Tema 04: Acontece nas Melhores Famílias

Texto: “Não viram uns aos outros, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias; porém todos os filhos de Israel tinham luz nas suas habitações.” Êxodo 10:23

INTRODUÇÃO

Mais uma vez, temos a plena certeza de que Deus falará por Sua Palavra a cada um de nós. Oremos. Você já notou que sempre atrelamos as dificuldades e os problemas a uma explicação que geralmente busca causas que culpam o envolvido? O ser humano tem a tendência natural, enraizada pela cultura da retribuição originada na cultura judaica, de achar que, se sofre ou enfrenta algum problema, é porque pecou ou está pecando. Como se o sofrimento e os problemas que enfrentamos estabelecessem uma hierarquia ou divisória entre os que oram e os que não oram, os que buscam e os que não buscam a Deus. Como se determinados acontecimentos só ocorressem em algumas famílias e pessoas. No entanto, esquecemos as claras afirmações de Cristo: “No mundo tereis aflições” (Jo 16:33b); “Não se turbe o vosso coração” (Jo 14:1). Essas afirmações de Cristo são constantes lembranças de que todos nós somos passíveis às tragédias da vida nos contextos familiar e pessoal. A possibilidade não respeita sobrenome, status, posição nem situação espiritual. Os problemas acontecem nas melhores famílias, mas o que sustenta nas tempestades é a presença de Deus, o “socorro bem presente na angústia”. Estarmos ligados a Deus pela comunhão pessoal e pelo culto familiar é o que nos manterá em pé. As trevas não terão efeito sobre a luz. Há um episódio bíblico que retrata que, em meio à inevitável tragédia, Deus nos abriga com Sua luz. Vejamos no texto de Êxodo 10:23.

A INEVITABILIDADE DAS TREVAS

Foi no contexto das pragas que, pedagogicamente, Deus nos lembrou que esse mundo está sentenciado à morte e à execução da santa e perfeita ira de Deus contra o pecado e os pecadores que não se arrependerem. Esse contexto e esse ambiente incluem os sinceros e justos, como Jó, e o massacrado, escravo e sincero povo de Deus na época do Egito. Foram 430 anos experimentando a injusta sentença de escravidão e a dor inconsolável das gerações que, nesse período, passaram conforme Êxodo 12:40. A grande verdade é

que a vida cristã não é indolor. Ser cristão não é viver em uma redoma de vidro, blindado em uma estufa espiritual, em uma colônia de férias ou em um parque de diversões. Tendo Cristo em nossas vidas, não escaparemos dos desertos e lutas. O crente fiel bate o carro, fica doente, sofre traições dentro e fora da família, é abandonado e esquecido, perde emprego, é mal interpretado e julgado, e passa por todas as circunstâncias da vida. As trevas e tempestades da vida são inevitáveis, e chegam para todos indistintamente e de súbito. É um divórcio traumático, uma perda financeira radical. E nessa hora, as trevas da incompreensão nos trazem angústia, dor e incertezas. Os amigos de Jó aparecem nesse momento da nova vida, argumentando que algo está errado e precisa ser reajustado com Deus. No entanto, as trevas e as tempestades vêm inevitavelmente. A sentença “E virão trevas sobre a terra do Egito” (Êx 10:21) reflete que este mundo sempre será assolado, seja pela ira de Deus seja pelas circunstâncias deste mundo de pecado.

A CERTEZA DA PROTEÇÃO

Deus não evita as catástrofes e tragédias da vida, advindas das trevas e tempestades. De igual modo, não encolhe Seu braço para proteger e salvar os que a Ele se achegam. Como afirmou o profeta Isaías: “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar, nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir” (Is 59:1). Promessas não faltam de Sua proteção aos que estão debaixo de Suas asas pela comunhão diária e relacionamento com Ele. E somente estando Nele suportaremos o que virá. Com Deus, os ataques do inimigo contra nós são revertidos e neutralizados. Ao estarmos ligados com a Fonte de Deus em Sua Palavra e na comunhão diária em família e oração, sairemos fortalecidos, provados e aprovados como filhos fiéis. Nenhum obstáculo deve tirar essa certeza. Nenhum sofrimento deve colocar em dúvida a permanente vigilância de Deus por nós. O que precisamos ter em mente é que precisamos escolher diariamente estar sob as asas protetivas de Deus. Lembrem-se de que o anseio de Cristo é participar da vida de nossa família. A cena é descrita no último estágio de Sua igreja descrito no Apocalipse: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo” (Ap 3:20). Cada culto familiar é uma permissão para Deus entrar e agir na vida de cada família. Ele não força a entrada nem manipula a vontade. Somente permitindo Sua entrada em nossa vida, teremos a certeza de Sua proteção.

O SENHOR É NOSSA LUZ

Quando é descrito que havia luz nas casas de Israel durante a praga das trevas no Egito, essa declaração vai além do que lemos e entendemos. A luz indica a presença de Cristo

em cada coração. Por isso, o salmista afirma: “O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei?” (Sl 27:1). Essas perguntas são afirmações que trazem conforto e segurança. Embora nossa realidade venha das trevas, e, como já vimos a inevitabilidade da mesma, Cristo seja nossa luz, há uma grande verdade a ser recebida hoje a partir desse texto: a luz não se manifesta automaticamente na vida da família que não busca. A cada oração e investimento espiritual feito em família, a luz de Jesus irradia tornando a família um protótipo do Céu. Cada culto familiar feito é um altar erigido. Infelizmente, hoje, as torres estão substituindo o altar. A Bíblia apresenta as torres como símbolos de rebelião e afastamento de Deus e o altar como sinal de confiança e entrega a Deus. Quando Deus não é adorado nem requerido em família, ergue-se uma torre tal qual erigiram os descendentes de Noé, especificamente os descendentes de Cão, quando edificaram uma cidade e uma torre: Babel. Somos conhecedores de que a Babilônia representa, no final dos tempos, o lado que se rebelará contra Deus e Seu povo. No entanto, esquecemos que nosso lar já pode estar sendo uma mini Babilônia quando não buscamos a Deus erigindo uma torre. No entanto, o Senhor nos convida diariamente a erigirmos um altar como Abraão fazia. Por isso, ele foi considerado o pai da fé, o amigo de Deus. Ellen G. White afirma: “Abraão, o amigo de Deus, dá-nos um digno exemplo. A sua vida foi uma vida de oração. Onde quer que ele armasse a tenda, junto erigia um altar, convocando todos os que faziam parte de seu acampamento para o sacrifício da manhã e tarde. Quando a tenda era removida o altar ficava” (Patriarcas e Profetas, p. 122, 123).

CONCLUSÃO

Quando queremos energia, que é essencial para o desenvolvimento e a vida, buscamos e recebemos de um fornecedor. O fatídico e irônico é que queremos tudo o que a luz traz, como paz, harmonia, equilíbrio emocional, tolerância, perdão e abnegação em nosso lar, e não temos uma atitude sistemática de buscar a personificação da luz, que é Jesus Cristo. Quando oramos, cultuamos e tornamos Cristo o centro de nossa família, a luz irradia. Ao ler a citação acima, fico impressionado com o fato de que Abraão convocava todos os que faziam parte de seu acampamento para o sacrifício da manhã e o da tarde. Somente dessa maneira, teremos luz em nossa vida familiar e pessoal. Aproxima-se o mesmo mo-mento de pragas que se manifestaram no Egito. Esse momento tem seus dias contados, e só nos resta nos submetermos como família ao Senhor, que é nossa luz e salvação. Quantos tomam essa decisão em família hoje? Vamos orar.

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"É um grande privilégio de elaboração do site PORTAL ADVENTISTA DE BAIXO GUANDU/ES, no dia 18 de Setembro 2014 para a divulgação aqui na cidade local, regional e em todos os Países. Nosso Objetivo é divulgarmos os programas, materiais entre outros que se realizam na Igreja Adventista do Sétimo Dia, em prol do Evangelho Eterno, assim diz o Senhor: “ Breve Jesus Cristo Voltará” Apocalipse 22:1-21. Portanto não será então em benefício próprio, sim a necessidade desse divulgação nessa cidade que todos se entregam sua vida a Jesus Cristo, nosso Salvador. Att: Thiago Amaral de Oliveira - Baixo Guandu/ES."

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