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Sermonário | Semana de Mordomia Cristã 2020 (Em Textos)

Ao nos aproximarmos da segunda vinda de Jesus, somos convidados a levar a sério estas palavras do apóstolo Paulo: “Examinem-se para ver se vocês estão na fé; provem a vocês mesmos. Não percebem que Cristo Jesus está em vocês? A não ser que tenham sido reprovados!” (2Co 13:5).

O principal objetivo da Semana de Reavivamento de Mordomia é refletir sobre nossa jornada cristã e ver como a mensagem de “Primeiro Deus” tem permeado as principais áreas de nossa existência.

INTRODUÇÃO

Nos últimos três anos, “Primeiro Deus” tem sido o lema do Ministério de Mordomia adventista. Este tema se alinha com a ênfase no reavivamento da igreja mundial, e se concentra principalmente no componente de reforma. Ao nos aproximarmos da segunda vinda de Jesus, somos convidados a levar a sério estas palavras do apóstolo Paulo: “Examinem-se para ver se vocês estão na fé; provem a vocês mesmos. Não percebem que Cristo Jesus está em vocês? A não ser que tenham sido reprovados!” (2Co 13:5). O principal objetivo da Semana de Reavivamento de Mordomia é refletir sobre nossa jornada cristã e ver como a mensagem de “Primeiro Deus” tem permeado as principais áreas de nossa existência. O material em mãos pode servir de plataforma de lançamento para este exercício de introspecção. O assunto introdutório concentra-se na natureza de Deus, a quem somos chamados a colocar em primeiro lugar. As apresentações seguintes corresponde ao cartão de compromisso “Meu Pacto”, produzido pelo Ministério de Mordomia adventista. As mensagens, por meio do estímulo de Seu Espírito, nos desafiarão a refletir sobre algumas áreas sensíveis, porém vitais, como vida devocional, relacionamento com os outros, estilo de vida saudável, serviço e testemunho, observância do sábado, devolução do dízimo e participação em ofertas proporcionais. No final de cada mensagem, temos outra oportunidade de tomar uma decisão para fazer o que é certo. Essas apresentações podem ser usadas como palestras devocionais na igreja local ou em outro ambiente de grupo. Dependendo da praticidade de se reunir, o mesmo material se ajusta bem ao tempo de adoração familiar e pessoal.
Desejo que todos experimentem o crescimento para uma parceria mais eficaz em Sua missão final.
Aniel Barbe

 

1. BUSQUE PRIMEIRO

A nova ênfase do Ministério de Mordomia é “Primeiro Deus”. No início da Semana de Administração de 2020, somos convidados a refletir sobre essas três questões:
1. Por que devemos colocar Deus em primeiro lugar? 2. Quem é este Deus a quem somos chamados a colocar em primeiro lugar? 3. O que significa colocar Deus em primeiro lugar?
Nosso texto base, Mateus 6:33, “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas serão acrescentadas a vocês”, nos guiará nesta jornada. Busque primeiro. Parte I: Por que devemos colocar Deus em primeiro lugar? Os humanos estão realmente em posição de colocar Deus em primeiro lugar? Primeiro é o lugar ao qual Ele já pertence (Gênesis 1:1; João 1:1; Apocalipse 1:8; 22:13). Colocar Deus em primeiro lugar é um reconhecimento da posição de Deus. Quando você quer montar um quebra-cabeça, cada peça deve estar no lugar certo. O mesmo é verdade para o quebra-cabeça da nossa vida. A menos que Deus esteja no lugar certo, nossa vida permanecerá incompleta. Em Mateus 6:33, Jesus apresenta a busca por colocar Deus como o Primeiro como o antídoto para os medos que prevalecem na sociedade (Mateus 6:25-34):
• Medo sobre as necessidades básicas: “Portanto eu digo: Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir” (Mateus 6: 25). Deus é o provedor. • Medo sobre nosso valor pessoal: “Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas?” (Mateus 6:26). Somos filhos e filhas do Rei. • Medo sobre coisas que estão além do nosso controle: “Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?” (Mateus 6:27). “Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal” (Mateus 6:34). Ele controla as circunstâncias.

Jesus não negou ou minimizou essas fontes de preocupações que invadem a vida do ser humano, mas Ele mostra a estratégia correta: Busque a Deus em primeiro lugar. A. W. Tozer tem uma declaração similar: “Quando Deus é exaltado da forma correta em nossas vidas, mil problemas são resolvidos de uma só vez”. Parte II: Quem é este Deus a quem somos chamados a colocar em primeiro lugar? As pessoas têm diferentes percepções do mesmo Deus. Essa situação desencadeou a pergunta de Jesus relatada em Mateus 16:15: “Quem vocês dizem que eu sou?” Muitos crentes mantêm um relacionamento com Deus semelhante ao que Aladim tinha com o gênio da lâmpada mágica. Aladim esfregava a lâmpada para deixar o gênio sair apenas quando precisava de ajuda. Qual é a nossa principal intenção em buscar a Deus em primeiro lugar? Para tornar a vida mais simples, mais fácil e mais confortável? Deus é frequentemente percebido como escravo, ajudante ou reparador. Se o nosso Deus é apenas um deus-servo, nós nos livraremos dele depois de usá-lo. Em Mateus 6:33, Jesus qualifica Deus, a quem somos chamados a buscar em primeiro lugar, usando duas palavras: “reino” e “justiça”. O Reino de Deus O Deus a quem somos chamados a buscar em primeiro lugar tem um reino. O que isso significa? No evangelho de Mateus, também chamado de Evangelho do Reino, o reino é apresentado como próximo, presente e futuro. O reino é: • Um lugar literal. • A manifestação da justiça, paz, e alegria de Deus (Romanos 14:17). • E, sobretudo, o reino de um Rei. Ellen White também escreveu sobre as duas dimensões do reino: “Conforme é usada na Bíblia, a expressão “reino de Deus” designa tanto o reino da graça como o de glória” (O Grande Conflito, p. 346). O Deus a quem devemos colocar primeiro é um rei! Essa verdade tem uma implicação prática e decisiva. Se nosso Deus é um Deus real, aceitaremos Sua autoridade em todos os aspectos de nossas vidas. Em Sua oração, Jesus associa os dois elementos, reino e autoridade. Em Mateus 6:10 lemos, “Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”. A soberania de Deus afeta todas as esferas da vida.

DEUS

Deus é o criador

Deus é o modelo

Deus é o provedor

Deus é o mestre

Deus é um companheiro

NOSSA IDENTIDADE

Nós somos suas criaturas

Estamos à sua imagem

Somos seus dependentes

Nós somos Seus servos

Nós somos seus amigos

MORDOMIA FINANCEIRA

Nós adoramos com nossos recursos

Nós refletimos amor no uso de recursos

Devolvemos o dízimo e damos ofertas em reconhecimento de sua propriedade

Usamos nossos recursos para testemunhar por Ele

Nós fazemos do relacionamento com Ele e com os outros a nossa prioridade em vez de finanças

Como seres humanos, temos o dilema de tentar colocar Deus em primeiro lugar enquanto estamos naturalmente separados dele. “Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá” (Isaías 59:2). A justiça de Deus é essencial para os seres humanos colocarem Deus em primeiro lugar. Ele desempenha duas funções: salvar e transformar. O apóstolo Paulo fala sobre a salvação da justiça em 2 Coríntios 5:21: “Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus” Em outra parte, ele descreve a justiça transformadora de Deus: “Assim foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus” (1 Coríntios 6:11). A justiça transformadora de Deus não modifica apenas as ações externas, mas altera os motivos interiores: “Pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele” (Filipenses 2:13). O Deus a quem somos chamados a buscar primeiro é tanto o Deus real como o justo, Aquele que nos salva de toda injustiça. Existem algumas implicações práticas para buscar primeiro este Deus que provê justiça:

• Deus em primeiro lugar não é para crentes “perfeitos”. Erros passados não deveriam impedir que alguém abraçasse uma vida com Deus em primeiro lugar. Sua justiça Deus em primeiro lugar não é para super-heróis espirituais. Deus capacita as pessoas a viverem com Ele em primeiro lugar. Se adotarmos somente o conceito de um Deus real ignorando o Deus que provê justiça, o resultado é culpa, frustração e desânimo. Esta semana não tente trabalhar mais em sua infidelidade ou egoísmo; em vez disso, entregue-se a Ele. Ele irá recriar em você a Sua imagem. Conclusão Convidamos você a recolocar Deus no lugar que lhe pertence. Coloque Deus em primeiro lugar – Ele provê suas necessidades. Coloque Deus em primeiro lugar – Abrace sua identidade como filho ou filha do Rei. Coloque Deus em primeiro lugar – O onipotente, onisciente e onipresente prometeu ser seu companheiro. Lembre-se de que este Deus colocado em primeiro lugar é o Rei a quem a obediência e a submissão são devidas. Ele também é Aquele que provê uma justiça maior que resgata e transforma qualquer um que o buscar primeiro. Meu Pacto: Colocar Deus em primeiro lugar e ser a pessoa que Ele me projetou para ser.

 

2. CONECTE-SE PARA VENCER O EGOÍSMO

“Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se desses também” (2 Timóteo 3:1-5). Este texto é uma descrição do ambiente social e espiritual dos últimos dias. Quão fiel é essa descrição quando comparada ao que observamos na sociedade, na igreja e em nossa própria vida? Parte I: A questão do egoísmo Curiosamente, o egoísmo é o primeiro da lista das características predominantes dos últimos dias. William Barclay considera que esse posicionamento não é mera coincidência: “Não é por acaso que a primeira dessas qualidades será uma vida centrada em si mesma. O adjetivo usado é philautos, que significa amantes de si mesmo. O amor de si mesmo é o pecado básico do qual todos os outros fluem”. Ellen White também considera o egoísmo como a raiz do problema da humanidade: “O egoísmo é a essência da depravação, e, devido a se terem os seres humanos submetido ao seu poder, o que se vê no mundo é o oposto à fidelidade a Deus. Nações, famílias, e indivíduos estão cheios do desejo de fazer do eu um centro” (Conselhos sobre Mordomia, p. 15). Ellen White descreve o egoísmo como o “oposto à fidelidade a Deus”. Isso está em oposição ao conceito de colocar em primeiro lugar um Deus real que estamos promovendo durante esta semana. Esta situação existe porque é um reflexo da característica básica do príncipe deste mundo: “O espírito egoísta é o espírito de satanás” (Review and Herald, 17 de outubro de 1882). Quem é afetado pelo problema do egoísmo? Paulo está apenas descrevendo a condição moral que prevalece na sociedade antes da segunda vinda de Jesus? Os versos 5-8 fornecem algumas pistas sobre a identidade daqueles que são “amantes de si mesmos”. V. 5: “tendo aparência de piedade” V. 6: “se introduzem pelas casas” V. 7: “estão sempre aprendendo” V. 8: “resistem à verdade” Parece que Paulo está incluindo cristãos e líderes em sua descrição daqueles que estão lutando com o egoísmo. Se formos sinceros e honestos, admitiremos definitivamente que não estamos imunes a esse vírus que vive e se manifesta de muitas maneiras em nossas vidas. Qual é o propósito de Paulo ao dar essa descrição a Timóteo? Lemos sobre sua intenção: “Afaste-se desses também” (v. 5). “Quanto a você…” (v. 14). Sua finalidade era alertar contra a facilidade de conformar-se com a tendência prevalecente. Como podemos cultivar o altruísmo enquanto vivemos no mundo marcado pelo egoísmo? A vida sacrificial e a morte de Jesus são o maior exemplo de uma vida altruísta. Ao revisitarmos a experiência de Jesus e Seus discípulos no Jardim do Getsêmani (Lucas 22:39-43), podemos aprender mais sobre a Sua preparação para vencer o egoísmo e permanecer fiel. I. Saindo O relato sobre o jardim diz o seguinte: “Como de costume, Jesus foi para o monte das Oliveiras, e os seus discípulos o seguiram” (Lucas 22:39). A experiência no jardim só pode acontecer uma vez que houve uma saída. De onde eles saíram naquela quinta à noite? Fora do cenáculo e fora da cidade de Jerusalém. Eles estavam desfrutando de um bom momento de adoração como um grupo no cenáculo, e Jerusalém era o centro das celebrações durante aquele período do ano. Mas Jesus escolheu sair. A saída define o palco, cria o espaço para a experiência no jardim acontecer. A menos que saiamos de nossa rotina diária e atividades, não podemos ter uma experiência no jardim. II. Saindo com propósito definido Feriados, férias e dias de descanso são intervalos comuns na vida de muitos. Eles são importantes e revigorantes. No entanto, a saída de Jesus teve um propósito diferente: “Chegando ao lugar, ele lhes disse: ‘Orem para que vocês não caiam em tentação’” (Lucas 22:40). Qual poderia ser a tentação de Jesus neste momento? Pensar em si mesmo ou autopreservação. Sua estratégia não era uma abordagem escapista para fugir da tentação, nem para migrar para uma zona livre de tentações. Ele escolheu superar a tentação; ficar longe, resistir, permanecer inteiro, permanecer incontaminado. Ellen White fala sobre a escolha que temos de resistir à tentação: “O homem pode moldar as circunstâncias, mas não deve permitir que as circunstâncias o moldem. Devemos aproveitá-las como instrumentos de trabalho; sujeitá-las, mas não deixar que elas nos sujeitem” (Mensagens aos Jovens, p. 194). Jesus foi ao jardim para orar. No original grego encontramos a palavra “proseúxomai”, onde “pros” significa “para, troca” e “euxomai” “desejar, orar”. A oração é literalmente uma troca de ideias, desejos e sentimentos entre a humanidade e Deus. É o firewall que impede que o vírus da tentação corrompa nosso sistema interno. A oração anula os ataques mais ferozes. Nós não temos que desmoronar, cair em pecado. III. Pratique a oração particular Eles já não estavam orando no cenáculo? Sim, mas a oração do jardim tinha algo diferente. Lemos em Lucas 22:41: “Ele se afastou deles a uma pequena distância, ajoelhou-se e começou a orar”. Jesus não pediu aos discípulos que unissem as mãos para iniciar outro momento de oração em grupo. Eles saíram de uma noite de culto coletivo no cenáculo e agora Ele se apressou em um momento de oração particular. Uma vida pontuada com frequentes orações públicas ou em grupo não compensa a ausência de orações particulares. Existe um grande paradoxo entre os crentes. Professores, educadores e pregadores de oração são muitas vezes os que não levam tempo ou levam muito pouco tempo para orar. A natureza espiritual do nosso trabalho não nos libera da necessidade de comungar com o Divino. Aubrey Malphurs escreve sobre um desafio encontrado pelos crentes: “O desenvolvimento do caráter piedoso é o maior desafio do ministério, mas o próprio ministério é o maior adversário do caráter piedoso” (The Dynamics of Church Leadership, p. 34). IV. A drenagem e recarga A oração pessoal oferece uma oportunidade única para quem ora: “Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua” (Lucas 22:42). As palavras da oração secreta de Jesus são aqui divulgadas. É uma prática a ser imitada! Jesus está aqui desabafando Seus pensamentos e sentimentos internos resultantes das tentações e provações: “É difícil permanecer fiel, permanecer fiel à missão de oferecer a mim mesmo”. A oração pessoal em momentos de tentação é mais um “exercício de drenagem” para nossas lutas interiores, dúvidas e confusão. Como o óleo usado de nossos carros, este pode ser bastante sujo e fedorento! No entanto, é essencial drená-lo, caso contrário nós envenenar a nós mesmos e aos outros ao nosso redor. Esse exercício de drenagem, a oração pessoal, não traz apenas alívio emocional; também cria condição para Deus intervir: “Apareceu-lhe então um anjo do céu que o fortalecia” (Lucas 22:43). Deus pode reabastecer apenas o que foi esvaziado. A oração pessoal é o meio de trocar nossas fraquezas pela força de Deus.

Cuidado com as alternativas

A oração pessoal é eficaz para nos transformar em vencedores, mas Deus não coage ninguém a se empenhar em oração pessoal. Infelizmente, muitos estão escolhendo alternativas, como fizeram os primeiros discípulos: “Quando se levantou da oração e voltou aos discípulos, encontrou-os dormindo, dominados pela tristeza. “Por que estão dormindo?”, perguntou-lhes. “Levantem-se e orem para que vocês não caiam em tentação!’” (Lucas 22:45, 46). Tanto Jesus como os discípulos estavam passando por tristeza. Um decidiu compartilhar a tristeza com o Seu Pai, e os outros escolheram dormir na tristeza. A escolha de uma alternativa à oração levou Judas a trair Jesus, Pedro a negar a Jesus e os outros discípulos a fugir de Jesus. O custo do verdadeiro discipulado é pesado demais para suportar sem oração pessoal.

Conclusão: O egoísmo é o traço predominante e padrão do caráter predominante na sociedade, na igreja e até na vida do crente. Esta situação não deve ser acomodada, mas superada. Temos conselho do sonolento Pedro: “Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar” (1 Pedro 5:8). Se queremos vencer o egoísmo nesta geração, nossa primeira estratégia deve ser cultivar nosso próprio jardim de oração pessoal.

Meu Pacto: Separar os primeiros momentos de cada dia para comungar com o Senhor por meio da oração; o estudo da Bíblia, o Espírito de Profecia e a lição da Escola Sabatina, e no culto familiar.


3. APARANDO MINHA CONECTIVIDADE 

Em uma reserva de vida selvagem, havia uma manada de elefantes negros que estavam ficando grandes demais para o espaço que estavam ocupando. Os guardas decidiram relocar alguns dos jovens elefantes em outro lugar. Eles escolheram um ótimo local com abundância de comida e água corrente. No entanto, esses jovens elefantes começaram a se comportar de maneira estranha. Eles estavam constantemente brigando, e se machucando. Eles também estavam destruindo tudo, arrancando todas as árvores. Os guardas ficaram preocupados e decidiram consultar um velho guarda aposentado. O que deveríamos fazer? “Tragam um elefante velho” foi o conselho. Eles trouxeram um elefante velho para junto do rebanho. Eles logo observaram uma mudança de comportamento entre os jovens elefantes. Agora eles pareciam felizes e estavam desfrutando de seu novo lugar. Os guardas florestais voltaram ao guarda florestal aposentado para agradecer e pedir uma explicação. O velho disse-lhes: “Esses jovens elefantes tiveram que aprender a se comportar como um elefante negro. Foi isso o que eles aprenderam com o velho elefante”.

Parte 1: O relacionamento entre a humanidade e Deus

A humanidade foi criada em conexão e existem cinco afiliações básicas entre Deus e a humanidade:

1. A humanidade tem um Criador “Criou Deus o homem…” (Gênesis 1:27). Como criaturas, nossa responsabilidade básica é adorar a Deus, louvando-O por quem Ele é e pelo que faz em nossa vida. Na agitação da minha rotina diária, vivo como adorador, como criatura?

2. A humanidade tem um Modelo

“À imagem de Deus o criou…” (Gênesis 1:27). Os seres humanos são imagens e representantes de Deus. Não precisamos inventar nossos próprios caminhos, mas simplesmente sermos um verdadeiro reflexo de Deus. Geralmente concordamos que o atributo básico de Deus é o amor. Quão amoroso e atencioso eu sou?

3. A humanidade tem um Provedor

“Disse Deus: ‘Eis que dou a vocês todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes’” (Gênesis 1:29).

Os seres humanos são criados como seres dependentes; não há lugar para orgulho e ansiedade. Surpreendentemente, os crentes tendem a manter Deus fora dos detalhes de suas vidas. Nós o chamamos somente quando o problema é grande ou se tornou grande.

4. A humanidade tem um Mestre “Deus os abençoou e lhes disse: “Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra” (Gênesis 1:28). Os seres humanos são designados para serem servos de Deus e chamados a seguir as instruções de Deus. No entanto, estamos inclinados a funcionar de maneira oposta: não queremos receber ordens de ninguém, nem de Deus. As leis de Deus são rejeitadas ou alteradas para atender às nossas preferências.
5. A humanidade tem um Companheiro “Assim foram concluídos os céus e a terra, e tudo o que neles há. No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou. Abençoou Deus o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda a obra que realizara na criação” (Gênesis 2:1-3). Humanos são seres sociais. Somos criados em conexão, afiliação e design para priorizar o relacionamento com Deus e com os outros. Em nossa sociedade, caracterizada pelo consumismo, não é raro a busca de ter, adquirir e possuir ter precedência sobre o relacionamento. O progresso e o avanço são frequentemente medidos em termos de conectividade. No entanto, é uma realidade lamentável que a humanidade esteja lutando em sua conexão com Deus e com os outros. Isso começou com a introdução do pecado, que é uma ruptura no relacionamento. Como sua primeira consequência, Adão e Eva se esconderam de Deus; eles se dedicavam a apontar os dedos, e a relação outrora harmoniosa entre pares igualitários foi afetada. Parte II: Reconstrução e Conectividade O evangelho de Lucas conta a história de um homem possuído pelo demônio (Lucas 8:26-38). Lemos sobre sua condição inicial no versículo 27: “Quando Jesus pisou em terra, foi ao encontro dele um endemoninhado daquela cidade. Fazia muito tempo que aquele homem não usava roupas, nem vivia em casa alguma, mas nos sepulcros”. Isso foi causado por uma grave crise de identidade. “Jesus lhe perguntou: ‘Qual é o seu nome?’ ‘Legião’, respondeu ele; porque muitos demônios haviam entrado nele” (verso 30). Ele estava confuso até sobre sua identidade básica, seu nome. Esse homem sofreu uma ruptura na conectividade – consigo mesmo, com Deus e com os outros. Quando alguém se considera “Legião”, é natural viver em túmulos; é normal desenvolver um padrão destrutivo e se tornar uma criatura assustadora para os outros. Quem pensamos ser afeta a maneira como vivemos, agimos e nos relacionamos com os outros. O encontro de Jesus e o homem confuso de Gadara não foi sem efeito. Jesus o ajudou a sair da confusão e a reconstruir sua conectividade. Um resultado imediato desse encontro com Jesus é descrito no versículo 35. O homem estava agora sentado “aos pés de Jesus”. “Aos pés de Jesus” é um sinal de relacionamento restaurado entre a antiga pessoa possuída por demônios e seu Criador. Ele agora está reconhecendo a soberania de Jesus. Essa postura também evoca a ideia de adoração. A reconstrução de sua conectividade vertical estava em andamento. Por vários anos, o homem andou sem roupas, mas o versículo 35 apresenta o homem transformado como alguém que está vestido. Isso fala do novo respeito que ele tinha por si mesmo. Este é um pré-requisito para ele se conectar positivamente com os outros. Onde ele foi fazer compras neste deserto? Nós sabemos a resposta. Jesus era seu provedor. Ele agora estava dependendo de Jesus para atender às suas necessidades, em vez de inventar maneiras destrutivas. A reconstrução de sua conectividade com ele mesmo estava em andamento. Anteriormente, o homem possuído por demônios não podia manter nenhum relacionamento normal, nem com o divino nem com outras pessoas. Ele estava sempre em lugares solitários e em túmulos, escondendo-se de interações. Agora, ele queria permanecer na companhia de Jesus, e Lucas fala sobre ele como visitando a cidade. O Evangelho de Marcos menciona até 10 cidades. Ele se reconectou positivamente com o mundo exterior. A reconstrução da conectividade com os outros estava em andamento. Muitos tentaram controlá-lo, dar-lhe ordens e instruções. Mas ele agiu de acordo com sua própria mente, ou com sua falta de mente. Agora, quando ele recebeu uma ordem, uma missão de Jesus, como ele respondeu? Lemos em Lucas 8:39; “‘Volte para casa e conte o quanto Deus fez a você’. Assim, o homem se foi e anunciou…”. Ele demonstrou a atitude de um servo ao comando do Mestre. Jesus não podia mais ficar neste território. Ele foi forçado a sair. Mas seu representante ficou para trás – não Pedro, Tiago, João ou André, mas o homem que fora possuído por demônios e que agora estava livre. Ellen White escreve sobre o papel representativo daquele que fora possuído por demônios: “E pessoas que têm sido degradadas a instrumentos de Satanás, são ainda, mediante o poder de Cristo, transformadas em mensageiras da justiça” (O Desejado de Todas as Nações, p. 237). O homem antes possuído por demônios estava agora agregando valor à vida das pessoas ao seu redor. Em contraste com a conexão negativa e destrutiva anterior, ele agora podia estabelecer uma conexão intencional com o Divino e com outros. Esse encontro testemunha que em Cristo aprimoramos nossas habilidades relacionais e melhoramos o relacionamento que mantemos com nós mesmos e com o mundo exterior. O apóstolo Paulo fala claramente sobre salvação e missão em termos de conectividade: “Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação” (2 Coríntios 5:18, 19).

Conclusão

É essencial fazer uma pausa para avaliar a qualidade das relações que mantemos com Deus e com os outros. Estamos satisfeitos com nossos relacionamentos? Os outros estão satisfeitos com a forma como nos conectamos com eles? A reconstrução da conectividade que ocorreu para o homem possuído por demônios pode ser nossa. O momento decisivo em sua experiência de vida é capturado nestas palavras: “aos pés de Jesus”. Faça disso sua experiência diária. Todo dia escolha ir primeiro a Jesus.

Meu Pacto: Para melhorar meus relacionamentos: crescer em fidelidade e perdão e amar por princípio.


4. MENTE SAUDÁVEL E PARCERIA DE QUALIDADE 

Recebemos a atribuição de fazer parte da missão de Deus. Como podemos estar adequadamente capacitados para servir efetivamente? Talvez você esteja pensando em ler mais, participar de seminários ou até ir à escola. É bom explorar todos os meios possíveis para oferecer o melhor serviço a Deus. Estamos nos preparando, o melhor instrumento, para servir e testemunhar? Nossa reflexão se concentra na construção de uma mente saudável. Parte I: O valor do poder intelectual Em vários casos, a Bíblia apresenta aqueles que serviram efetivamente como indivíduos com grande conhecimento e alta capacidade intelectual. Ao falar sobre Salomão, o filho do rei Davi, Hirão usou estas palavras: “Disse mais Hirão: Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, que fez os céus e a terra; que deu ao rei Davi um filho sábio, dotado de discrição e entendimento, que edifique casa ao Senhor e para o seu próprio reino” (2 Crônicas 2:12). O templo que Salomão construiu não era apenas uma proeza arquitetônica; servia como um local de adoração para todas as nações. Salomão, o sábio, levou o antigo Israel a sua idade de ouro. Daniel era conhecido como um excelente líder político em uma terra estrangeira, e nós devemos a ele um extenso registro de profecias bíblicas. Pense no cristianismo, no adventismo, sem os escritos de Daniel! O texto bíblico relata que ele foi intelectualmente capacitado: “Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria; mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos” (Daniel 1:17). A palavra “sekel” derivado de “sakal” significa “prudência, perspicácia, discrição, inteligência, conhecimento, sabedoria”. Daniel não era apenas altamente espiritual, mas também um homem de grande acuidade intelectual. O apóstolo Paulo foi o missionário de maior sucesso da igreja primitiva, embora ele não fizesse parte dos doze que estavam com Jesus desde o princípio. Um estudo sobre os fatores que contribuíram para sua eficácia seria instrutivo. Estas palavras de Festo fornecem um vislumbre do perfil de Paulo: “Dizendo ele estas coisas em sua defesa, Festo o interrompeu em alta voz: ‘Estás louco, Paulo! As muitas letras te fazem delirar!’” (Atos 26:24). Ele foi reconhecido como um homem de grande conhecimento. Ele mesmo fala sobre os dois elementos que ele empregou no ministério:

“Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente” (1 Coríntios 14:15). Ele era tanto uma pessoa cheia do espírito quanto um homem de inteligente. Os crentes que desenvolvem seus intelectos estão em uma boa posição para se associarem efetivamente. Uma razão é que eles geralmente exercem uma influência maior em seu ambiente; o resultado é maior potencial de testemunho. Outra razão é a probabilidade de eles estarem recebendo mais pelo trabalho que realizam; portanto, eles dispõem de mais recursos para apoiar a missão de Deus. Uma razão final seria o conhecimento adquirido por aqueles que aguçaram seus poderes mentais. Essas mesmas aptidões podem ser muito úteis na execução de vários ministérios da igreja. Está escrito sobre Moisés, um grande líder: “E Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras” (Atos 7:22). Não devemos confundir clareza intelectual com realizações acadêmicas. Há uma tendência geral para considerar e valorizar apenas um tipo de inteligência, ao passo que a inteligência existe e se manifesta de várias formas: verbal, visual, física, musical, matemática e lógica – introspectiva e interpessoal. O poder mental pode ser alcançado em uma ou em várias áreas. Parte II: Uma mente capacitada Existem várias teorias sobre a origem do poder intelectual. É inato ou adquirido? Embora admitamos o poder da hereditariedade, é difícil negar a realidade do desenvolvimento do poder intelectual. Os artesãos que fizeram parceria com Moisés para construir o tabernáculo podem nos ensinar sobre uma mente capacitada. Êxodo 31: 1-11 fala sobre os artesãos que supervisionaram e construíram a tenda e seus móveis. O mestre artesão era Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá; e o seu ajudante foi Ooliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã. Eles não eram homens de palavras e discursos, mas eles eram indivíduos com grande poder intelectual: “E o enchi do Espírito de Deus, de habilidade, de inteligência e de conhecimento, em todo artifício”. Como bom artesão, Bezalel tinha conhecimento e todo tipo de habilidades. O conhecimento é adquirido por meio do processo de aprendizagem e as habilidades são forjadas por meio da prática regular. Esta é uma lei universal, e ninguém está isento, nem mesmo crentes. Requer investimento pessoal, humildade para aprender com os outros e perseverança.

O processo de aprendizagem é altamente facilitado pela condição física do aprendiz. Os meninos hebreus na corte de Babilônia entenderam a relação entre um corpo saudável e uma mente capacitada. Nós lemos sobre a decisão deles de adotar uma dieta especial: “Com isto, o cozinheiro-chefe tirou deles as finas iguarias e o vinho que deviam beber e lhes dava legumes” (Daniel 1:16). O resultado foi surpreendente: “Em toda matéria de sabedoria e de inteligência sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino” (Daniel 1:20). Conhecer e seguir os princípios de saúde contribui para nossa saúde física e desempenho mental. Além de conhecimentos e habilidades, Bezalel, o artista e artesão, é apresentado como uma pessoa cheia do espírito. Isso é realmente apresentado como sua primeira qualidade. “Ruach Elohim” é uma referência ao Espírito de Deus, que pairou sobre a água no início da semana da Criação. O Espírito participou dando forma ao que era sem forma e preenchendo o que estava vazio. É o mesmo Espírito que dá ao crente “uma mensagem de sabedoria, para outro uma mensagem de conhecimento […], para outro fé […], para outros dons de cura […], para outros poderes miraculosos, para outro profecia, para outro distinção entre espíritos, a outro o falar em diferentes tipos de línguas, e ainda a outro, a interpretação de línguas”. Dotado pelo mesmo Espírito, Bezalel pôde desenvolver sua capacidade intelectual como artesão. Deus quer nos encher com o Seu Espírito para liberar nosso potencial intelectual: bata, procure, peça e receberemos. Além do Espírito, o texto menciona a sabedoria de Bezalel. Uma mente fortalecida é uma combinação de poder mental e discernimento para conhecer e fazer o que é certo. Como Bezalel poderia estar tão cheio da sabedoria divina? Provérbios 9:10 dá uma resposta confiável: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência”. O temor do Senhor era a fonte de sua sabedoria. Temer o Senhor é respeitar e se submeter a Deus e não tentar agir como um ídolo para os outros e para si mesmo. Outra fonte de sabedoria é o “conhecimento do Santo”. Ellen White confirma a relação entre o estudo da Palavra de Deus e uma mente fortalecida: “O esforço para aprender as grandes verdades da revelação, comunica frescor e vigor a todas as faculdades. Expande a mente, aguça a percepção, amadurece o juízo” (O Grande Conflito, p. 94). Deus capacita pessoas que enaltecem a Palavra Viva e se alimentam da Palavra.

Outra característica essencial de uma pessoa intelectualmente capacitada é capturada em nome de Bezalel. Seu nome literariamente significa “à sombra de El”. A pessoa que leva esse nome deve estar sob a influência de Deus, perto dEle e sob Sua proteção. Bezalel não estava apenas ajudando a construir uma tenda onde os outros poderiam encontrar Deus, mas ele encontrou sua identidade em um relacionamento íntimo com Deus. Uma sombra tem outra característica interessante. O objeto ou pessoa ao qual ela está ligada decide a direção para onde ir e a sombra segue fielmente. Essa disposição de seguir as instruções era esperada dos artesãos e artistas que trabalhavam na tenda. “Eles farão tudo segundo tenho ordenado” (Êxodo 31:11). Eles mantêm seu trabalho e vida com escrupulosa fidelidade ao padrão estabelecido pelo Arquiteto Divino.

Conclusão

Podemos nos unir a Deus apenas com o que Ele nos deu. Entretanto, não é raro que nosso potencial real, o potencial mental, permaneça latente ou inativo. “O desígnio de Deus era que suas faculdades físicas e mentais fossem empregadas. Alguns não têm aproveitado da melhor maneira as aptidões que Deus lhes concedeu” (Conselhos sobre Mordomia, p. 76). O Senhor está nos desafiando a desenvolver uma mente fortalecida para melhorar a qualidade de nosso serviço. Como eu respondo ao Seu chamado hoje?

Meu Pacto: Estabelecer um novo hábito saudável, para melhor servir ao Senhor com a minha mente:


5. TRANSFORMANDO OPORTUNIDADES DE NEGÓCIO EM OPORTUNIDADES DE TESTEMUNHO

Eu preciso fazer parte do serviço denominacional para estar totalmente na missão final de Deus? Quando nos deparamos com um jovem brilhante e dedicado, nossa reação usual é incentivá-lo a se juntar ao ministério, a tornar-se um pastor. Você pode ter experimentado essa situação em ambos os lados. A verdade é que um dos maiores missionários da igreja primitiva, o apóstolo Paulo, não era o que hoje chamamos de obreiro da igreja. Enquanto relembramos duas facetas de sua vida, a construção de tendas e o trabalho missionário, podemos aprender mais sobre os parceiros fora do serviço denominacional. Parte I: Paulo, o fabricante de tendas Atos 19:11, 12 fornece um vislumbre dos milagres que ocorreram em Éfeso. Os instrumentos que trouxeram os milagres foram os lenços e aventais de Paulo. É interessante notar que até mesmo Jesus nunca usou tais instrumentos. Estes eram parte do traje regular de Paulo. Era bem diferente do que os escribas, rabinos e pregadores, professores e filósofos itinerantes usavam naqueles dias. O lenço, chamado de sudário, era usado para limpar o suor da testa ou do rosto; e o avental, chamado sem cintado, era usado pelos artesãos enquanto trabalhavam. A presença de lenços e aventais indica que Paulo estava envolvido regularmente em algumas atividades profissionais durante o tempo que ele estava ministrando em Éfeso. O apóstolo Paulo foi um fabricante de tendas profissional (Atos 18:1-3). A palavra traduzida por “fabricante de tendas” geralmente significa alguém que está envolvido no trabalho com couro. É diferente de um tecelão. A cidade natal de Paulo, Cilícia, era famosa por seus artesãos que trabalhavam com pele de cabra. As ferramentas necessárias para levar adiante seu empreendimento eram uma faca afiada, um furador e uma grande agulha curva. Eles não eram instrumentos pesados; portanto, ele poderia mover seu comércio facilmente de uma cidade para outra. Seus clientes estavam, principalmente, entre os comerciantes ambulantes e militares do Império Romano, pois encontrar acomodações era um desafio naqueles dias. Paulo, aquele que cobriu milhares de quilômetros por terra e mar para pregar o evangelho, aquele que escreveu o maior número de livros em toda a Bíblia, era apenas um fabricante de tendas profissional; um parceiro com aventais e lenços. Parte II: Paulo, o missionário Várias passagens nos ajudam a apreciar Paulo como um missionário importante. Em Éfeso, ele pregou por “três meses” e depois por “dois anos”.

(Atos 19:8-10). Ele não permitiu que as dificuldades o impedissem, e ele teve um sucesso retumbante em toda a região. Como Paulo estava equilibrando suas atividades profissionais e de pregação? Esse é o maior desafio, mesmo para quem tem as melhores intenções de servir. Em seu discurso de despedida aos líderes da igreja em Éfeso, Paulo discorre sobre os componentes de sua vida. Ele trabalhou diligentemente para prover suas necessidades pessoais e ajudar os outros (Atos 20:33, 34), e acrescentou: “Portanto, vigiai, lembrando-vos de que, por três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, a cada um” (Atos 20:31). Ele não cessou; ele estava pregando “noite” e “dia”. Em outra parte, ele usa a mesma expressão “noite e dia” em referência ao seu trabalho como fabricante de tendas (2 Tessalonicenses 3:8). Como podemos reconciliar essas duas realidades: pregar “noite e dia” e trabalhar “noite e dia”? A explicação foi que, enquanto ele estava trabalhando em sua oficina, ele estava compartilhando simultaneamente boas notícias. E durante a época da sesta mediterrânea, sem tempo para mudar, ele simplesmente deixou de lado seus lenços e aventais para participar de algumas palestras e mais discussões. O apóstolo Paulo foi simultaneamente um fabricante de tendas profissional e um missionário de tempo integral. Muitos profissionais estão procurando sinceramente se engajar em serviço e missão depois do horário de trabalho. Muitas vezes resulta em frustração por causa de suas agendas agitadas e múltiplas obrigações. Paulo, o profissional, adotou uma solução criativa: serviço e missão enquanto trabalhava para o seu sustento. Ellen White escreve sobre o equilíbrio perfeito entre o missionário e o fabricante de tendas: “Enquanto trabalhava com Áquila, mantinha- se em contato com o grande Mestre, não perdendo oportunidade de dar testemunho do Salvador e de auxiliar a tantos quantos necessitassem de auxílio […]. Enquanto trabalhava em seu ofício, o apóstolo tinha acesso a uma classe de pessoas que de outra maneira não teria podido alcançar” (Atos dos Apóstolos, p. 196). O propósito final da vida de Paulo depois de sua conversão foi proclamar as boas novas de Jesus Cristo. A execução de sua atividade profissional foi outra oportunidade de cumprir seu propósito de vida de testemunhar. Não houve divergência de finalização entre os dois; para ele, tudo era sobre testemunhar de Jesus.

Paulo era o que hoje chamamos de um missionário de autossustento. Ele concordou com a exatidão de ser remunerado por serviço prestado à igreja (1 Coríntios 9:13, 14). Mas para si mesmo, ele não usou “desse direito” (1 Coríntios 9:11) ou “destas coisas” (1 Coríntios 9:15). Ele pregou “de graça” (1 Coríntios 9:18). Parte III: Vantagens do autossustento Existem benefícios reais de ser um parceiro com aventais e lenços de bolso, ou é apenas uma opção por padrão? O apóstolo Paulo explica sua escolha em 1 Coríntios 9:12: “Mas nós não usamos esse direito. Pelo contrário, aguentamos qualquer coisa em vez de impedir o evangelho de Cristo”. O verbo egkopé, “impedir”, literalmente significa “cortar”. Paulo primeiro se preocupou com o progresso e o avanço do evangelho de Cristo. Em sua opinião, depender da assistência financeira externa poderia impedi-lo de avançar e progredir mais rapidamente na missão de Deus. Ele poderia superar grandes desafios sendo um missionário de autossustento. Preconceitos. Alguns estavam acusando Paulo de pregar por ganhos pessoais. Em sua defesa, Paulo declara: “De ninguém cobicei prata, nem ouro, nem vestes” (Atos 20:33).). Ao trabalhar por conta própria, ele não deu ocasião para que alguém dissesse que pregava o evangelho a fim de enriquecer a si mesmo. Ellen White comenta a posição de Paulo: “Ele podia, com justiça, exigir manutenção da parte de seus ouvintes coríntios; mas a esse direito se dispunha a renunciar, com receio de que sua utilidade e sucesso como pastor fossem prejudicados pela suspeita injusta de estar ele pregando o evangelho a troco de dinheiro” (Atos dos Apóstolos, p. 194). Missão é uma iniciativa cara. De tempos em tempos, Paulo recebia assistência das igrejas na Macedônia e da igreja em Tessalônica. No entanto, teria sido impossível para ele realizar todas essas extensas viagens missionárias, dependendo apenas dos recursos escassos da igreja primitiva. Quão motivados e criativos somos para avançar no trabalho de Deus quando o apoio financeiro externo não está prontamente disponível? Ellen White elogia a abordagem de Paulo ao ministério: “Paulo deu um exemplo contra o sentimento, então ganhando influência na igreja, de que o evangelho pudesse ser proclamado com sucesso somente por aqueles que estavam totalmente livres da necessidade de esforço físico”. Ser um missionário de autossustento não significa redução da eficácia. Ellen White recomenda enfaticamente a abordagem de “autossustento” para a expansão do trabalho nos Estados Unidos e para a missão mundial. “Grande parte do trabalho terá que ser autossuficiente. Há muito que fazer em pouco tempo do que se pode fazer se os homens esperarem para ser enviados e pagos pelo seu trabalho” (Um Apelo aos Adventistas do Sétimo Dia para que Cumpram seu Dever para com o Sul, p. 12). O surgimento de um grupo mundial de parceiros com aventais e lenços pode ser a condição necessária para trazer o crescimento exponencial pelo qual estamos orando. Conclusão Paulo permitiu que a missão moldasse o curso de sua carreira e vida. Ele se movia sempre que havia uma oportunidade de missão, não uma oportunidade de negócio. Qual foi a força motriz por trás de seu espírito abnegado? Paulo atribuiu a seguinte razão às suas ações: “Pois […] sobre mim pesa essa obrigação (1 Coríntios 9:16-18). Significa “estar sob compulsão”, ser pressionado”. Em outras palavras, ele não podia fugir de seu dever de pregar, embora fosse um fabricante de tendas profissional. Em outra parte, ele fala sobre ser “devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios quanto a ignorantes” (Romanos 1:14). A fonte de sua compulsão era “o amor de Cristo” (2 Coríntios 5:14). Sua nova identidade era imerecida; foi o resultado da graça de Deus. Por isso, ele pregou sem cessar “noite e dia”, enquanto empreendia suas atividades profissionais. Pregar era cumprir seu dever, compartilhar o evangelho gratuitamente, negando a si mesmo qualquer benefício. Paulo foi além de sua obrigação, além do chamado do dever. Ele considerou está a maior recompensa, o privilégio, que ele não estava pronto para abandonar. Esta é uma parceria radical. Não são muitos os que são chamados para deixar seus empregos e se inscrever na obra denominacional. No entanto, todos são produtos do Seu amor infinito. Em resposta, apoiamos a missão final de Deus devolvendo o dízimo, dando ofertas sistemáticas e fazendo doações. Pense hoje em como você pode organizar seu tempo para se tornar disponível para o serviço e o testemunho. Paulo elevou a parceria para um nível ainda mais alto, sendo simultaneamente um profissional em tempo integral e um missionário de tempo integral. Deus está chamando você para fazer algo mais radical? Por que não considerar transformar suas oportunidades de negócios em plataformas de testemunho? Meu Pacto: Oferecer um dia (ou noite) a cada semana para trabalhar para Deus, espalhando as boas novas para os outros por meio de estudos bíblicos, pequenos grupos, etc. Esse é o Envolvimento Total da Membresia.


6. DESCANSE PARA CONQUISTAR MAIS 

Um rei queria limpar um pedaço de floresta para construir um novo palácio. Ele chamou os dois melhores lenhadores de seu reino, Tom e Jack, e disse-lhes que queria que o trabalho fosse concluído rapidamente, e que quem cortasse a porção maior receberia uma recompensa extra. Sem perder tempo, nossos dois lenhadores começaram o trabalho. No final da primeira hora, Tom parou de cortar e se mudou para trás de uma árvore. Jack, que estava observando atentamente, decidiu cortar com energia extra, pensando que era a hora de superar Tom. Depois de um tempo, Tom voltou e continuou a cortar sua parte da floresta. No entanto, em intervalos regulares, Tom parava o trabalho e ia atrás da árvore. Jack ficou encantado com esta situação e agora tinha plena confiança que ganharia a recompensa especial. Finalmente, ao final do dia, o rei veio inspecionar o trabalho realizado. Ele ficou impressionado com o trabalho realizado pelos dois lenhadores. Ele pediu ao criado para medir as porções cortadas por Tom e Jack para decidir quem deveria receber o prêmio especial. Jack não tinha dúvidas sobre a vitória. Mas quando o criado anunciou o resultado, Jack não pôde acreditar em seus ouvidos. O vencedor foi Tom. Virando-se para Tom, ele disse: “Com todas essas pausas, você conseguiu cortar mais do que eu. Como isso é possível?” “Cada vez que fui atrás da árvore, afiei a lâmina do meu machado” respondeu Tom. Este é o princípio do descanso para alcançar mais. Parte I: Descanso ocasional e diário O descanso ocasional é aquele que tomamos após um esforço intenso. Paramos para ser revitalizados, antes de continuar nossas atividades mentais ou físicas. Pode ser por meio de uma soneca, uma pequena pausa entre as horas de trabalho, alguns dias de férias ou um tempo para adorar. O valor de um descanso ocasional na produtividade dos indivíduos é uma realidade bem estabelecida. Os Evangelhos testemunham a importância do descanso ocasional. Quando os discípulos voltaram da jornada missionária e relataram suas realizações, Jesus deu-lhes o seguinte conselho: “Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto” (Marcos 6:31). A tarefa de compartilhar as boas novas ainda não estava completa e era de grande importância; mas ainda assim, Jesus os convidou a fazer uma pausa por um tempo. A falta de sono é uma das principais causas de acidentes terrestres. Algumas pesquisas até colocam o sono ao volante como uma causa mais frequente de acidente do que dirigir embriagado. Motoristas de 17 a 24 anos que relataram dormir seis ou menos horas por noite tiveram 20% mais chances de se envolver em um acidente de carro do que aqueles que dormiam mais de seis horas por noite. Não dormir o suficiente resulta em lentidão das funções cerebrais, mais erros, produtividade reduzida, dificuldade em controlar emoções, mau humor e falta de nitidez na tomada de decisões. Infelizmente, raramente vemos uma campanha de segurança no trânsito que sensibiliza as pessoas sobre a questão do sono adequado. Nos Estados Unidos, a falta de sono também está entre uma das dez causas mais frequentes de visita ao médico. Pessoas com déficit de sono ou com falta de sono têm dificuldade em desintegrar os carboidratos, produzem hormônios com cortisol mais altos e têm um efeito reduzido da insulina. Portanto, eles são mais propensos a obesidade, câncer e diabetes. O Criador da vida, da noite abundante, estabeleceu o ciclo da noite e do dia na Criação. Lemos em Gênesis 1:5: “Houve tarde e manhã, o primeiro dia”. Esse padrão se repetiu durante a semana da Criação. Existe um relógio natural implantado em cada ser humano. Essa é a razão pela qual são necessárias pelo menos sete horas de sono para funcionarmos normalmente, e a maioria das pessoas precisa de oito horas para o funcionamento ideal. Dormir horas suficientes diariamente é um alinhamento à ordem da Criação. O salmista indica outro valor do descanso noturno. No Salmo 16:7, ele disse: “Bendigo o Senhor, que me aconselha; pois até durante a noite o meu coração me ensina”. É hora de receber revelações de Deus. Há também uma promessa para aqueles que estão lutando com os problemas durante o sono: “Aos seus amados ele o dá enquanto dormem” (Salmo 127:2). Parte II: O descanso semanal Desde o início da história da humanidade, a Bíblia estabelece a existência e a necessidade de um descanso semanal. Lemos em Gênesis 2:3: “E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera”. Deus descansou no sétimo dia da Criação, e de acordo com Êxodo 20:9-11, a humanidade deveria seguir este exemplo. Essa primeira referência sobre o descanso semanal também nos informa sobre a natureza e o objetivo desse descanso. Deus, o todo-poderoso, não estava exausto no final do sexto dia da Criação! Adão foi criado no sexto dia e seu primeiro dia de vida foi um dia de descanso! Sem excluir o elemento de recuperação da fadiga física, entendemos que o descanso semanal tem um objetivo mais amplo. Podemos aprender sobre o propósito mais amplo do descanso semanal em Levítico 23:3: “Seis dias trabalhareis, mas o sétimo será o sábado do descanso solene, santa convocação; nenhuma obra fareis; é sábado do Senhor em todas as vossas moradas”. Primeiro, este versículo está reafirmando a existência de um descanso semanal literal específico: “Seis dias trabalhareis, mas o sétimo será o sábado do descanso solene”. Não é apenas um estado de espírito. Durante os tempos bíblicos, as pessoas costumavam parar literalmente suas atividades habituais, desde o pôr do sol de sexta-feira até o pôr do sol de sábado. Segundo, essa passagem está nos informando sobre o principal objetivo do descanso semanal: um dia de assembleia sagrada. É para ser um dia de encontro entre a humanidade e Deus. É um dia de culto coletivo. O exercício do descanso semanal é semelhante ao que muitos fazem com seus guarda-roupas quando entram no verão após um inverno frio; as roupas de inverno são removidas do armário para criar espaço para roupas de verão mais adequadas. Quando nos libertamos de nossas atividades rotineiras, temos tempo adicional para gastar na presença de Deus. Se o descanso semanal fosse apenas um dia de descanso físico, a escolha de qualquer dia não teria importado muito. Mas, como é um dia marcado para um encontro, é essencial escolher o dia designado, o sétimo dia. Por fim, o texto é claro sobre o Dono do descanso semanal: “É sábado do Senhor”. Essa parte do tempo não é nossa; isso pertence a Deus. Portanto, deve ser utilizado de acordo com Suas instruções. A ideia de bênção está intimamente ligada à manutenção do dia semanal de descanso. É o único dia da semana que Deus declarou como abençoado (Gênesis 2:2). A mesma ideia de bênção é ecoada em Isaías 56:2: “Bem-aventurado o homem que faz isto, e o filho do homem que nisto se firma, que se guarda de profanar o sábado e guarda a sua mão de cometer algum mal”. Esse descanso semanal é um dia de bênção, não porque o sétimo dia da semana tenha mais horas que os outros dias da semana. O tempo nem sempre está bom no sétimo. É um dia abençoado porque foi projetado para ser um dia de encontro com Deus. Quando Deus nos encontra:

• Ele fornece palavras de conforto.

• Ele fornece instruções.

• Ele nos dá a oportunidade de compartilhar nossos pensamentos e sentimentos.

• Ele satisfaz as nossas necessidades.

Curiosamente, Deus não declarou que um lugar ou localidade seria abençoado, mas uma parte específica do tempo. Caso contrário, as pessoas que moram longe desse local seriam penalizadas em comparação com as que moram mais perto. O sétimo dia é uma realidade para todo o universo; todos em qualquer lugar podem acessar as bênçãos do descanso do sétimo dia. Durante Seu ministério terrestre, Jesus usou o descanso do sétimo dia para duas atividades principais. Está escrito em Lucas 4:16 que “entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume”. Muitos de Seus milagres foram realizados durante as horas de descanso semanal. Um episódio interessante é relatado em Mateus 12:9, 10, 13: “Partindo daquele lugar, ele entrou na sinagoga e um homem com a mão encolhida estava lá”. Os participantes fizeram uma pergunta sobre uma questão específica sobre uma atividade apropriada para as horas do sábado: “É lícito curar no sábado?” Depois de desafiar o pensamento deles, Jesus fornece uma resposta clara: “É lícito, nos sábados, fazer o bem”. Ellen White descreve sucintamente a devida observância do sábado nestas palavras: “A lei proíbe trabalho secular no dia de repouso do Senhor; o labor que constitui o ganha-pão, deve cessar; nenhum trabalho que vise prazer ou proveito mundanos, é lícito nesse dia; mas como Deus cessou Seu labor de criar e repousou ao sábado, e o abençoou, assim deve o homem deixar as ocupações da vida diária, e devotar essas sagradas horas a um saudável repouso, ao culto e a boas obras” (O Desejado de Todas as Nações, p. 138). Conclusão Os crentes devem ter cuidado para não seguir cegamente o slogan “24/7”. Nas últimas décadas, observamos a intrusão gradual de atividades pessoais, sociais e culturais no tempo tradicionalmente reservado para dormir. O tempo de sono deve ser protegido. O descanso semanal é crucial para o nosso bem-estar total. Lembre-se do Salmo 119:2: “Bem-aventurados os que guardam as suas prescrições e o buscam de todo o coração”. Nossa decisão principal ao encerrarmos esta mensagem é a seguinte: Ao planejarmos a semana, tomemos providências para descansar e comungar com Deus no sétimo dia, do pôr do sol na sexta-feira ao pôr do sol no sábado, para se juntar a uma comunidade de crentes, para adorar a Deus, e ter tempo para fazer o bem aos outros. Por meio do descanso semanal, estamos reabastecendo nossa vida abundante. Meu Pacto: Guardar o sábado, preparando-me como devido na sexta-feira, mantendo seus limites, pensamentos e atividades corretos.


7. SINAIS DE REAVIVAMENTO 

Existem várias razões para ser fiel a Deus nos dízimos e ofertas. Hoje estamos explorando uma razão primária: é um sinal de reavivamento. Parte I: O teste no Éden Desde o início, era essencial que os seres humanos expressassem claramente quem eles consideram como Criador e Senhor. Deus havia estabelecido sinais de propriedade e senhorio para nossos primeiros pais. Quando lemos sobre a proposição do diabo – “Como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal” (Gênesis 3:5) – podemos perguntar sobre o assunto em que Adão e Eva foram testados? Os humanos já eram como Deus. Eles foram criados à Sua imagem, compartilhando honra, privilégios e responsabilidades. Qual foi a essência da sugestão do diabo? O diabo estava de fato fazendo as seguintes sugestões: Por que você não aspira ser DEUS você mesmo? Por que você não para de reconhecer Deus como seu Criador e Senhor? Em resposta, Adão e Eva brincaram de proprietários/senhores no lugar do verdadeiro Dono/Senhor. O teste em Gênesis 3 é de senhorio/propriedade, e o fruto proibido era apenas um sinal. Nossos primeiros pais falharam no teste de propriedade/senhorio com as terríveis consequências que resultaram. Parte II: Senhorio na Bíblia Reconhecer o senhorio de Deus permaneceu essencial para os crentes de todas as gerações. Era o código de conduta principal para o Israel antigo: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. 5Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” (Deuteronômio 6:4, 5). O apóstolo Paulo apresenta o senhorio como condição para a salvação: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”
(Romanos 10:9). Reconhecer Jesus como Salvador e Senhor é o essencial da salvação. Jesus, o Senhor, explica que o senhorio é muito mais que uma confissão verbal: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 7:21). O senhorio deve ser demonstrado por meio de ações concretas e tangíveis. De acordo com Atos 17:26, a existência de uma pessoa ocorre em duas dimensões: tempo e espaço. Como alguém mostra que Deus é o Criador/Senhor nessas duas dimensões fundamentais da vida? A Bíblia fornece um sinal claro para a humanidade reconhecer o senhorio de Deus ao longo do tempo: “Santificai os meus sábados, pois servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o Senhor, vosso Deus” (Ezequiel 20:20). O sábado tem sido um sinal de senhorio desde o início, juntamente com a árvore do conhecimento do bem e do mal. Aparentemente, Adão e Eva não falharam nesta parte do teste. Deus também forneceu sinais claros para a humanidade reconhecer Seu senhorio sobre o espaço, sobre o mundo material: “Pede que O reconheçamos como o Doador de todas as coisas; e, por essa razão, diz: De todas as vossas posses reserva a décima parte para Mim, além das dádivas e ofertas, que devem ser trazidas à casa do Meu tesouro” (Conselhos sobre Mordomia, p. 39). Ellen White também escreveu: “Os dízimos e ofertas trazidos a Deus são um reconhecimento do direito que Deus tem sobre nós pela criação, bem como o reconhecimento desse mesmo direito que a Ele assiste pela nossa redenção. Pelo fato de que tudo que temos e somos provêm de Cristo, tais ofertas devem reverter de nós para Ele. Devem lembrar-nos sempre o direito que a Deus confere a nossa redenção, o maior de todos os direitos, e que inclui todos os demais” (Testemunhos para a Igreja, v. 6, p. 479). O sinal de Ezequiel 20:20 tem três elementos: dízimos, presentes e ofertas. O dízimo é 10% da nossa renda. Presentes são doações especiais. As ofertas envolvem doações sistemáticas na proporção das bênçãos recebidas. Dar é um sinal essencial do senhorio de Deus, porque dinheiro ou bens materiais têm a capacidade de competir com Deus pelo senhorio. “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mateus 6:24). Ellen White estabelece um paralelo próximo entre os dois sinais do senhorio de Deus, a guarda do sábado e a devolução dos dízimos: “Deus santificou o sétimo dia. Essa parte específica do tempo, separada pelo próprio Deus para adoração religiosa, continua tão sagrada hoje como quando foi santificada pela primeira vez por nosso Criador. Da mesma maneira, o dízimo de nossa renda é santo para o Senhor” (Review and Herald, 16 de maio de 1882; grifo do autor). Ela também questionou os crentes por manterem um e negligenciarem o outro: “Enquanto nós, como povo, estamos buscando fielmente dar a Deus o tempo que Ele reservou como Seu, também não devemos prestar a Ele a parte de nossos meios que Ele pede?” (Review and Herald, 16 de maio de 1882). Ao guardar o sábado, estamos nos lembrando e reconhecendo que não apenas o sétimo dia pertence a Deus, mas todos os dias da semana e todos os dias da minha vida. Ao devolver o dízimo e trazer nossos presentes e ofertas, estamos nos lembrando e reconhecendo que não apenas uma parte de nossa renda pertence a Ele, mas todos os nossos pertences e o mundo material. Parte III: Dízimos e ofertas no contexto do reavivamento e reforma Deus regularmente apelou ao Seu povo para passar por reavivamento e reforma. O reavivamento é um convite para que se afastem dos deuses estrangeiros e o reconheçam como o único Senhor de suas vidas. Fora dos livros de Moisés, as referências ao sistema do dízimo estão intimamente relacionadas ao contexto de reavivamento e reforma. A Bíblia relata a reforma que ocorreu durante o tempo do rei Josias (2 Crônicas 29-31). Os principais componentes do reavivamento de Josias foram o templo restaurado, os cultos restaurados, a Páscoa celebrada mais uma vez e os levitas restaurados ao ministério. Podemos ler sobre a resposta do povo ao chamado ao reavivamento e reforma: “Logo que se divulgou esta ordem, os filhos de Israel trouxeram em abundância as primícias do cereal, do vinho, do azeite, do mel e de todo produto do campo; também os dízimos de tudo trouxeram em abundância” (2 Crônicas 31:5). O mesmo processo é descrito no livro de Neemias (Neemias 10:37, 38; 12:44; 13:5, 12). Durante esse período de reavivamento, Esdras leu a lei. O culto corporativo foi restaurado. O povo se comprometeu com a fidelidade a Deus com dízimos e ofertas. Armazéns para os dízimos e ofertas foram estabelecidos. O tempo do profeta Malaquias foi uma era de apostasia, e o livro de Neemias é um apelo de Deus para Seu povo. Um trecho do primeiro capítulo descreve a nação rebelde: “O filho honra o pai, e o servo, ao seu senhor. Se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o respeito para comigo?” (Malaquias 1:6). A questão principal era a ausência de reconhecimento de Deus como Mestre, como Senhor. O capítulo 3 apresenta o apelo de Deus ao Seu povo. É um chamado para retornar, um chamado ao reavivamento. “Desde os dias de vossos pais, vos desviastes dos meus estatutos e não os guardastes; tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros, diz o Senhor dos Exércitos; mas vós dizeis: Em que havemos de tornar?” (Malaquias 3:7). Após ouvir a Deus, as pessoas fazem uma pergunta pertinente: como devemos demonstrar que voltamos a Deus? Antes de dar a resposta, Ele lembra às pessoas como elas se afastaram dEle: “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda” (Malaquias 3:8, 9). Eles estavam roubando a Deus a honra que Ele merece como Deus. Ele termina a conversa com um apelo: “Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida” (Malaquias 3:10). No livro de Malaquias, o processo de reavivamento e reforma pode ser resumido em três etapas: (1) diálogo estendido sobre apostasia; (2) um chamado para retornar a Deus; e (3) maneiras de reforma, incluindo devolução de dízimos fiéis e ofertas. Conclusão Desde 2010, a Igreja Adventista do Sétimo Dia tornou o reavivamento um tema predominante. Esta mensagem está enraizada na igreja e no meu coração? Durante esse período, o povo de Deus precisa reconhecer Sua propriedade e senhorio. Uma maneira prática é devolver o dízimo fiel e fazer ofertas apropriadas. É assim que Lhe damos a honra que lhe é devida. Meu Pacto: Devolver fielmente o dízimo do Senhor (10% da minha renda). Dedicar uma porcentagem (_____) da minha renda como uma oferta regular ao Senhor.


 

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