Tema 09: Fonte de Poder na Família

Texto: “Disse-lhe, porém, o anjo: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida; e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, a quem darás o nome de João.” Lucas 1:13

INTRODUÇÃO

O sacerdote “Zacarias, do turno de Abias. Sua mulher era das filhas de Arão e se chamava Isabel. Ambos eram justos diante de Deus, vivendo irrepreensivelmente em todos os preceitos e mandamentos do Senhor” (Filhas de Deus, p. 34). Exercendo seu ofício sacerdotal, ele havia sido sorteado para entrar no santuário do Senhor para queimar o incenso enquanto o povo do lado de fora o esperava em oração. Do lado de dentro do santuário, apareceu-lhe Gabriel, anjo que assiste diante de Deus, e, da direita do altar de incenso, comunicou-lhe boas-novas. Anunciou-lhe que sua esposa, Isabel, teria um filho a despeito de sua esterilidade.

Era desejo do casal ter um filho (Lc 1:25), pois, para aquela família, um filho, seria grande bênção, fazendo-os deixar de passar vexame perante as pessoas. Afinal, para aquela época, a ausência de um filho em uma família era sinônimo de opróbrio. Isabel e Zacarias oraram muito em favor desse filho com que tanto sonhavam. Prova disso foi que o anjo Gabriel, quando apareceu, fez referência às orações do casal, ao afirmar: “a tua oração foi ouvida” (Lc 1:13).

A oração sempre será o meio para acessar o poder do Espírito Santo em favor de uma fa-mília que O reconhece como Consolador. “Em tristezas e aflições, quando as perspectivas se afiguram escuras e o futuro aterrador, e nos sentimos desamparados e sós – é tempo de o Espírito Santo, em resposta à oração da fé, conceder conforto ao coração” (Atos dos Apóstolos, p. 28).

  1. FONTE DE PODER NA FAMÍLIA AS ORAÇÕES DOS PAIS

A prática da oração está intimamente ligada ao trabalho do Espírito Santo. Não é possível ser usado ou abençoado pelo Espírito Santo se não for por meio da oração. A busca

incessante por auxílio do alto será o que de fato fará com que o doador de todas as bênçãos se manifeste. No caso de Zacarias e Isabel, eles bem sabiam da importância da oração. Não temos registro de quanto tempo oraram pelo filho, mas é dito que o casal era de idade avançada (Lc 1:18). Além disso, a mulher era estéril. Com isso, supõe-se que oraram por vários anos, e, quando a oração foi atendida, o casal já era idoso. Esse tempo de oração também era tempo de preparação. Enquanto oravam, buscavam instrução, e o Espírito Santo trabalhava na vida do casal de forma a prepará-lo para a missão de educar o precursor do Salvador do mundo.

Quando o anjo Gabriel falou das características do filho prometido, já anunciou que ele seria “cheio do Espírito Santo” (Lc 1:15). As muitas orações do casal contribuíram para que João fosse dotado do Espírito de Deus. Essa é uma garantia de que, quando oramos, Deus abençoa nossos filhos.

RELIGIÃO NO LAR

O Senhor deve ser diariamente convidado para visitar o lar por meio da oração e cânticos de louvor. “Antes de sair de casa para o trabalho, toda a família deve ser reunida, e o pai ou a mãe na ausência dele, deve rogar fervorosamente a Deus que os guarde durante o dia. Vão com humildade, coração cheio de ternura, e com o senso das tentações e perigos que se acham diante de vocês e de seus filhos; pela fé, atem-nos ao altar, suplicando para eles o cuidado do Senhor” (Conselhos para a Igreja, p. 204).

Um anjo do Céu veio instruir Zacarias e Isabel sobre a maneira como deveriam preparar e educar o filho, para que pudessem trabalhar em harmonia com Deus no preparo de um mensageiro para anunciar a vida de Cristo. Como pais, devemos cooperar fielmente com Deus para formar tal caráter que habilite nosso filho a desempenhar a parte que Deus lhe designa como obreiro competente.

Os pais de João tomaram medidas claras para que o filho crescesse e correspondesse

ao propósito de Deus em sua vida. Uma das medidas foi afastar o filho das influências corruptoras do mundo: “[…] mudaram-se para um lugar solitário, no campo, onde o filho não estivesse exposto às tentações da vida na cidade, […]” (Orientação da Criança, p. 23).

ORAR DIARIAMENTE PELOS FILHOS

Os filhos devem fazer parte das orações dos pais, pois precisam do cuidado do Céu o tempo todo.

Os filhos precisam aprender a depender de Deus em todas as coisas e que o Senhor é o Provedor de tudo: da proteção e do cuidado diário. Desde cedo, eles devem reconhecer que Deus é quem providencia os meios para atender às necessidades da família. A capacidade de reconhecer a mão de Deus sobre a vida deles é uma necessidade.

As orações em favor dos filhos devem subir ao trono de graça mesmo antes do nascimento deles, como adverte a escritora Ellen White: “Iguais instruções foram dadas no caso de João Batista. Antes do nascimento da criança, a mensagem enviada do Céu aos seus pais foi: ‘Terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento, porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo’” (A Ciência do Bom Viver, p. 379). “Foi Cristo que ordenou que João Batista não bebesse vinho nem bebida forte” (A Ciência do Bom Viver, p. 333).

RESULTADO NA VIDA JOÃO BATISTA

As orações de Isabel e Zacarias em favor do filho foram muito além da concepção, pois moldaram a vida e o caráter do filho a ponto de torná-lo precursor do Salvador.

João Batista, embora, fosse filho de um dos principais líderes religiosos da nação, optou por um estilo de vida simples, no deserto, e se alimentou de gafanhotos e mel silvestre (Mt 3:4). Abriu mão de vantagens temporais para cumprir sua missão. Pregou sobre o arrependimento e advertiu acerca da necessidade de produzir frutos (Mt 3:8), pois necessitava antecipar o reino de Deus, que estava próximo.

Foi o maior entre os homens. Jesus declarou que não houve ninguém maior que João

Batista ao afirmar que “[…] entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista […]” (Mt 11:11). “No registro celeste dos homens nobres, declarou o Salvador que nenhum existe maior que João Batista. A obra que lhe foi confiada não exigia somente energia física e resistência, mas as mais elevadas qualidades do espírito e da alma” (A Ciência do Bom Viver, p. 379).

III. CONCLUSÃO

João Batista foi reconhecido pelo próprio Cristo ao Se referir a ele nas palavras do profeta: “[…] Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti […]” (Mt 11:9-11). Esse texto, que foi usado para se referir ao anjo que cuidaria do povo de Israel durante a peregrinação no deserto, foi reproduzido por Jesus para Se referir a João Batista.

O próprio Cristo comparou a obra de João à de Elias ao afirmar: “E, se quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir” (Mt 11:14).

O livro do profeta Malaquias termina com a seguinte promessa acerca do efeito da vinda de João Batista: “Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos aos seus pais, para que Eu não venha e fira terra com maldição” (Ml 4:6). “O paralelismo sozinho garante a identificação de Elias com João Batista” (Comentário Bíblico Moody, p. 16).

Primeiro. Ele se refere à reconciliação do povo de Israel com Deus, como Pai – Isaías 66:16: “Tu és o nosso Pai, ainda que Abraão não nos reconhecesse”.

Segundo. Refere-se à restauração das novas gerações com seus antepassados fiéis pela renovação da aliança. É um chamado para jovens seguirem a fé dos patriarcas. Se a terra (igreja) continuaria como um abençoado lugar de habitação dependia da aliança firmada da nova geração com os patriarcas.

Terceiro. Refere-se à restauração e à renovação das relações familiares. A relação pai e filho é a expressão prática da fidelidade da aliança com Deus. Aqui, também, está o cumprimento das responsabilidades entre pais e filhos.

O próprio João, consciente de seu papel, trabalhou para mostrar Jesus às pessoas e fazê-las seguidoras Dele. João sabia que seu ministério não tinha fim em si mesmo, mas em Cristo. Foi ensinado por seus pais e pelo Espírito Santo que deveria preparar homens e mulheres para servirem fielmente Àquele que era de fato o Salvador de todos.

A fonte de poder na família está em orar a Deus pela manifestação do Espírito Santo, doador de todas as bênçãos.

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