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Curta-metragem “Com Amor, Ana” revela realidade da missão na Ásia

Produção inspirada em histórias reais convida jovens a responderem ao chamado para serem missionários na janela 10/40

Com o propósito de inspirar uma nova geração de estudantes missionários, o curta-metragem Com Amor, Ana estreou em abril de 2026 na plataforma de streaming cristão Feliz7Play. A produção, realizada pela Mission House em parceria com a Asia Pacific International University e a Gallax Films, apresenta a realidade da missão na Ásia, especialmente na janela 10/40 – região desafiadora para a transmissão da mensagem do Evangelho -, e convida jovens a enxergarem a missão como um chamado possível e urgente.

O filme nasce de experiências reais vividas no campo missionário, mostrando desafios, aprendizados e o agir de Deus em contextos onde o evangelho ainda é pouco conhecido. Segundo o pastor Victor Bejota, produtor executivo do curta e líder do projeto Mission House, o curta surgiu a partir de uma necessidade missionária concreta no contexto asiático.

“Temos muitos alunos na nossa universidade [Asia Pacific International University] que não conhecem Jesus. Como pastor, tenho tentado falar sobre Ele, mas percebi que a melhor influência acontece de dentro para fora”, explica Bejota. A partir dessa percepção, surgiu o desejo de mobilizar estudantes com mentalidade missionária, com desejo de viver e compartilhar o evangelho no cotidiano.

O pastor conta que, há algum tempo, sentiu a necessidade de encontrar estudantes que pudessem viajar como missionários para essa universidade, na Tailândia, com o propósito de abençoar através do convívio. “Foi por isso que decidimos fazer esse curta. Para mostrar a experiência dos estudantes que estão aqui e inspirar outros a virem também”, afirma.

Sobre o filme

Baseado em histórias de missionários, Com Amor, Ana acompanha Ana, uma jovem brasileira de 19 anos que sempre sonhou em estudar nos Estados Unidos. Quando suas tentativas não dão certo, a única aceitação que recebe vem de um lugar inesperado: a Asia Pacific International University.

Ela deixa o Brasil e desembarca em Muak Lek, onde começa a construir uma rotina nova, entre uma cultura diferente e descobertas. É nesse contexto que ela conhece Kin, um estudante veterano que se torna seu amigo e guia naquele mundo tão diferente do seu.

Um dia, ele a convida para uma viagem missionária até a fronteira, um lugar que Ana jamais teria escolhido ir. Sem entender muito bem o porquê, ela aceita. O que ela não sabia é que lá seria confrontada com algo muito maior: o que realmente significa ter um propósito.

Construção do roteiro

Inspirado em histórias reais, o roteiro reúne vivências de missionários da região, mostrando os principais desafios e os melhores aprendizados. O filme também amplia a visão sobre o território que atuam na Ásia, destacando uma realidade pouco comentada no ocidente. “Existe uma Ásia jovem, com pessoas abertas a ouvir. E jovens alcançam jovens. Isso faz toda a diferença”, comenta o pastor.

Além de inspirar, o curta também busca apresentar a missão de forma honesta, sem idealizações. Ele acrescenta: “Às vezes achamos que na missão tudo é perfeito, mas existem desafios reais. Saudade de casa, dificuldade com a língua, com a alimentação e até com o próprio propósito. Tudo isso faz parte da experiência missionária.”

Para Bejota, o uso do audiovisual é uma ferramenta estratégica no avanço do evangelho. Ele acredita que assim como a imprensa foi um marco ao permitir que a Bíblia fosse compartilhada, hoje as mídias também são ferramentas poderosas.

A diretora e roteirista Beatriz Pedra conta que o desejo de contar histórias sobre missão já fazia parte da sua caminhada. “Eu sempre quis produzir algo sobre missão, porque é um tema pouco explorado. Durante a minha experiência voluntária na Tailândia, convivendo com diferentes histórias, percebi a importância de trazer luz a essa realidade”, detalha Beatriz.

A partir desse contexto, surgiu a proposta do filme: reunir experiências reais para inspirar outros jovens a viverem a missão. “A ideia foi expor a realidade que eu estava vivendo e despertar nas pessoas o desejo de se envolver; seja indo, apoiando ou participando de alguma forma”, enfatiza.

Relato da produtora

A realidade do campo missionário fez parte do processo de produção do curta. Em diversos momentos, as gravações foram realizadas em meio às próprias ações humanitárias. Durante cenas gravadas na região de fronteira, por exemplo, a equipe interagiu diretamente com as crianças atendidas no projeto.

“As cenas com as crianças foram reais, não encenadas. Muitas delas, inclusive, são registros documentais feitos antes mesmo da concepção do curta”, explica Beatriz.

Ela acrescenta que, em alguns momentos, a equipe precisou interromper as gravações para atender às demandas da missão. “As duas coisas caminharam juntas”, afirma.

Agradecida, Beatriz relembra que o projeto foi realizado por uma equipe reduzida, tanto em número quanto em experiência. Ela destaca que o resultado superou as expectativas. “Deus capacita pessoas comuns para fazer aquilo que precisa ser feito”, declara a diretora.

Elenco formado por missionários

Isabela Vitória

Além de dar vida à protagonista, Isabela Vitória também assina o roteiro do curta ao lado de Beatriz Pedra. Jornalista e missionária, ela incorpora à narrativa experiências vividas por ela e por outros missionários.

Segundo Isabela, o filme é profundo e honesto porque retrata a verdade de centenas de voluntários como Ana, a personagem principal. “Existem coisas que só se compreendem plenamente quando se vive. O campo missionário me permitiu ver não só os milagres, mas também a angústia que precede o milagre”, compartilha.

A roteirista explica que a narrativa busca retratar um conflito vivido por muitos missionários: o encontro com realidades difíceis e o questionamento sobre propósito. Ela detalha que “Ana passa por esse embate porque nós também passamos. Vemos o sofrimento, as necessidades que parecem injustas, e começamos a nos perguntar qual é o nosso papel diante disso.”

Para Isabela, esse processo transforma a forma de enxergar a missão. “Chega um momento em que você entende que precisa ser resposta. Que pode ser a resposta de Deus na vida de alguém.” Segundo ela, a própria produção reforçou essa percepção de propósito, especialmente diante de desafios como diferenças culturais e limitações técnicas.

Jay Banthavong

Ao lado de Isabela, Jay Banthavong vive Kin, um estudante asiático, e August Paw interpreta Nonô, uma criança refugiada que se destacou pela naturalidade e desenvoltura diante das câmeras.

Para Jay Banthavong, a experiência de participar da produção foi também uma oportunidade de representar a realidade de estudantes asiáticos dentro do contexto missionário. Mesmo vivendo uma realidade próxima à do personagem, ele destaca que o processo trouxe desafios. “Atuar foi desafiador. Gravamos em diferentes lugares, como no norte da Tailândia e em mercados, onde interagimos com pessoas de forma espontânea e muitas delas aceitaram nos ajudar,” recorda o estudante.

Um dos momentos mais marcantes para Jay aconteceu durante as gravações com as crianças. Ele lembra com carinho de quando a equipe viajou até a escola de refugiados. “Apesar de tão pequenas, elas fizeram um impacto gigante no meu coração”, ressalta, emocionado.

Segundo ele, a missão está diretamente ligada ao serviço e ao cuidado com o próximo. “Isso me motivou a me envolver mais com o ato de servir. O filme mostra o que os missionários fazem aqui e como eles se dedicam, sacrificam seu tempo e usam seus talentos para ajudar outras pessoas”, completa. A experiência também fortaleceu sua visão sobre o trabalho missionário.

O impacto

“O propósito da nossa vida é ser missionário. Todos fomos criados para compartilhar o evangelho, seja localmente ou em qualquer lugar do mundo. E Deus vai mostrar onde cada um deve cumprir esse chamado”, argumenta o pastor Victor Bejota.

Para além das telas, o impacto da missão se revela nas vidas que são tocadas ao longo do caminho. A experiência de Marc Sircar, estudante que conviveu com os missionários que atuaram no filme, é um exemplo desse resultado.

Para Marc, o contato com missionários foi essencial para compreender melhor o amor de Deus e o propósito do evangelho. “Eles me ajudaram a entender como Jesus quer que a gente viva e como compartilhar o evangelho,” relata.

Desde a infância, Marc teve experiências marcantes com missionários que demonstraram cuidado e presença de forma prática. “Eles brincavam com a gente, passavam tempo conosco e faziam a gente se sentir amado. Quando ninguém nos amava, eles nos faziam sentir amados”, relata.

Hoje, ele sonha em seguir na área da saúde, com o desejo de unir sua profissão ao propósito missionário: “Eu estudo Biologia na Asia Pacific International University, e um dia quero ser médico e usar isso para servir a Deus e ajudar”, sublinha. Assim como aconteceu com ele, Marc decidiu que quer ser um instrumento de Deus na vida dos outros.

Para assistir ao filme, acesse: feliz7play.com

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