Tema 01: A Prioridade das Prioridades

Texto: Mateus 6:25-34

INTRODUÇÃO

É interessante como vislumbramos o fim sem admitir que ele só pode ser alcançado se houver um início. O que parece óbvio e fácil de entender e assimilar, teoricamente, torna-se desafiador na prática. Na experiência espiritual, não é diferente. O texto de hoje engloba tudo o que fazemos com a expressão “todas as coisas”. Você e eu sabemos quantas coisas devem ser feitas no contexto familiar. A dona de casa logo lembraria dos afazeres domésticos. Os pais e as mães, no trabalho diário e no exercício da profissão, sabem que há uma razão a mais para isso, além da mera sobrevivência vinculada à família. E os filhos também não estão à parte dessa experiência. A pirâmide de Maslow enfatiza “essas coisas” como vitais e necessárias. Porque estão diretamente relacionadas ao comer, beber e vestir, são prioritárias. De acordo com essa teoria, os seres humanos vivem em busca da satisfação de determinadas necessidades. Para o psicólogo Maslow, a perspectiva de satisfação dessas necessidades é o que gera a força motivadora nos indivíduos. A pirâmide de Maslow é usada, então, para demonstrar a hierarquia dessas necessidades. Mas, o que tristemente esquecemos é que o mesmo verso acentua que há uma ação que é a prioridade das prioridades: “Buscar em primeiro lugar o reino de Deus”. A boa notícia é que essa atitude nos garante uma recompensa apresentada como promessa: o acréscimo de “todas essas coisas” de maneira milagrosa e natural. Deus quer que nossas vidas evoluam ao compreendermos e praticarmos esse ponto. Oremos.

A SEDE DAS PRIORIDADES

A grande verdade é que buscamos o resultado e esquecemos a causa. Se tivéssemos a oportunidade de ter uma audiência com Jesus e Ele nos perguntasse o que desejamos e precisamos, veríamos que a maioria dos pedidos estaria vinculada a coisas. Nosso pedido evidencia nosso foco. A declaração “buscai em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça” (Mt 6:33) se estabelece como uma fórmula que afirma que a maneira de alcançar essas coisas não é olhar para elas, e sim, para Cristo. E de maneira extraordinária, o verso

anterior afirma que, se você e eu temos o foco nessas coisas, não somos cristãos, somos gentios. Aqui é estabelecida a essência que define quem realmente somos. Estar ligados a uma igreja ou dizer quem somos não é suficiente para sermos de fato cristãos. Se o Rei não reina em nossos corações, nosso foco não está em Cristo, e nossa prioridade não

O Rei não precisa estar presente. Sua sede pode estar em outro lugar. Onde deve estar o Rei? Na sede, onde as prioridades são estabelecidas. E o que é estabelecido como prioridade torna-se o que consideramos e denominamos como valoroso. Não é de admirar que o próprio Cristo aponta essa sede no mesmo sermão, estabelecendo uma conexão perfeita de raciocínio quando afirma: “porque, onde está o seu tesouro, aí estará também o seu coração” (Mt 6:21). Poderíamos substituir, sem medo de desvirtuar o contexto, a palavra “tesouro” por “prioridade”. E afirmar que, onde estiver nossa prioridade, aí estará nosso coração. No Antigo Testamento, há dois versos proferidos por Moisés e Jeremias que afirmam que nossa busca por Deus só alcança êxito se O buscarmos de coração (Dt 4:29 e Jr 29:13).

CAUSA INOPERANTE

Essas coisas que absorvem nossa atenção e estabelecem nossa prioridade não têm vida em si mesmas. O verso 31 nos apresenta que “essas coisas” estão relacionadas ao comer, beber e vestir. Queremos saúde, emprego, qualificação acadêmica, boa educação para comer, beber e vestir bem. A existência e toda ação humana deságuam nelas. O problema não está em tê-las, mas na maneira como as buscamos, estabelecendo nossa prioridade sobre elas. Os últimos séculos têm mostrado o frenético movimento humano nesta dire-ção. Cristo, no entanto, afirma que, se você busca essas coisas, você não vai encontrá-las, e apresenta as razões antes dessa afirmação em Mateus 6:33, porque, na mentalidade grega, a justificativa precede a afirmação. Por isso, os versos 20 e 21 do mesmo capítulo apresentam que três situações acontecem com essas “coisas”:

A traça destrói (pequeno inseto que destrói tudo que é orgânico);

A ferrugem corrói;

Os ladrões roubam.

Não há segurança nessas coisas; sua causa é inoperante, porque são consequências. Não temos tempo para o culto doméstico, devoção pessoal, estudo da Bíblia e testemunho, porque nosso tempo está em ação para obtê-las. Em contrapartida, há uma promessa que diz: “Aos seus amados Ele o dá enquanto dormem” (Sl 127:2).

DEUS PROVA QUE PODE

Em Mateus 6:25-30, Cristo apresenta a prova de que Ele pode nos acrescentar essas coisas, como já acrescenta o que é mais importante. Por isso, Ele pergunta: “Não é a vida mais importante que o alimento? E as vestes mais do que o corpo?” Com essas perguntas, Ele combate e desaconselha a ansiedade, porque é inútil. A respiração acontece, o corpo cresce, o coração bombeia aproximadamente 9.000 litros de sangue, através de 100.000 quilômetros de veias e vasos sanguíneos em 103.600 batidas cardíacas cadenciadas, sem que percebamos. Se o corpo e a vida são causas mais importantes que comer e vestir, e

Cristo quem traz e mantém essas causas, Ele é a causa das causas. E como mantém o corpo e a vida, Ele pode nos sustentar devidamente nos dando comida, bebida e vestes. Aí temos a promessa e o raciocínio cirúrgico de Cristo. Por isso, Ele nos convida a estabelecê-Lo em nossa vida como nossa prioridade das prioridades. Cristo nos apresenta um exemplo claro quando afirma: “Observai as aves do céu, não semeiam nem colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo vosso Pai Celeste as sustenta” (Mt 6:26).

CONCLUSÃO

Por quatro vezes, Jesus nos alerta: “não se preocupem” (Mt 6:25, 28, 31 e 34). Daí nasce o alerta da ansiedade, como transtorno obsessivo compulsivo, síndrome do pânico e toda a rica sintomatologia do transtorno de ansiedade, já considerado a doença emocional do século. A exacerbada preocupação com o futuro aniquila e escanteia a fé no sustento e cuidado de Cristo por nós. Todos os dias, quando na primeira hora não O buscamos, comunicamos que podemos viver sem Ele. A. W. Tozer afirma: “Nunca vi um cristão útil que não seja estudante da Bíblia. Não existe atalho para santidade”. Nossa dependência de Deus é gerada pela Palavra, pela oração e pela comunhão diária com Deus. Se Ele não for nossa prioridade, viveremos em segundo plano sempre. Cristo encerra Seu argumento afirmando: “pois o amanhã trará os seus cuidados; basta a cada dia o seu mal” (Mt 6:34). Dito isso, podemos concluir que nosso prazo de validade como cristãos é de 24 horas. Nossa busca por Cristo deve ser diária. Estes 10 dias de oração são um começo que deve ser ininterrupto e inegociável. Este é o tempo, agora é a hora, e já é o momento para você se lançar sobre o Único que te mantém até aqui, e deseja ser a prioridade das prioridades de sua vida. Comece hoje. Você quer? Vamos orar.

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