Tema 03: Atividades Espirituais em Família

INTRODUÇÃO

Feliz sábado!

Este é o terceiro dia e o primeiro sábado dos 10 dias de oração.

Durante esses dez dias, abordaremos temas que fortalecerão nossa família e nos ajuda-rão em nosso preparo para o Céu.

Hoje vamos falar sobre algumas atividades importantes que precisamos desenvolver em nossa família com o propósito de fortalecê-la espiritualmente.

Há um pensamento que diz: “A casa que construímos não é importante. O importante é a família que construímos dentro dela”.

Eu sei que se todos nós pudéssemos, teríamos casas amplas, confortáveis, com mobílias bonitas. Porém, a maior preocupação quando falamos em família deveria ser voltada para sua estrutura emocional e espiritual. E isso não construímos com tijolos, argamassas e revestimentos caros, mas com comunhão, relacionamento e oração.

A base de nossa reflexão hoje está em Mateus 7:24-27.

“Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.”

Para Jesus, a edificação espiritual de nossa família depende apenas de duas coisas:

I – DEPENDE DO TIPO DE PAIS OU CÔNJUGES QUE SOMOS.

Para Jesus, existem dois tipos: os prudentes e os insensatos.

Quais são as diferenças entre eles?

1 – Pais e cônjuges prudentes ordenam sua família de tal forma que Deus Se torna sua autoridade máxima, a Bíblia, seu manual de instruções, e a oração, sua arma mais poderosa. Porém, pais e cônjuges insensatos priorizam mais a formação intelectual do que a formação espiritual; priorizam mais a aparência do que a essência.

“Uma família bem ordenada, bem disciplinada, fala mais em favor do cristianismo do que todos os sermões que se possam pregar. Uma família assim dá prova de que os pais foram bem-sucedidos no seguir as instruções de Deus, e de que seus filhos O servirão na igreja. Sua influência aumenta; pois à medida que comunicam, recebem para tornar a comunicar. O pai e a mãe encontram auxiliares nos filhos, os quais transmitem a outros as instruções recebidas no lar. A vizinhança deles é beneficiada, pois com isto se enriqueceu para o tempo e a eternidade” (O Lar Adventista, p. 32).

 

2 – Pais e cônjuges prudentes reconhecem sua família como uma oficina, onde cada um trabalha pelo bem de todos e todos trabalham pelo bem de cada um, enquanto pais e cônjuges insensatos transferem responsabilidades.

“O pai representa o Legislador divino em sua família. É o colaborador de Deus, promovendo os graciosos desígnios de Deus e estabelecendo em seus filhos elevados princípios. O pai é o sacerdote da família, apresentando ante o altar de Deus o sacrifício da manhã e da tarde, confessando os pecados cometidos por si e pelos seus durante o dia” (O Lar Adventista, p. 212).

“A mãe é a rainha do lar, e os filhos são seus súditos. Deve governar a casa sabiamente na dignidade de sua maternidade. Sua influência no lar deve ser excelsa; sua palavra, lei. Os filhos devem ser ensinados a considerar sua mãe, não como uma escrava cujo trabalho seja servi-los, mas como uma rainha que deve guiá-los e dirigi-los, ensinando-os linha a linha, preceito a preceito” (O Lar Adventista, p. 232).

 

3 – Pais e cônjuges prudentes se preocupam com o desenvolvimento físico, moral e espiritual de sua família, enquanto pais e cônjuges insensatos terceirizam essa responsabilidade. O poeta britânico Samuel Taylor conta que, após conversar com um homem que acreditava que as crianças não deveriam ter qualquer tipo de instrução por parte dos pais e que deveriam ser deixadas livres para escolher e tomar suas próprias decisões, principalmente no quesito religioso, convidou-o para visitar seu jardim, que estava um pouco abandonado. Quando aquele homem chegou, foi logo dizendo: “Você chama isso de jardim? Aqui não existe nada a não ser mato, ervas daninhas!”

Então, Samuel Taylor lhe disse: “Sabe o que aconteceu? Eu procurei não interferir de forma alguma na liberdade do jardim. Eu estava apenas dando a oportunidade para que ele expressasse sua própria vontade”.

Obviamente, esse homem cria como milhões de pessoas creem, como alguns modernos educadores pensam. Muitos pais, por serem omissos em sua disciplina, ao final colhem no jardim da vida de seus filhos apenas ervas daninhas.

 

II – DEPENDE DO FUNDAMENTO SOBRE O QUAL ESTAMOS EDIFICANDO A FAMÍLIA.

O texto fala de dois fundamentos: a rocha e a areia.

Pais e cônjuges prudentes edificam sobre a rocha. Porém, pais e cônjuges insensatos edificam sobre a areia.

A grande pergunta a que precisamos responder é a seguinte: Como podemos edificar nossa família sobre a rocha?

 

1 – Priorizando a comunhão em família.

“Em todo lar cristão, Deus deve ser honrado pelo sacrifício de oração e louvor, de manhã e à noite. Cada manhã e cada noite, devem ascender a Deus fervorosas orações pedindo Sua bên-ção e orientação. O Senhor do Céu passará por alto tais lares, sem deixar ali alguma bênção? Não, em absoluto! Anjos ouvem as manifestações de louvor e a oração de fé. Eles levam as petições Àquele que ministra no santuário em prol de Seu povo e apresenta Seus méritos em favor dele. A oração genuína se apega à Onipotência e concede a vitória aos seres humanos. Ajoelhado, o cristão obtém forças para resistir à tentação” (E Recebereis Poder, p. 138).

 

2 – Tornando o lar uma pequena igreja.

“Cada família é uma igreja sobre a qual presidem os pais. Deve ser a primeira consideração destes trabalhar para a salvação de seus filhos. Quando o pai e a mãe, como sacerdotes e professores da família, assumem sua inteira posição ao lado de Cristo, exercer-se-á no lar boa influência. E essa influência santificada será sentida na igreja e reconhecida por todo crente. Devido à grande falta de piedade e santificação no lar, a obra de Deus é grandemente impedida. Nenhum homem pode levar para a igreja uma influência que não exerce na vida doméstica e em suas relações comerciais” (Orientação da Criança, p. 549).

 

3 – Assistindo aos cultos na igreja.

“Os pais e mães devem tornar uma regra que seus filhos assistam ao culto no sábado. E devem pôr em vigor essa regra pelo seu próprio exemplo. […] Todos os que fizeram o voto

batismal têm-se consagrado solenemente ao serviço de Deus; estão sob a obrigação da aliança e de colocar a si mesmos e a seus filhos onde possam obter todos os incentivos e encorajamentos possíveis na vida cristã” (Orientação da Criança, p. 530, 531).

 

4 – Sendo exemplos para os filhos na conduta moral e espiritual.

 

“De fato, as crianças são as pessoas mais susceptíveis aos ensinos do evangelho; seu cora-ção acha-se aberto às influências divinas, e forte para reter as lições recebidas. Os peque-ninos podem ser cristãos, tendo uma experiência em harmonia com seus anos. Precisam ser educados nas coisas espirituais, e os pais devem proporcionar-lhes todas as vantagens para que formem um caráter segundo a semelhança do caráter de Cristo” (O Desejado de Todas as Nações, p. 515).

 

5 – Sendo fiéis na guarda do sábado.

 

“Ao começar o sábado, devemos vigiar nós mesmos, nossos atos e palavras, para que não roubemos a Deus, aproveitando para nosso próprio uso aquele tempo que pertence estritamente ao Senhor. Não devemos fazer nem permitir que nossos filhos façam qualquer espécie de trabalho pessoal que constitua nosso meio de vida, ou qualquer coisa que poderia ter sido feita durante os seis dias de trabalho. A sexta-feira é o dia de preparação. O tempo pode ser então dedicado a fazer os necessários preparativos para o sábado, a pensar e falar sobre isso. Coisa alguma que possa, aos olhos do Céu, ser considerada transgressão do santo sábado, deve ser deixada por dizer ou fazer no sábado. Deus requer não somente que nos abstenhamos do trabalho físico no sábado, mas que a mente seja disciplinada de modo a pensar em temas santos” (Testemunhos Seletos, v. 1, p. 290).

Quantos conselhos sábios!

Quem edifica sua família sobre a rocha tem como autoridade máxima no lar o Senhor Jesus, como manual de instruções a Bíblia Sagrada e como arma mais poderosa a oração.

Quem edifica sua família sobre a rocha gasta mais, mas a durabilidade dessa casa é eterna.

“Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha” (Mt 7:24, 25).

Quem edifica sobre a areia gasta menos, mas a durabilidade dessa casa é curta.

“E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína” (Mt 7:26-27).

CONCLUSÃO

Você já passou por determinados lugares onde uma rua ou uma calçada está passando por um processo de melhorias, e quase pode ler uma placa com os seguintes dizeres: “Desculpe-nos o transtorno. Estamos em obras”? Depois de algumas semanas você passa novamente pelo mesmo lugar, percebe que tudo está tão bonito e diz: “Valeu! Que obra espetacular!”

Usando essa analogia, quero lhe perguntar: Quando foi a última vez que você colocou uma placa nas avenidas de sua família com os dizeres “Desculpe-nos o transtorno. Estamos em obras”?

Se você quer ver sua família ser edificada na rocha, não tenha medo de entregar essa obra para o Espírito Santo realizar.

Nenhuma obra de construção ou reconstrução é uma tarefa fácil, mas é compensadora.

Nunca se esqueça: “NENHUM SUCESSO COMPENSA O FRACASSO DA FAMÍLIA”.

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"É um grande privilégio de elaboração do site PORTAL ADVENTISTA DE BAIXO GUANDU/ES, no dia 18 de Setembro 2014 para a divulgação aqui na cidade local, regional e em todos os Países. Nosso Objetivo é divulgarmos os programas, materiais entre outros que se realizam na Igreja Adventista do Sétimo Dia, em prol do Evangelho Eterno, assim diz o Senhor: “ Breve Jesus Cristo Voltará” Apocalipse 22:1-21. Portanto não será então em benefício próprio, sim a necessidade desse divulgação nessa cidade que todos se entregam sua vida a Jesus Cristo, nosso Salvador. Att: Thiago Amaral de Oliveira - Baixo Guandu/ES."

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