trombetas, que abriam o ano. Eram dias de arrependimento, destinados a operar uma mudança no coração que culminava no Dia da Expiação.

O sumo sacerdote que fazia a expiação tinha uma preparação cuidadosa para esse evento:

(a) no 3º dia do 7º mês, ele se mudava para os recintos do templo, para uma semana em oração e meditação, a fim de se afastar de algum erro significativo;

(b) não dormia no dia anterior para que não lhe ocorresse qualquer contaminação;

(c) banhava-se e vestia vestes santas; e

(d) usava vestes brancas e simples e, sem ostentação, apresentava-se diante de Deus. Todo o ritual do Dia da Expiação era realizado de dentro para fora, começando no lugar santíssimo, passando pelo lugar santo e terminando no pátio. Ao começar o serviço, o sumo sacerdote recebia dois bodes e um carneiro, os quais, juntamente com sua oferta pessoal, um novilho, eram apresentados perante o Senhor. Antes de o novilho ser morto, ele lançava sortes sobre os dois bodes, uma sorte pelo Senhor e outra por Azazel. Ele então matava o novilho, e um sacerdote colocava parte do sangue numa tigela. Enquanto isso, o sumo sacerdote tomava brasas do altar onde as ofertas eram queimadas e as colocava em um incensário. Enchia também as mãos com um incenso suave, e, levando ambos, entrava no Tabernáculo e passava ao lugar santíssimo. Colocava o incensário no propiciatório, o qual era coberto por uma nuvem para que ele não morresse (Lv 16:13). Concluída essa parte, o sumo sacerdote saía para receber do sacerdote o sangue do novilho. Esse sangue era levado para o lugar santíssimo, onde era aspergido com o dedo sobre a tampa da arca da aliança (o propiciatório), por sete vezes. Ao voltar do lugar santíssimo, o sumo sacerdote matava o bode da expiação pelo pecado. Tornava a entrar no santíssimo, onde espargia o sangue do bode como fizera com o sangue do novilho sobre o propiciatório e diante do mesmo. Feito isso, ele voltava ao pátio, onde abençoava o povo e tomava o bode por Azazel e o enviava ao deserto pela mão de um homem. Este abandonava o bode em um local bem distante, onde o mesmo morreria.

Pergunta de transição: Qual o cumprimento do Dia da Expiação? Há também um dia de juízo para os seguidores de Jesus hoje?

2. O JUÍZO NO SANTUÁRIO CELESTIAL

De acordo com o livro de Hebreus, os serviços e cerimônias do santuário terrestre eram um exemplar ou sombra das coisas celestiais (Hb 8:5). Logo, a purificação do santuário terrestre ilustrava a obra de Cristo em favor do pecador e o juízo que seria realizado no Céu. Do ponto de vista do pecador, o sacrifício de Cristo na cruz foi completo, mas os registros dos pecados permanecem. Por essa razão, o santuário no Céu precisa passar por uma purificação. O Apocalipse ensina que, na volta de Jesus, a recompensa será dada a cada ser humano, de acordo com suas obras (Ap 22:12). Logo, é necessário que uma obra de investigação ou juízo preceda a volta de Jesus. Essa obra era prefigurada pelo grande Dia da Expiação em Israel. Chegará o momento em que Deus começará a julgar os habitantes da Terra, definindo quem será salvo e habitará a cidade santa.
A profecia da data do juízo A purificação anual do santuário terrestre apontava para uma purificação do santuário celestial. É evidente que não existe pecado no Céu, mas sim o registro de pecados (Ap 20:12; Is 65:6, 7), e estes devem ser apagados dos registros dos justos por um processo judicial. Em Daniel 8:14, lemos: “Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado”. Ou seja, quando se passassem 2.300 dias proféticos, o santuário seria purificado. Aplicando o princípio dia/ano de interpretação profética (ou seja, cada dia em profecia equivale a um ano literal, conforme Nm 14:34; Ez 4:6, 7), quando se passassem 2.300 anos, o santuário seria purificado; ou seja, chegaria o dia do juízo. O próximo passo é descobrir quando começa esse período profético. O anjo Gabriel volta para explicar a profecia a Daniel e dá o evento: “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos” (Dn 9:25). A ordem para “restaurar e edificar Jerusalém” foi promulgada no ano 457 a.C. (ver Ed 6:14; e o capítulo 7). Viajando os 490 anos, dados aos judeus (ver Dn 9:24), chegamos ao ano 34 d.C., quando Estêvão foi apedrejado. Restam então 1.810 anos do período maior de 2.300 anos. Basta agora adicionar os 1.810 anos restantes, e a profecia alcança o tempo exato em que se iniciaria a purificação do santuário, ou seja, 1844. Assim, no Dia da Expiação do ano 1844, que ocorreu no dia 22 de outubro, teve início o juízo, e Cristo deixou o lugar santo do santuário para iniciar, no lugar santíssimo, uma obra de purificação. Assim, da mesma forma que o sumo sacerdote voltava ao pátio para abençoar o povo, quando Jesus terminar a Sua obra de juízo, Ele voltará à Terra para abençoar Seu povo e levá-lo para o Céu (Mt 25:34).

As fases do juízo Esse juízo no Céu está dividido em três fases:

(a) juízo pré-advento;

(b) juízo comprobatório; e

(c) juízo executivo.

Na primeira fase são analisados apenas os casos daqueles que um dia aceitaram a Jesus como Salvador. Essa fase começou no dia 22 de outubro de 1844 e vai terminar quando Jesus encerrar sua obra no santíssimo do santuário (ver Ap 15:8; 22:11). A segunda fase do juízo (comprobatório) ocorrerá durante o milênio (Ap 20:4). Esse será o juízo dos ímpios, ou seja, daqueles que não aceitaram Jesus como Salvador. Isso não significa que haverá esperança para eles; o juízo ocorre apenas para tornar claro, perante todo o Universo, o motivo da sua perdição. Nenhuma dúvida deverá ficar sobre o caráter e a justiça de Deus em salvar uns e condenar outros. Já a terceira fase do juízo (executivo) será a aplicação da sentença sobre os ímpios e acontecerá somente depois do milênio. João viu a Cidade Santa, a Nova Jerusalém, descer do Céu (Ap 21:9); viu a segunda ressurreição, quando todos os ímpios saíram dos sepulcros (Ap 20:5); viu Satanás sendo solto e enganando os ímpios para que atacassem a cidade. Quando, porém, sitiaram a Cidade Santa, desceu fogo do céu e consumiu a todos (Ap 20:7-9). Esse será o fim dos ímpios, assim como de Satanás e seus anjos maus.
Pergunta de transição: Como escapar desse juízo? Como podemos ser salvos neste momento em que os nomes estão sendo analisados no santuário celestial?

3. CRISTO – NOSSO JUIZ

Só existe uma esperança de escapar da condenação no juízo e obter a vida eterna: entregando nosso caso nas mãos de Jesus, o justo Juiz (At 17:31). João ensinou que o “Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento” (Jo 5:22). Paulo ensina que Jesus é juiz dos vivos e dos mortos (At 10:42). O livro do Apocalipse, falando sobre os salvos, declara: “lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap 7:14). Os salvos alcançaram uma rica experiência com Jesus. Creram em Seu sacrifício expiatório e se apegaram a Seus méritos. Por isso a Bíblia declara: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4:12).

CONCLUSÃO

O autor do livro de Hebreus nos faz um convite: “Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande Sumo Sacerdote que penetrou os Céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos Sumo Sacerdote que não possa compadecer-Se das nossas fraquezas; antes, foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna (Hb 4:14-16). Sim, o templo celestial tornou-se um lugar de expiação e julgamento, mas o Juiz nos ama e deseja conceder a todos os méritos de uma vida sem pecado, a única forma de escapar da condenação eterna. Por isso, vamos nos achegar a Ele com confiança!

APELO

Amigo, descobrimos hoje que um juízo está acontecendo no Céu e que precisamos avaliar.profundamente nosso coração. O que ainda falta entregar para Deus? Cristo hoje está realizando um grande juízo, e precisamos rapidamente nos desfazer de tudo o que nos afasta de Deus. Tome hoje sua decisão. O tempo é agora.


SÁBADO – FINAL

CRISTO, NOSSO REI

SAUDAÇÃO

TEXTO CHAVE:

Apocalipse 19:16 “Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES”.

INTRODUÇÃO

Alguma vez você já teve a oportunidade de acampar? Já dormiu em uma barraca à luz de lanterna? Experiências assim marcam as lembranças de pessoas de qualquer idade. Jovens, adolescentes e crianças que já passaram por isso sempre têm algo para contar. No antigo Israel ocorria uma das festas mais marcantes, Sukkot, “Cabanas”, mais conhecida como festa dos Tabernáculos. Nessa festa, os israelitas construíam cabanas e relembravam como havia sido a peregrinação de seus antepassados no deserto, quando viviam em tendas ou cabanas. A festa dos Tabernáculos é a única que ainda não teve seu cumprimento tipológico. Ela aponta para um evento que está para se concretizar: a gloriosa volta de Jesus à Terra. De acordo com o livro de Hebreus, todos os serviços e cerimônias do santuário terrestre eram um exemplar ou sombra das coisas celestiais (Hb 8:5). O sumo sacerdote, concluída a obra da expiação, saía do santuário para abençoar o povo. Da mesma forma, um dia Jesus deporá Suas vestes de sumo sacerdote, vestirá Suas vestes reais e voltará em glória e majestade para buscar Seu povo, como prometeu (Jo 14:1-3).
Pergunta de transição:Como a festa dos Tabernáculos era celebrada?

1. A FESTA DOS TABERNÁCULOS

A última festa em Israel era celebrada entre os dias 15 e 22 do sétimo mês (tisri). Era uma celebração de gratidão, e havia dupla razão para a alegria. A colheita do final do ano havia sido recolhida, e os meios de subsistência estavam assegurados. Então, as pessoas também se reuniam para se alegrar com os dons do perdão obtidos no Dia da Expiação. O propósito desse feriado também era lembrar a Israel a maneira como Deus os havia abençoado e protegido durante a longa jornada pelo deserto a caminho da Terra Prometida. Durante os sete dias da festa, o povo habitava em tendas para lembrar sua peregrinação no deserto. Em seguida, derramava-se água sobre o altar de holocausto, com um pote de ouro, comemorando os tempos em que Deus sempre forneceu água abundante no deserto. Além disso, acendiam-se quatro grandes candelabros no átrio do templo. Com imensa alegria, cantavam-se salmos ao som de instrumentos musicais. Tudo isso representava o pilar de fogo que iluminou e aqueceu os israelitas durante as noites frias de sua peregrinação. Pergunta de transição: O que a festa dos Tabernáculos nos ensina sobre a volta de Jesus?

2. A CEIA DAS BODAS DO CORDEIRO

A festa dos Tabernáculos aponta para o tempo da restauração dos “novos céus e nova terra” que Deus fará após a eliminação do pecado e dos pecadores. Isaías descreve que nessa nova criação os remidos terão alegria eterna, sem a dor do sofrimento, e se reunirão alegremente a cada sábado para adorar a Deus (Is 66:22, 23). Deus mesmo preparará uma grande festa. Os salvos em Cristo participarão de uma enorme ceia: a ceia das bodas do Cordeiro. “Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro” (Ap 19:9). Esse é o momento feliz quando os redimidos começarão a sentir a alegria da eternidade. Cada momento vivido será desfrutado com um misto de surpresa e gratidão. João, no Apocalipse, dá vislumbres daquela realização gloriosa e feliz quando descreve os redimidos celebrando com palmas nas mãos (Ap 7:9) e cantando louvores (Ap 7:10; 14:3). João escreveu: “Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus” (Ap 19:9). Nos tempos bíblicos, as bodas ou festa de casamento poderiam durar vários dias. Todos os convidados precisavam usar um traje de festa especial. Na parábola das bodas contada por Cristo (Mt 22:1-14), roupas de festa foram fornecidas pelo próprio rei. Comparecer à festa sem a roupa devida traria desonra ao anfitrião e mancharia as festividades. A veste nupcial na parábola representa a justiça de Cristo. Portanto, a rejeição da veste representa a rejeição daqueles traços de caráter que qualificam as pessoas para se tornarem filhos e filhas de Deus (Ap 19:8). Igualmente, significa rejeitar o sangue do Cordeiro, que lava as vestes. Ter as vestes lavadas pelo sangue de Cristo é o único meio de entrar na Cidade Santa pelas portas (Ap 22:14).

Pergunta de transição: Como podemos nos preparar para esse evento?

3. NOSSO REI FUTURO

Existem várias descrições da volta de Jesus na Bíblia. Porém, uma das mais ricas ocorre em Apocalipse 19. Jesus volta montado em um cavalo branco e, em Sua coxa, está escrito “Rei dos reis e Senhor dos senhores”. Na morte de Jesus, Pilatos mandou colocar uma placa na cruz, sobre a cabeça de Cristo: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus” (Mt 27:37). Mas Ele não é apenas o Rei dos Judeus, Ele é o Rei de toda a Terra, de todos os povos, de todas as gentes. Reconhecer esse senhorio é a chave para participar de Seu reino. Contudo, Jesus declarou enquanto andou pela Terra: “O Meu reino não é deste mundo” (Jo 18:36). Sim, Jesus não veio como rei em sua primeira vinda, pois não viria para governar este mundo corrupto; mas, Ele um dia virá para recriar este mundo em algo novo, e virá como Rei dos reis! Há uma pátria celestial aguardando todos nós (Fp 3:20). Milhares já descansaram nessa esperança. Os patriarcas e profetas a olharam com expectativa (Hb 11:13). Os salvos de todas as eras a valorizaram como a mais preciosa esperança. Paulo mesmo declarou: “Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a Sua vinda” (2Tm 4:8). Sim, há uma coroa reservada para cada um de nós (Ap 2:10); há uma pedrinha branca com um novo nome (Ap 2:17) e vestes brancas de justiça para nos cobrir (Is 61:10). Tudo está pronto. Só falta você!

CONCLUSÃO

Jesus nos deu o segredo para estarmos prontos para esse reino: “Quem crer e for batizado será salvo” (Mc 16:16). Para Nicodemos, declarou: “Quem não nascer da água e do Espírito não pode ver o reino de Deus” (Jo 3:3-5). Pedro apelou: “E agora, porque te demoras? Lava teus pecados invocando o nome dele” (At 22:16). E João, falando sobre quem poderá ter acesso à Nova Jerusalém, escreveu: “Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro” (Ap 21:27). Alegre-se! Você está sendo chamado. Seu nome está na lista, pois Aquele que o convida deu a vida por você.

APELO

Um dia no passado, Deus fez sua tenda entre nós e habitou em um santuário. Um dia, no futuro, estaremos com Ele, no Seu tabernáculo no Céu – “o tabernáculo de Deus com os homens” (Ap 21:3). Mas, para participar disso, você precisa tomar uma decisão. Aceite a Jesus Cristo como seu Salvador pessoal e decida-se pelo batismo! Não perca esta chance!

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É um grande privilégio de elaboração do site PORTAL ADVENTISTA DE BAIXO GUANDU/ES, no dia 18 de Setembro 2014 para a divulgação aqui na cidade local, regional e em todos os Países. Nosso Objetivo é divulgarmos os programas, materiais entre outros que se realizam na Igreja Adventista do Sétimo Dia, em prol do Evangelho Eterno, assim diz o Senhor: “ Breve Jesus Cristo Voltará” Apocalipse 22:1-21. Portanto não será então em benefício próprio, sim a necessidade desse divulgação nessa cidade que todos se entregam sua vida a Jesus Cristo, nosso Salvador. Att: Thiago Amaral de Oliveira - Baixo Guandu/ES.

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