Tema 02: A Verdadeira Felicidade

Texto: “Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo.” 2 Coríntios 4:16

INTRODUÇÃO

O que não faltam são receitas para a felicidade. Se para a felicidade individual existem desafios, a da família, que depende de relações saudáveis e na qual a ação de apenas um membro interfere em todos, tem vários desafios. Os erros e acertos de apenas uma pessoa da família podem afetar a família inteira e funcionam como algo interligado e sistêmico. A primeira família da humanidade surgiu experimentando isso. A felicidade foi encerrada a partir do erro de um, que levou ao do outro, trazendo consequências terríveis, sendo a principal delas a culpa. (Ver Gênesis 3:12.) Muitos consideram a família, em um aspecto relativista na prática, como critério de infelicidade. A união é um compromisso de mútuas situações que não inclui apenas felicidade. É nesse aspecto que se destaca a falsa da verdadeira felicidade. A felicidade circunstancial é relativa e dependente dos bons ventos da vida, enquanto a verdadeira felicidade não depende das circunstâncias exteriores, mas se estabelece como um estilo de vida. O apóstolo Paulo foi especialista nessa compreensão em diversas cartas em que as antíteses da vida foram evidenciadas, suportadas e vencidas. Em uma de suas cartas, a de Filipenses, ele teve a capacidade de usar várias vezes o imperativo “alegrai-vos”, estando em uma prisão, sentenciado à morte. Todavia, foi na declaração aos coríntios que ele destacou as iminentes circunstâncias exteriores que, segundo ele, seriam capazes de corromper o homem, mas não abater o interior. Ele assim afirmou: “Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia” (2Co 4:16).

O ÚNICO RECEIO DE CRISTO

Nenhuma família se forma para ser infeliz assim como ninguém se casa para se divorciar. Não se tem filhos para serem perdidos nem se estabelecem vínculos para serem rompidos. A exteriorização desanima o interior. Paulo inicia suas palavras rejeitando a hipótese do desânimo. Com tal atitude, o apóstolo nos deixa a primeira regra para ser, e não apenas estar, feliz, a saber, não permitir que o interior não se renove. Esse foi o único receio de Cristo em relação à igreja primitiva, que daria seus primeiros passos. Suas últimas palavras descritas no evangelho de João são apresentadas assim: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16:33; grifos nossos). O que é mais extraordinário é que Cristo sabia o que aconteceria com Sua igreja, inclusive apresentou uma revelação ao próprio João na Ilha de Patmos. Diante da iminente perseguição, angústia, morte, arena romana, ele destacou que o que poderia ser letal estaria dentro, e não fora. As circunstâncias exteriores, sejam quais forem, não serão capazes de abater e derrubar alguém cujo interior está robustecido pela comunhão constante com Deus por intermédio da oração e da Palavra. A verdadeira felicidade consiste em estarmos preparados para o que vem e surge. Os vendavais podem balançar, mas não derrubar; parar, mas não abater; sacudir, mas não derrotar. A família é o celeiro onde as circunstâncias exteriores mais terríveis afloram. Porém, Cristo ressalta que o bom ânimo só vem Dele, que venceu e experimentou o que passamos e passaremos.

LIDANDO COM AS CONSEQUÊNCIAS

Tenhamos em mente uma verdade enquanto estivermos no mundo: as circunstâncias exteriores serão deterioradas pelas consequências do pecado. Nenhuma família está ilesa aos seus efeitos. Quando o apóstolo afirma que “mesmo que o nosso homem exterior se corrompa”, ele está afirmando uma inevitabilidade. As crises vêm e vão em um ciclo intermitente e incontrolável, porque não vivemos apenas em um ambiente de pecado, mas em pecado. O pecado é mais profundo que a epiderme. Adultério, deslealdade, violência, indiferença, falta de amor, abusos sexuais, manipulação e exercício desmedido de autoridade fazem parte das famílias de todas as épocas e principalmente hoje no século XXI. Todas essas ações estão enraizadas em nossa natureza caída. Muitos buscam solução fora da essência, que são meros sintomas da doença mais grave do planeta terra: o pecado. Não se mascara a doença com remédios superficiais. Como indivíduos e família, devemos ter a certeza de nossa fragilidade frente às consequências que nos sobrevêm. A consciência de nossa dependência e fraqueza nos levará a uma atitude devida e esperada pela busca de socorro e fortalecimento diário no Senhor. A oração e o estudo da Palavra são os únicos meios de salvaguarda e proteção contra as consequências da corruptibilidade das circunstâncias da vida regida pelo pecado.

RENOVAÇÃO DIÁRIA

Diante de uma lógica perfeita, o apóstolo Paulo traz a solução diante da inevitável corrupção das circunstâncias exteriores que nos cercam: somente pela renovação diária do interior. A grande questão aqui envolvida na declaração inspirada do apóstolo é que nossa base está no que acontece dentro de nós ou em nós. E apenas a comunhão habitual com Deus trará essa renovação. Não estamos aqui subjetivando, mas concretamente falando que a comunhão ocorre pela leitura da Bíblia e pela oração contínua. O próprio Cristo afirmou: “se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos” (Jo 6:53). Não se trata de uma ação apenas importante, mas vital para o indivíduo e toda a família. Igual à necessidade básica de comer e beber para manter a vida, a comunhão com Deus é necessária para a renovação do interior. Ao se levantar e não buscar a Deus, simplesmente estamos informando que podemos viver e vencer espiritualmente sem Ele. Todos os dias, temos que escolher se ergueremos um altar, como Abraão comumente erguia (ver Gênesis 12:7), ou torres de presunção e independência de Deus, como erigiam os homens após o dilúvio. O culto familiar é uma informação para Deus de que sua família pertence a Ele. É nesse momento que seus filhos e sua união conjugal são dedicados novamente e que Deus demarca uma cerca de proteção e pertencimento.

CONCLUSÃO

Dwight L. Moody, o renomado e conhecido evangelista do século XIX, tinha uma receita para o crescimento espiritual que sempre repetia aos conversos. Há quem diga terem sido mais de 500 mil pessoas. Ele os aconselhava a gastar 15 minutos por dia falando com Deus em oração, gastar 15 minutos por dia ouvindo Deus falar a você por meio de Sua Palavra e gastar 15 minutos por dia falando a alguém acerca de Deus. E de acordo com Moody, os novos conversos seriam cristãos em constante crescimento. Ou seja, a renovação espiritual não acontece do nada. É necessária uma busca contínua por Deus. Esse é o tripé em que se ampara o edifício da fé ativa da família e de cada pessoa individualmente. Deus tem um propósito para nós e nossa família. Vejam o que diz a serva do Senhor: “Diante de nós estão as maiores bênçãos que, através de Sua graça, Ele quer nos outorgar. Ele nos convida a entregar-nos a Ele a fim de que possa cumprir em nós Sua vontade.” (Ellen G. White, Caminho para Cristo, p. 44, nova edição). Nossa entrega diária será o início ininterrupto de nossa renovação interior e felicidade verdadeira e plena em Jesus. Você deseja reconfirmar esse desejo e essa decisão? Oremos.

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"É um grande privilégio de elaboração do site PORTAL ADVENTISTA DE BAIXO GUANDU/ES, no dia 18 de Setembro 2014 para a divulgação aqui na cidade local, regional e em todos os Países. Nosso Objetivo é divulgarmos os programas, materiais entre outros que se realizam na Igreja Adventista do Sétimo Dia, em prol do Evangelho Eterno, assim diz o Senhor: “ Breve Jesus Cristo Voltará” Apocalipse 22:1-21. Portanto não será então em benefício próprio, sim a necessidade desse divulgação nessa cidade que todos se entregam sua vida a Jesus Cristo, nosso Salvador. Att: Thiago Amaral de Oliveira - Baixo Guandu/ES."

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